Friday, May 18, 2007
Sunday, April 15, 2007
Thursday, March 08, 2007
Friday, March 03, 2006
Freitas do Amaral foi ao Parlamento falar dos ‘cartoons’. Quem me lê sabe que estou em desacordo com ele. Mas, ontem, gostei. Ele virou-se para Telmo Correia, do CDS, e lançou-lhe: “É preciso topete!”. Se há coisa que me comove é a defesa de palavras em extinção.
Topete é poupa (à Tintin) que os jovens voltam a usar mas que desapareceu da nossa conversa. É comum no Brasil: algumas espécies de beija-flor são de topete, e topete dizia-se do penteado do ex-presidente Itamar Franco. Mas, por cá, Eça foi o último a usar. Em ‘Os Maias’, ouve-se dizer, como ouviu Telmo Correia: “É preciso ter topete!”. E em ‘A Cidade e as Serras’ fala-se de uma “cantiga meio porca” mas com “topete”. Eu tirava Freitas dos Negócios Estrangeiros e punha-o ministro das Palavras Antigas.
![]()
Por Ferreira Fernandes, em Correio da Manhã.
Friday, February 10, 2006
(...) Com a caricatura do profeta, o jornal dinamarquês cometeu não tanto o pecado de ultrapassar quaisquer limites, mas o erro de ter fornecido um instrumento de agitação às forças promotoras das violentas manifestações anti-ocidentais no mundo islâmico que, quase cinco meses após a publicação, serão tudo menos espontâneas. Não só com bombas se faz o terrorismo...
by Rui Camacho, in Jornal de Notícias
Wednesday, February 08, 2006
Mais umas achas para a fogueira...
e...O cartoon de Lars Refn, publicado no Jyllands-Posten, foi o único que, apesar do pedido do jornal, optou por não representar Maomé, o profeta, mas Mohhamed, aluno do 7ºA. O jovem aponta para um quadro onde se pode ler, em persa: «Os jornalistas do Jyllands-Posten são um bando de provocadores reaccionários».
Lars Refn usou da sua liberdade de expressão como queria e não como lhe foi ecomendada. O jornal, apesar de amar a liberdade de imprensa, não gostou da graça e escreveu, como legenda: «pensamos que Lars Refn é um cobarde que não entende a gravidade da ameaça muçulmana à liberdade de expressão». Parece que o Jyllands-Posten adora a sua liberdade, mas não convive bem com a liberdade dos outros. Insultar o jornal que lhe publica o desenho, isso sim, é ter tomates.
Há 3 anos, o mesmo jornal que agora encomendou e publicou os cartoons sobre Maomé recusou-se a publicar outros, sobre Cristo, da autoria de Christoffer Zieler, porque provocariam «uma grande agitação».
by Daniel Oliveira, in Aspirina B
Cartoons
Dando de barato que muitos dos desenhos são uma generalização perigosa, racista e por isso condenável (até de um ponto de vista legal), a sua existência é um facto.
Ora existindo e tendo sido difundidos, cabe a todos os que querem deixar um futuro melhor para os filhos lutar pela sua existência, não vergando, em circunstância alguma, a espinha a quem ficou incomodado e se acha no direito de rebentar com tudo à sua frente.
O problema, a haver problema, é para ser apresentado ao sistema judicial da Dinamarca (e eventualmente dos países onde foram publicados), isto no caso de haver indívíduos que pretendam algum tipo de reparação e/ou condenação dos artistas. E depois é aguardar com paciência que a Justiça se pronuncie sobre os putativos ilícitos.
Que alguns líderes do Islão não percam uma oportunidade que seja para virem para a rua armados em guardiões da moral suprema, não devia ser qualquer coisa capaz de amedrontar a Europa desta maneira.
Isso é que assustador.





