Sunday, June 12, 2005

«Como proteger o computador dos 'hackers' e outros burlões digitais»

«Os computadores são uma parte tão importante da vida quotidiana que é já difícil imaginar um mundo sem eles. Do trabalho ao entretenimento, muitas tarefas são hoje facilmente concretizadas com um PC ligado à Internet, como transferências bancárias, carregamentos do telemóvel ou pagamentos. As pequenas caixas tornaram-se de tal forma indispensáveis que, quando elas falham, muitas das intenções humanas falham também.
As causas mais comuns dos erros informáticos estão relacionadas com problemas de segurança. E aqui, o rol de ameaças tem crescido exponencialmente, à medida que a utilização da Net e dos próprios PC se vai massificando. Desde vírus, worms, trojans, spam e outras práticas mais sofisticadas como o phising ou o pharming (ver gráfico ao lado), todo o cuidado é pouco.
Como nota Marcos Santos, responsável de segurança da Microsoft Portugal, "a engenharia social utilizada pelos hackers para obter dados confidenciais é cada vez mais sofisticada". Sabendo-se que "a utilização dos computadores obriga-nos a depositar na máquina informações sensíveis", como números de cartão de crédito, dados pessoais, correspondência de email e outras, tudo isso pode ser utilizado de forma maliciosa.
É preciso não esquecer que os criadores de vírus são já uma indústria altamente profissionalizada, com ramificações fortes nas máfias asiáticas e de leste. Estão sempre um passo à frente no que respeita à exploração de fragilidades de sistemas informáticos. Paulo Silva, director técnico da Panda Software, diz que são criados diariamente quase cem novos vírus, recomendando vivamente "evitar o submundo da pornografia e dos softwares ilegais na Internet", que estão entre as principais fontes de código malicioso.
Um vírus recente detectado pela empresa é o Rona.a, que deixa os utilizadores da banca portuguesa expostos a um ataque. Isto porque, explica Paulo Silva, o programa monitoriza os ecrãs dos pcs e envia esses dados aos hackers, contornando os teclados virtuais usados pela banca para prevenir a captura de dados confidenciais.
Para prevenir exasperantes dores de cabeça, tanto na utilização dos pcs como na protecção contra hackers e burlões virtuais, o DN apresenta-lhe alguns conselhos práticos avalizados por estes dois especialistas que ajudam a evitar alguns problemas comuns.
conselhos práticos. Nos computadores equipados com sistemas Windows (90% do parque informático em Portugal), o primeiro cuidado básico é activar o firewall - filtro que barra o acesso e intrusões de programas e utilizadores indesejados. Poderá confirmar se esse filtro está a funcionar acedendo ao Painel de Controlo, Ligações de Rede e seleccionando as Propriedades Avançadas da sua Ligação.
O segundo passo é manter a máquina sempre actualizada, recomendando-se para isso activar as actualizações automáticas (o que pode ser feito no separador Ferramentas do Internet Explorer).
O passo seguinte é utilizar um antivírus actualizado. Existem várias companhias especializadas no mercado (Computer Associates, F-secure, McAfee, Panda Software, Symantec, Trend Micro e muitas outras), pelo que tudo depende das preferências e dos preços.
Além destas três medidas mais importantes, é ainda recomendável tomar mais algumas precauções. Um programa anti-Spyware pode ser útil, caso não esteja incorporada uma solução deste tipo no anti-virus (o que é pouco frequente).
Todos os restantes passos ( 5, 6, 7 e 8) estão mais relacionados com questões de bom senso do que propriamente técnicas. Assim, quando se abrem ficheiros anexos em emails suspeitos, convém assegurar que todos os passos 1, 2, 3 e 4 foram aplicados. A realização de cópias de segurança, check ups ao computador ou alterações de palavras-passe são práticas opcionais, mas muito recomendadas pelas empresas.
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