Thursday, April 19, 2007
Bombástico
"(...) A partir de agora valem todos os raciocínios: A Universidade fecha por causa das revelações sobre o percurso académico do primeiro-ministro; a Universidade não fecha porque abafou o que se passou com a licenciatura do primeiro-ministro; e a Universidade fecha e abre com outro nome porque a polémica já não interessa nada."
Tuesday, April 17, 2007
Feminismo ou Feminismo?
"(...) Outra crítica à publicidade passa pelo uso de imagens de nudez feminina, de mulheres erotizadas, objecto e/ou sujeito de sexualidade (vejam-se as recentes polémicas com o anúncio da Dolce&Gabana e com o cartaz do Crazy Horse no Casino de Lisboa), ou simplesmente da mulher enquanto símbolo de algo desejado (como na publicidade à SuperBock no Verão passado). Aqui, é-me impossível concordar com aquilo que normalmente vem a público como posição feminista: a ideia de que estas imagens ofendem a mulher, a “utilizam” e “degradam”, porque a “transformam em objecto sexual”.
Perdão? Transformam? Eu julgava que éramos todos, homens e mulheres, sujeitos e objectos sexuais, graças a deus, muito obrigada. Como mulher e feminista, ofende-me o conceito de que tudo o que tem a ver com sexo é do interesse masculino, ergo mulheres retratadas em situações sexuais estarão apenas a ser usadas pelos homens. Mostrar o corpo feminino como algo de belo e desejável, só pode parecer mal a quem tem saudades de outros tempos, dos tempos do recato e do controlo público sobre as mulheres. Dos tempos em que mulheres que mostravam (ou usavam) o corpo não mereciam respeito. Em que uma mulher publicamente sexualizada era uma mulher, de alguma forma, menor. (...)"
Bem dito.
Monday, April 16, 2007
Reality is out there
"(...) A experiência proposta pelo Washington Post mostra, definitivamente, que as pessoas não se emocionam com a grande arte, mas com a pompa que a envolve. De tempos em tempos, temos notícia que foi encontrado um quadro em algum antiquário, avaliado em quatro ou cinco dólares. Surge então um expert e atesta que o quadro é de um algum Van Gogh da vida. Imediatamente sua cotação sobe para milhões de dólares. A pergunta se impõe: o valor residiria no quadro ou na assinatura de quem o pintou? Cultuamos o belo? Ou a griffe?"
Bem visto...
"Para além todas as dúvidas vindas a lume até ao momento relativas ao dossier Sócrates & UNI, há uma constatação ainda mais preocupante que vem subindo de tom, cada vez mais lembrando os tempos do santanismo: é que parece que estes tipos nem uma fraude de jeito sabem fazer."
No Small Brother.
Sunday, April 15, 2007
novasoportunidades.org?
Se fossemos todos Doutores e Engenheiros quem tratava do nosso lixo? Quem tratava das limpezas? A quem entregaríamos a nossa roupa para mandar limpar?
Ou será preciso um curso em "Ordenamento do território" para ser arrumador de carros? ou "arrumador" de cinema. Ou ser-se contabilista para estar numa caixa de supermercado?
Há muito boa gente licenciada (e mais) que mais deveria ter-se ficado pelo ensino obrigatório. Juro-vos.
Saturday, April 14, 2007
As mulheres atendem mais aos pormenores... e isso é uma chatice!!!...
"Sabem, sou mulher. Por isso mesmo, não me é nada difícil localizar os iogurtes de framboesa, tão apreciados nesta casa, e que se não são rapidamente encontrados no frigorífico side-by-side de família, corro o sério risco de ter de ouvir o lamento " tu prometeste, mamã..." . Pior ainda, é a possibilidade de um dia, a frase poder ser completada com um "... e não cumpriste".Isto para dizer que tenho algum treino visual para reparar nos pormenores.Ontem, ao anunciarem a existência de um segundo certificado de José Sócrates, abri o respectivo PDF, entretanto disponibilizado pelo Jornal "PÚBLICO" . Não me detive nas classificações. Verifiquei que o documento estava datado ( 96/08/26), assinado pelo chefe da secretaria e...e...como sempre, os meus olhos detiveram-se em dois pormenores sem importância:no papel timbrado da Universidade Independente, no rodapé, entre outras informações, constam o endereço (físico e electrónico) e os números de telefone e de fax ( 351 21 836 19 00 e 351 21 836 19 22). Só que,... em 1996, os números de telefone não apresentavam os indicativos 21, 22, 290, mas sim, 01, 02, 090... etc, como aliás, pude confirmar (a alteração só foi feita em 31 de Outubro de 1999).Um pouco mais à frente, consta ainda, um código postal composto por sete algarismos (1800-255), o que é deveras estranho, uma vez que só em 1998 começa a ser utilizada esta nova forma de indicação.Conclusão: o certificado parece ter sido emitido, não em 26/08/1996, mas em data posterior a 31 de Outubro de 1999.O problema ("o maior dos problemas") reside no facto de o Gabinete do primeiro-ministro já ter esclarecido, que a data válida era mesmo a do certificado que se encontra na Câmara da Covilhã."
Via O Insurgente.
Tenha cuidado, Professor Cavaco
"Ok, eu até aguento que Cavaco Silva promulgue a lei do aborto sem nenhuma contra-indicação, para além da sua mensagem de bons conselhos que a maioria socialista envoiu às malvas. O referendo teve um resultado claro, apesar da abstenção, e não há grande margem para vetos ou estados de alma. Mas já acho curiosa, para dizer o mínimo, a envergonhada declaração do nosso Presidente na Letónia, sugerindo que, enfim, talvez o melhor seja mesmo aprovar a famosa Constituição europeia sem referendo (o que se segue, aliás, a vagas notícias sobre um entendimento entre PS e o PSD a este respeito - ou desrespeito).Como foi lá longe, numa cimeira decorativa e para estrangeiro ver, a coisa não se pode levar a sério. Porque seria simplesmente escandaloso que Cavaco fizesse um tal frete aos big brothers que nos governam, lá e cá.De que têm medo os caciques da aldeia? Que a plebe, pouco esclarecida em subtilezas jurídico-messiânicas, cometa a deselegância de chumbar o leviatã? Tal qual os povos avançados de Franças e Araganças?Mas seremos menos do que eles? Os mesmos portugueses que votaram o aborto não podem votar este novo aborto? Dá-se à populaça o direito de decidir sobre a vida de um embrião mas não o de se pronunciar sobre o futuro de um continente?Tenha cuidado, Professor Cavaco. Não foi para isto que o elegemos."
Friday, April 13, 2007
Sempre estão ocupados
"Parece que há um grupo de neo-nazis a guardar o cartaz do PNR no Marquês de Pombal. Ainda bem. Enquanto estão ali os imigrantes podem andar mais à vontade pelo resto da cidade. E os rapazes sempre experimentam trabalhar durante umas noites. Pelo menos não se metem na droga. Com os adolescentes todo o cuidado é pouco."
Monday, April 09, 2007
If a great musician plays great music but no one hears... was he really good?
"(...) On that Friday in January, those private questions would be answered in an unusually public way. No one knew it, but the fiddler standing against a bare wall outside the Metro in an indoor arcade at the top of the escalators was one of the finest classical musicians in the world, playing some of the most elegant music ever written on one of the most valuable violins ever made. His performance was arranged by The Washington Post as an experiment in context, perception and priorities -- as well as an unblinking assessment of public taste: In a banal setting at an inconvenient time, would beauty transcend?(...) "When you play for ticket-holders," Bell explains, "you are already validated. I have no sense that I need to be accepted. I'm already accepted. Here, there was this thought: What if they don't like me? What if they resent my presence . . ."(...) J.T. Tillman was in that line. A computer specialist for the Department of Housing and Urban Development, he remembers every single number he played that day -- 10 of them, $2 apiece, for a total of $20. He doesn't recall what the violinist was playing, though. He says it sounded like generic classical music, the kind the ship's band was playing in "Titanic," before the iceberg."I didn't think nothing of it," Tillman says, "just a guy trying to make a couple of bucks." Tillman would have given him one or two, he said, but he spent all his cash on lotto.
When he is told that he stiffed one of the best musicians in the world, he laughs.
"Is he ever going to play around here again?"
"Yeah, but you're going to have to pay a lot to hear him."
"Damn."
Tillman didn't win the lottery, either. (...)"
Discovered here.
Saturday, April 07, 2007
God hates Pokemon
"The Kansas Board of Education approved a controversial measure yesterday that will ban all Pokemon video games, trading cards, and related merchandise because of the franchise’s blatant promotion of evolution. The vote, which passed by a narrow margin after weeks of debate amongst members of the board, is being hailed as a victory by conservatives and religious groups. Teachers will now be required to search their students at the beginning of the school day to make sure that they aren’t carrying any copies of the game. Any copies that are found will be immediately and permanently confiscated, and the student may be subject to punishments ranging from a temporary suspension to outright expulsion for repeat violators.Many Kansas churches also held events geared towards encouraging children to drop the game, ranging from several “Pokemon burnings” where copies of the games were thrown into large bonfires, to programs that provided students with a free Bible for every game they turned in to church authorities."
Discovered here.
Thursday, April 05, 2007
Outdoors

"(...) O cartaz dos Gato Fedorento foi custeado pelos próprios. «É uma piada um bocadinho mais cara», disse ao PortugalDiário Ricardo Araújo Pereira.«Assim que vimos que era possível veicular mensagens grotescas no Marquês de Pombal, e dado que também temos duas ou três mensagens grotescas, não quisemos ficar atrás», disse o «gato» ao PortugalDiário.O humorista acrescentou que «só é de lamentar que o cartaz do PNR esteja todo pichado, porque bonito era poder ler-se aquilo como deve de ser, para o nosso, ao lado, ter ainda mais piada».Quantos às mensagens no cartaz dos Gato Fedorento, o humorista diz que «acredita em tudo o que está escrito»: «Sem dúvida, a melhor forma de chatear os estrangeiros é obrigá-los a viver em Portugal. Eu nunca tive problemas com estrangeiros, mas com portugueses tenho todos os dias. É no trânsito, é na fila do supermercado...».«E são muitos anos de história que provam: Com os portugueses, não vamos lá!», acrescenta ainda Ricardo Araújo Pereira. (...)"
