Friday, February 10, 2006

Living in Istanbul - 6th lesson

"How to spend the first day of holidays"

Suleymaniye Camii
The Suleiman Mosque was built on the order of sultan Suleiman the Magnificent and constructed by the great Ottoman architect Sinan. The construction work began in 1550 and the mosque was finished in 1557.
The mosque is modeled in part on the style of a Byzantine basilica, particularly the Hagia Sophia, which was perhaps a conscious move on the part of the sultan to create a continuity and a symbolic connection with the city's past.
The Suleiman Mosque was ravaged by a fire in 1660 and was restored on the command of sultan Mehmed IV by architect Fossatı. The restoration, however, changed the mosque into a more baroque style, damaging the great work severely.
The mosque was restored to its original glory during the 19th century but during World War I the courtyard was used as a weapons depot and when some of the ammunition ignited, the mosque suffered another fire. Not until 1956 was it restored again. Today, the Suleiman Mosque is one of the most popular sights in Istanbul.
The mosque is 59 meters in length and 58 meters in width. The main dome is 53 meters high and has a diameter of 27.25 meters. Apart from the main mosque with the prayer hall (cami) and courtyard (avlu), the mosque complex also includes a caravanserai or seraglio (sarayı; han), a public kitchen (imaret) which served food to the poor, a hospital (darüşşifa), a Qur'an school (medrese) and a bath-house (hamam).
In the garden behind the main mosque there are two mausoleums (türbe) including the tombs of sultan Suleiman I, his wife Roxelana (Haseki Hürrem), his daughter Mihrimah, his mother Dilaşub Saliha and his sister Asiye. Suleiman's tomb features a system of layered domes copied from the Dome of the Rock in Jerusalem.
The sultans Suleiman II, Ahmed II and Safiye (died in 1777), the daughter of Mustafa II, are also buried here. Just outside the mosque walls to the north is the humble tomb of Sinan, designed by the occupant himself.







Street painting, on the way between the Suleymaiye Cammi and the Beyazit Camii.


Beyazit Camii

Located by the entrance to Istanbul's university, it is of the oldest mosques in the city and the oldest surviving imperial mosque.
The Beyazit Camii was built between 1501 and 1506 using materials taken from Theodosius's Forum of Tauri, on top of which it was constructed.
Again, the architect of Beyazit Camii looked to the Ayasofya for inspiration, employing a central dome buttressed by semi-domes and a long nave with double arcades, although the mosque is half the size of the church.
The Beyazit Mosque also borrows elements from the Fatih Mosque, imitating the system of buttressing and the use of great columns alongside the dome.
Thanks to Sultan Beyazit II's patronage, the Ottomans found a style of their own, which served as a bridge to later classical Ottoman architecture. The sultan, who died in 1512, is buried at the back of the gardens.


A seller in the Book Bazaar, who seems to be a character from one of The Lord of The Rings movies.


Information: Sacred Destinations.

Wednesday, February 08, 2006

Talibãs pagam a quem matar caricaturista

«O mullah Dadullah, um importante chefe talibã, ofereceu uma recompensa de 100 quilogramas de ouro a quem matar o autor das caricaturas de Maomé, segundo a agência privada Afghan Islamic Press (AIP).
Se alguém matar o autor das caricaturas que foram publicadas pela primeira vez em Setembro por um jornal dinamarquês no final de Setembro, os talibãs "oferecerem 100 quilogramas de ouro", declarou Dadullah à AIP ao telefone a partir de um local não identificado.
O mullah afirmou ainda que os talibãs darão cinco quilos de ouro a quem matar um soldado dinamarquês, norueguês ou alemão, segundo esta agência com sede no Paquistão.
Dadullah, que segundo a agência é o comandante-chefe das operações anti-governamentais conduzidas pelos talibãs no Afeganistão, afirmou também que o número de candidatos aos atentados suicidas aumentou desde o caso das caricaturas.
Onze pessoas morreram desde sexta-feira no Afeganistão durante as violentas manifestações contra a publicação na imprensa europeia de caricaturas de Maomé.
A publicação, a 30 de Setembro passado pelo diário dinamarquês Jyllands-Posten, de 12 caricaturas satíricas de Maomé, reproduzidas desde essa data por outros jornais europeus, enfureceu os muçulmanos de todo o mundo.»

Mais umas achas para a fogueira...

O cartoon de Lars Refn, publicado no Jyllands-Posten, foi o único que, apesar do pedido do jornal, optou por não representar Maomé, o profeta, mas Mohhamed, aluno do 7ºA. O jovem aponta para um quadro onde se pode ler, em persa: «Os jornalistas do Jyllands-Posten são um bando de provocadores reaccionários».

Lars Refn usou da sua liberdade de expressão como queria e não como lhe foi ecomendada. O jornal, apesar de amar a liberdade de imprensa, não gostou da graça e escreveu, como legenda: «pensamos que Lars Refn é um cobarde que não entende a gravidade da ameaça muçulmana à liberdade de expressão». Parece que o Jyllands-Posten adora a sua liberdade, mas não convive bem com a liberdade dos outros. Insultar o jornal que lhe publica o desenho, isso sim, é ter tomates.

e...

Há 3 anos, o mesmo jornal que agora encomendou e publicou os cartoons sobre Maomé recusou-se a publicar outros, sobre Cristo, da autoria de Christoffer Zieler, porque provocariam «uma grande agitação».


by Daniel Oliveira, in Aspirina B

08/02/2006

Já não sei se o sinto
Já não tenho esse poder
Já não sei quando minto
Já não tenho como fazer

Queria reaprender a amar
Porque perdi esse dom
Não sei se vai voltar
Não sei se é bom

Não tenho noção onde ando
Não sei sequer se mudei
A verdade é que já não sei quando
Foi a última vez que amei

Espero que o tempo passe
Numa estação sem caminho
O amor não tem classe
Quando inventado sozinho

Alexandre MM Caetano

O outro lado

Não é verdade que o islão, religião em que a simplicidade faz a força, proíbe o roubo e apregoa que se dê esmola aos mais desfavorecidos? E os Irmãos, não deram eles sempre o exemplo? Em Gaza, no Cairo ou nos subúrbios do Sul de Beirute, onde o Estado não consegue fazer nada pelos mais pobres, são os islamitas que asseguram os serviços sociais.
Paralelamente, a imagem que dá, dele mesmo, o mundo ocidental às massas muçulmanas tem-se esbatido consideravelmente. Os islamitas podem assim facilmente ensinar aos seus correligionários que os ocidentais “já não acreditam em nada”, perdidos como estão no seu hiper consumismo. Que modelo moral poderão oferecer as sociedades europeias, que têm medo de fazer filhos e que abandonam os seus velhos nos lares de terceira idade?


by JAM, in Briteiros.

Só se aprende o verdadeiro significado da palavra despedida...

... quando temos de nos despedir de alguém que provavelmente não voltaremos a ver.

"There are easier ways to help the environment"



Publicidade da Reflex Recycled Office Paper
Agência: O'Keefe Murphy Gaff (Austrália)
Roubada daqui.

Cartoons

Finalmente uma opinião com que concordo.

Dando de barato que muitos dos desenhos são uma generalização perigosa, racista e por isso condenável (até de um ponto de vista legal), a sua existência é um facto.
Ora existindo e tendo sido difundidos, cabe a todos os que querem deixar um futuro melhor para os filhos lutar pela sua existência, não vergando, em circunstância alguma, a espinha a quem ficou incomodado e se acha no direito de rebentar com tudo à sua frente.

O problema, a haver problema, é para ser apresentado ao sistema judicial da Dinamarca (e eventualmente dos países onde foram publicados), isto no caso de haver indívíduos que pretendam algum tipo de reparação e/ou condenação dos artistas. E depois é aguardar com paciência que a Justiça se pronuncie sobre os putativos ilícitos.

Que alguns líderes do Islão não percam uma oportunidade que seja para virem para a rua armados em guardiões da moral suprema, não devia ser qualquer coisa capaz de amedrontar a Europa desta maneira.

Isso é que assustador.


by PBM, in Aos 35.

Tuesday, February 07, 2006

dEUS - Suds And Soda

friday (several times throughout the song)

your head come on is dead and gone
it might as well be said so long
it's suds and soda a brain decoder
and can i wait for my decoder

get off get up you son of pop
the light below is bright on top
it's suds and soda a smile decoder
and can i get yeah what i ordered?

and there's always something in the air
sometimes,
suds & soda mix OK with beer
can i
can i break your sentiment

oh, you're just reminding me
can't see no person there
just wanna shout what the fuck...


jimmy ean is halloween
like kerosene for dee dee scene
it's suds and soda a brain decoder
and can i skip this thing i ordered

get off get up you son of pop
the light below is bright on top
it's suds and soda a vibe decoder
and can i get yeah what i ordered?

and there's always something in the air
sometimes,
suds & soda mix OK with beer
can i
can i break your sentiment

oh, you're just reminding me
can't see no person there
just wanna shout what the fuck...

and there's always something in the air

your face come on is dead and gone
you might as well be said so long
it's suds and soda a brain decoder
and can i wait for my devoter

get off get up you son of pop
the light below is bright on top
it's suds and soda a smile decoder
and can i skip yeah what i ordered?
and can i break your sentiment

so can i break your sentiment (x11)

friday, friday

Friday, February 03, 2006

O fim... de 1 semestre

O que há a dizer deste semestre que passou? Em primeiro lugar nem é bem um semestre, são três meses de aulas, acompanhado de um com exames. Agora tenho uma semana de férias que vai saber que nem mel. Gostava de poder dizer que estou contente com o trabalho que realizei neste semestre, mas não posso. Correu quase tão mal como os outros e começo a ver a minha vida mal encaminhada se continuar assim. Eu bem que tento estudar, e até estudo, mas às duas por três dou por mim a pensar no que se passou na minha vida pessoal. Vejo amores perdidos, vejo criticas feitas e recebidas, vejo um leque sem fim de coisas que se passaram, e que muitas delas continuam a passar por mim. Às vezes penso se mereço aquilo que recebi, ou se podia fazer o que fiz. Arrependo-me de ter feito algumas coisas do que fiz, mas na altura senti-me bem quando as fiz, não consigo arrecatar é as consequências. Mas tento consolar-me dizendo que o que está feito, não pode ser mudado.
Agora sigo em frente e vou viver esta semana como um Rei. Não vou mexer uma palha para aproveitar ao máximo este tempo sagrado. Espero que o próximo semestre corra melhor a todos os níveis e que exista uma mudança total nos meus comportamentos e reacções. Espero que nada aconteça de mal, nem a mim nem aos meus amigos e familiares. Eu prometo que me vou esforçar ao máximo para conseguir viver a vida de outra maneira, vou entrar numa fase de mudança. Vou tentar esquecer aquele meu sorriso que contagiou muita gente. Vou tentar entrar num mundo que é só meu com um pé que não seja meu. Vamos ver se o futuro muda e que essa mudança (se vier a acontecer) que venha acompanhada pela sorte. Veremos...
Alexandre MM Caetano

Monday, January 30, 2006

Living in Istanbul - 5th lesson

"How to get dazed"

Aya Sofya (known also as the Church of the Divine Wisdom) was regarded as the greatest church in Christendom up until the fall of Constantinople, when it was put back into service as a mosque. The edifice is crammed with fine mosaics and topped by a magnificent dome.
Emperor Justinian (r. 527-65) completed the church in 537, as another effort to restore the greatness of the Roman Empire.
Examining the interior of the church is more a metaphysical than a physical experience. Visitors entering through the main entrance, via the low original steps, experience both a gradual sense of being drawn upwards and a sense of gloomy darkness being dispelled by the inner light of 30 million gold tesserae (mosaic tiles).
The dome is supported by 40 massive ribs constructed of special hollow bricks made in Rhodes from a unique light, porous clay, resting on huge pillars concealed in the interior walls.
It was through the Imperial Door that Mehmet the Conqueror came in 1453 to take possession for Islam of the greatest religious edifice in the world. Before he entered, historians tell us, he sprinkled earth on his head in a gesture of humility.
Aya Sofya remained a mosque until 1935, when Atatürk proclaimed it a museum. It must be seen to be believed.






Basilica Cistern, with its 336 columns and a high, vaulted ceiling, is an incredible Byzantine relic that was primarily used to store the city's water. Children in particular are fascinated by its eerie darkness and the ghostly echo of drops falling from the vaulted ceilings.
Built in AD 532, it is the largest surviving Byzantine cistern in İstanbul. It was constructed by Justinian, who was incapable of thinking in small terms. Columns, capitals and plinths from ruined buildings were used in its construction. Two columns in the northwestern corner are supported by two blocks carved into Medusa heads.




Information: LonelyPlanet.

Breaking the ice...







Saturday, January 28, 2006

Living in Istanbul - 4th lesson II

"How to get some weight"








«Apontamento»

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.


Poema de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos),
cantado por Margarida Pinto.

Friday, January 27, 2006

Pensamentos Contraditórios

Ando à deriva, perdida no meio de pensamentos loucos e confusos, sem conseguir encontrar uma saída ou uma bóia de salvação que me mantenha protegida e longe de perigo.
Só desejo alguém que me agarre de cada vez que perco o equilíbrio, ou de cada vez que caio para o mar das dores e tento sobreviver às sucessivas vagas de ondas sem me afogar. O que peço não é muito, mas para mim significa tudo.
Apenas desejo que tu existas.

Não sei mais o que pensar. A vida parece apenas um gigantesco círculo onde tudo é uma repetição do que já aconteceu. Não sei o que fazer... talvez parar? Desistir? Entregar-me a tudo o que há-de superior e deixar-me levar? Talvez fosse melhor… e muito, muito mais fácil...

Penso em ti enquanto escrevo estas frases e, sem razão, vejo-te como a minha ilha, onde sei que mais tarde ou mais cedo vou acabar por pousar. Imagino-te como um porto seguro, o meu mundo secreto e permanente… sempre lá… sempre meu…
Por outro lado, quando penso em ti como algo estável, pronto para me apoiar e resgatar, se for preciso, apercebo-me de que não podes ser tu. Não és constituido dessa matéria... não foste feito para salvar ninguém. Agora sei que fui estupida por pensar assim. Fui ingénua por querer que assumises a responsabilidade de me fazer feliz, quando essa tarefa deveria ter sido minha desde o início.

Sinto-me perdida e sem certezas… mas pelo menos agora sei que tu não és para mim. Pensar sequer numa outra hipótese era pôr em causa as todas as leis do universo.
Gosto de ti sim. Mas mesmo com essa ideia alojada ferozmente dentro de mim, sei que não pode ser. Sei que… não. As coisas não podem ser como queremos ou sonhamos. Temos de nos render à fatalidade do destino e de nos vergar perante a razão de ser de tudo isto. Porque o mundo tem de continuar a girar… e porque o céu e a terra têm de permanecer no mesmo lugar.
Quando penso em ti, muitas vezes recordo-me do Sol. E depois penso na Lua que não consegue existir sem ele, sem a certeza de que, algures no universo, ele brilha, dando sentido à sua existência. Mas estão eles juntos, o Sol e a Lua? Não. É portanto impossível negar o poder grandioso pelo qual o universo se rege. Fazê-lo era desafiar e alterar tudo. As coisas são como têm de ser. Ponto final.

A verdade é que preciso de ti. O meu pensamento e todos os meus sentidos aguardam pela tua chegada e por tudo o que trazes contigo. O teu cheiro, o teu olhar, o teu toque, o teu espírito... Tudo. Simplesmente… preciso de ti. Às vezes sinto que se um dia deixares de brilhar, eu própria não passarei de uma casca vazia e sem sentido. Porque, tal como a Lua não faz sentido sem o Sol, eu também não faço sentido sem ti.

Ando às voltas a tentar expressar por palavras aquilo que despertas em mim. Minutos desperdiçados em vão, para chegar á mesma conclusão a que chegaram tantos outros antes de mim:
É impossível explicar o amor. Explicá-lo, compreendê-lo, descrevê-lo... todas estas tarefas são impossíveis e estão completamente fora da compreensão do ser humano. Será o amor um conjunto de reacções químicas e hormonais? Não me parece. Se fosse esse o caso as coisas não eram tão difíceis e complexas, e eu podia, pura e simplesmente, seguir em frente com a maior das facilidades, e passar para o próximo candidato que me desse alguma segurança em termos reprodutivos. Porque afinal, somos animais, e anda tudo à volta do nosso ADN, do nosso cérebro e dos valores que nos foaram incutidos pela sociedade. Então não bastaria apenas seleccionar um homem fértil e despachar o assunto? Então porque continuamos a insistir no amor e na busca daquele outro ser que nos completa?
Porque é que precisamos tão desesperadamente do amor e de nos sentir amados? Queremos sempre alguém ao nosso lado, alguém que esteja simplesmente ali para nós, disposto a tornar os nossos fardos menos pesados. Provavelmente somos apenas incapazes de fazer as coisas sozinhos. Tudo se resume a uma incrivelmente grande incapacidade de vivermos e de conseguirmos existir... sozinhos.

Em Pensamentos Contraditórios de Just Joanne