Wednesday, June 14, 2006

More! More! More!

World Cup 2006

This is my contribution to the portuguese team.

(Link in the title - don't ask me how did I find it...)

Dunyayi Kurtaran Adam

Your life will not be the same after this movie.

This home-made version of a Star Wars earlier chapter with the Indiana Jones soundtrack and in turkish is, definitly, an art masterpiece.


(Link in the title.)

Sunday, June 11, 2006

What is faith?

You can find the answer here (but probably you won't) .

Fraude, como sempre, em Portugal

(link no título)
«Ser ou não ser, eis a questão. Será maior nobreza sofrer as fundas e as flechas da fortuna ultrajante? Ou pegar em armas contra este mar de infortúnios opondo-lhes um fim? Morrer, dormir, nada mais... é belo como dizer que pomos fim ao desgosto e aos mil males naturais que são a herança da carne. É esse um fim a desejar ardentemente? Morrer, dormir... dormir e talvez sonhar. Sim! Eis o espinho! Pois que sonhos podem vir desse sono da morte depois de libertos do tumulto da vida? Eis o que deve deter-nos, eis a consideração que nos trás a calamidade de uma tão longa vida...»

Wednesday, June 07, 2006

Tuesday, June 06, 2006

Polémica dos professores

Recomendação de leitura aqui.

PP

Engraçado como o Partido Popular é traduzido para inglês. People's Party.

Revolta...

Lusophobia

«(...) which prompted The Economist in 1980 to describe the country [Portugal] as "Africa's only colony in Europe".»

Fonte: Wikipédia

Monday, June 05, 2006

Incêndios

Está aberta a oficial "época de incêndios"

Saturday, June 03, 2006

Purple and brown

Vejam isso. Simplesmente, divinal

Friday, June 02, 2006

Thursday, June 01, 2006

«A vida imita a ficção, mas nunca ninguém a processou por plágio»

«O mundo visto do espaço é azul. O mundo visto dos mapas escolares é muito mais colorido. Primeira desilusão: Afinal, os países não eram tão pigmentados como os pintavam, nem Portugal cor-de-rosa, nem Espanha lilás, nem Angola roxa, nem a Alemanha amarela... Segunda: Aquelas linhas que serpenteavam entre eles não serviam para evitar que as cores se esborratassem e se mesclassem umas nas outras. Terceira: Essas linhas chamadas fronteiras são invisíveis fora do papel, e não galgam, como fios de esparguetes infinitos, por montes e vales... Basta um desprevenido passo mais adiante e... muda de nome a terra. Há linhas invisíveis, convenções topográficas, limites, muros de cimento muito altos, divisões intransponíveis, vedações de arame farpado, todos guardados por sentinelas vigilantes, a acautelar invasores, clandestinos e demais intrusos. E apesar de tantas divisões, às vezes damos um passo e lá usurpamos um território alheio – e a terra onde caminhamos muda de nome. Os mundos podem estar separados, mas não são paralelos: interceptam-se. E não há fronteiras mais fustigadas, com intrusões constantes e ocupações abusadoras, como aquelas que separam a ficção da realidade. Mesmo sendo o termo que define um dos mundos a negação do que define o outro. Mas é que são tantas as andanças de trás para diante, a arrepio dos paradoxos, que já era tempo de decretarmos a abolição imediata e com efeitos retroactivos desta fronteira, permitir a livre circulação de direitos, pessoas e bens, extinguir as taxas alfandegárias. Em ambos os sentidos.
E o sentido que parece fazer menos sentido é quando a ficção passa para o outro lado da fronteira e invade a realidade. E se confunde com ela. Na verdade nós até sabemos que há coisas que nunca aconteceram – mas podiam ter acontecido. Ou antes: nós gostávamos mesmo que tivessem acontecido. Por isso vão, ano após ano, excursões de turistas até Verona, visitar a varanda por onde Romeu terá escalado até à Julieta. Ou outros viajantes que andam por esse lugar da Mancha, na senda das pegadas de D. Quixote e seu escudeiro. Ou debitam os guias turísticos que foi na Torre de Pisa que Galileu contrariou Aristóteles, para provar que a massa não influi na velocidade da queda dos corpos, lançando lá de cima uma bala de mosquete e outra de canhão. E a saída airosa de Colombo no banquete em casa do cardeal Mendonza, o célebre expediente do ovo, é afinal atribuída a várias personalidades, entre elas ao arquitecto italiano Brunelleschi. E as monumentais escadarias de Odessa, na Ucrânia, continuam a ser atracção mundial, apesar de aí não ter acontecido nenhum massacre dos populares que apoiavam os marinheiro amotinados, em 1905, e de aí não se ter precipitado o célebre carrinho de bebé do Couraçado Poutemkine, de Sergei Eiseinstein. Aliás, aquelas escadas nem dão para o mar. O clássico Casablanca é menos conhecido pela excelência do filme (que nem é assim tanta) do que pela banda sonora, pelo casal Bogart&Bergman e por uma frase que nunca é pronunciada: «Play it again, Sam!». E aqui já temos a ficção que dentro da ficção se torna realidade. Confuso? Num filme que tem como título esta deixa que nunca existiu, Woody Allen convoca Humphrey Bogart para fazer de uma espécie de grilo do Pinóquio da consciência das personagens. Mas é em Maridos e Mulheres que o realizador condensa toda esta invasão da realidade pela ficção: «A vida não imita a arte. A vida imita os maus programas de televisão»...
(...)»

Por: Ana Margarida de Carvalho,
Visão Online