- Então e quanto tempo demoras de Coimbra à Lousã?
- Cerca de meia hora quando vou de carro...
- Pela auto-estrada?
- ...
Onde o mistério se passa...
Toup ñ ter
nada d k tu tavas dzer tou msm
dass
Ora, se os erros de ortografia não contam para a avaliação, se só conta a compreensão do texto do parte do aluno, é possível que haja tantos erros que não se compreenda se o aluno compreendeu. Portanto, neste caso, por absurdo e por uma vez sem exemplo, os alunos podem escrever em linguagem messenger/SMS, né?
"Estava para contar aqui uma anedota sobre um alentejano que tirou um curso superior em Lisboa mas como o tema parece não agradar ás autoridades, decidi desviar-me do assunto.Se eu fosse inglês, poderia utilizar este link para perguntar ao meu deputado se acha normal que alguém tenha um processo disciplinar por dizer uma piada sobre o Primeiro-Ministro. Se ele não me respondesse, iria a este site que lhe enviaria os mails que fossem necessários até obter uma resposta. Poderia ainda consultar aqui a assiduidade parlamentar do meu deputado e a maneira como vota ou ainda saber o que pensa e se tem sentido de humor. Se fosse muito curioso, poderia até ver a sua declaração de interesses ou verificar como é que o partido é financiado e quanto gasta na campanha eleitoral.Como sou português e por isso benefício de um nível de democracia muito mais elevado do que os ingleses, não faço a mínima ideia de quem é o meu deputado, não sei o que pensa nem como vota nem quantas vezes vai ao Parlamento, não sei se tem outras ocupações remuneradas para além da de deputado e também não sei como lhe hei-de perguntar se o humor (mesmo mau) já é crime ou se já há uma lista de pessoas que não podem ser alvo de uma piada entre amigos.Se eu fosse inglês talvez pudesse contar uma anedota sobre alentejanos e cursos superiores."
"Portugal oferece Estádio a cidade da PalestinaO novo Estádio Internacional da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento (IPAD), vai ser inaugurado segunda-feira.O recinto, uma oferta de Portugal aos desportistas palestinianos cuja construção custou dois milhões de dólares, tem capacidade para 6.000 espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético e iluminação.A cerimónia de inauguração, que tem o alto patrocínio do presidente Mahmoud Abbas, abrirá com uma marcha de escuteiros locais, conduzindo as bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais. (...)"
"Manifestações no 25 de Abril terminam com detenções."
Na Visão.
Dentro do mesmo assunto, este e este pontos de vista lançam alguma polémica. Parece-me que realmente vale a pena comparar a notícia do Público com a do DN. Embora só quem lá esteve saiba o que realmente se passou (e acredito que, mesmo assim, sejam várias as versões), a verdade é que algo não bate certo nos nossos meios de comunicação...
Relativamente à "Plataforma antiautoritária contra o fascismo e o capitalismo", responsável pela organização da manifestação, vale também a pena ler o comunicado emitido.
Já agora, aqui fica a notícia do JN.
Todas as perguntas sem resposta aqui.
"Hoje, há trinta e três anos, a história do meu Pai mudou para sempre. Depois desse 25 de Abril a preto e branco o meu pai soube da decepção, da vida no exílio, dos atentados, da impotência, da dor de não abraçar a mãe, das saudades do cheiro da terra. Morreu cedo demais para perceber porque pegou nesse tanque em Estremoz e tomou a PIDE, por que valeu a pena honrar com um golpe de estado toda uma geração perdida nas guinés e angolas que agora já ninguém recorda. A ele que um ano depois numa carta de duas folhas disse que assim não, que Portugal não merecia desperdiçar-se nas mãos de gananciosos e miseráveis aduladores da liberdade, deve ter-lhe custado assimilar o fracasso dos homens. E agora, neste meu país infestado de supostos patriotas, imbecis que adoram hinos, neste Portugal dele onde qualquer banco viola a bandeira para vender produtos financeiros, se estivesse vivo, rodeado de traidores que se enriqueceram vestidos de sindicalistas e meninos de papá que votam por sms no Salazar sem sonhar o que é viver numa ditadura e morrer na guerra, tenho a certeza que voltaria a pegar nesse tanque, honroso da farda. Quando releio essa carta, a da deserção de 75, a que nos levou a todos em viver em hotéis e a ter guarda-costas, vejo um homem digno, profundamente democrata e entregado ao País, que se levantou da cama e da burguesia para democratizar um Portugal analfabeto, mutilado em África, estupidificado pela solidão e o fado. O que aconteceu depois, a manipulação dessa ousadia, o roubo de terras e a estupidificação do povo faminto nada tem a ver com essa madrugada esperançosa.
Por isso, se me repugna a apropriação da esquerda da luta pela liberdade mais ainda me enoja esta onda pós-moderna dos betinhos da direita, que ofende com o seu desprezo e falta de patriotismo estes homens, capitães e jovens, que num dia como hoje, há trinta e três anos atrás, só quiseram um país melhor. 25 de Abril, para sempre não, mas hoje sim."
Por Rititi.
"Mal terminada a festa, quando parecia conquistada a esperança, logo uma escumalha ressabiada e intolerante ocupou a praça, a estragar tudo. A turba em tons vermelhos e de punho erguido bradou à morte e incitou à guerra. A que chamavam luta. Iniciando então um impiedoso assalto ao poder que todos os dias nos roubava mais a liberdade. Então, a revolução de 74 abalroou a minha vida, assaltou a casa dos meus pais. Para nos tornar em novos proscritos. Só por causa de um velho apelido, e por tanto ódio.Na época, eu era um imberbe e juvenil estudante, que por imitação do meu pai me tornara precocemente politizado e discursivamente assertivo. E foram muitas as angústias e apreensões vividas em família naqueles inesquecíveis tempos “revolucionários”.Os sentimentos por mim experimentados na sequencia da revolução de Abril, as memórias que guardo daqueles protagonistas, as lembranças dos seus esgares e trejeitos fanáticos, das suas arbitrariedades e da minha total impotência, causam-me ainda hoje amargos sentimentos.Reconheço na democracia conquistada à posteriori, o melhor sistema político possível. Como cristão e democrata, bater-me-ei sempre com todas as minhas forças pela liberdade e pela justiça. Hoje como então.Por mim, agradeço a liberdade pela qual afinal também lutei. Mas não me convidem para esta festa da qual fui excluído faz amanhã 33 anos."
"(...) Dans son bureau de la fondation qui porte son nom, à côté du Parlement, Mario Soares, le patriarche du PS portugais, « Socrates est un homme déterminé, pragmatique et courageux. Il décide, il commande et il fait. Son objectif n’est pas d’en finir avec les riches, c’est d’en finir avec les pauvres!» (...)"
"(...) Avec son faux air de Dustin Hoffman sous des cheveux poivre et sel coupés court, ses costumes Armani ou Hugo Boss qui agacent l’aile gauche de son parti, ce socialiste iconoclaste n’a jamais promis la lune à personne. Depuis deux ans qu’il gouverne, il n’a qu’une obsession : remettre le Portugal à flot, quitte à pratiquer un socialisme à rebrousse-poil. « Comparées à ce que Socrates fait ici, les cent mesures de Ségolène, c’est le paradis pour tout le monde ! » résume Teresa de Sousa, éditorialiste à Publico . (...)"
«Heureusement que les socialistes français ne sont pas comme lui, sinon j’aurais du mal à me positionner!»