Monday, September 19, 2005

Vi, gostei, senti...

Desde o dia em que te vi
Senti que eras especial
Não, nunca te esqueci
Tu para mim não és igual

És um ser singular
Um ser que eu amo
Não vivo sem te amar
Nem sei quanto te quero

Adoro o teu sorriso
Adoro a tua alegria
És tudo o que preciso
És tudo o que eu queria

Meu amor é eterno
Minha paixão duradoura
Sei que não é efémero
Mas tudo isto me devora...

Alexandre MM Caetano

Saturday, September 17, 2005

Estranho...

Vai ser tão estranho não te ter cá apesar de nunca ter. Vai ser estranho sentir-te distante a este nível. Preocupado fico aqui. Desejo-te tudo de bom, boa sorte e que te portes bem. Não sei até que nível me vou preocupar contigo, mas que vou pensar mais vezes em ti, lá isso vai ser verdade. Boa viagem, e excelente sorte!

Nota: EU QUERO UMA PRENDA!!! lol

Soon I'll be there...



Religion

You scored as Hinduism. Your views are most similar to those of... Hinduism! Do some research on Hinduism and possibly consider becoming Hindu, if you aren't already.


Hinduism

67%

Paganism

63%

Buddhism

54%

Christianity

50%

Islam

46%

Judaism

46%

Satanism

33%

agnosticism

29%

atheism

25%

Which religion is the right one for you? (new version)
created with QuizFarm.com



Via: dawn of the herd.

Love me two times

Love me two times, baby
Love me twice today
Love me two times, girl
I’m goin’ away
Love me two times, girl
One for tomorrow
One just for today
Love me two times
I’m goin’ away

Love me one time
I could not speak
Love me one time
Yeah, my knees got weak
But love me two times, girl
Last me all through the week
Love me two times
I’m goin’ away
Love me two times
I’m goin’ away

Oh, yes

Love me one time
I could not speak
Love me one time, baby
Yeah, my knees got weak
But love me two times, girl
Last me all through the week
Love me two times
I’m goin’ away

Love me two times, babe
Love me twice today
Love me two times, babe
’cause I’m goin’ away
Love me two time, girl
One for tomorrow
One just for today
Love me two times
I’m goin’ away
Love me two times
I’m goin’ away
Love me two times
I’m goin’ away



Doors

Eu...

... já não sei o que é viver...

Thursday, September 15, 2005

Carlos do Carmo

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.

Tuesday, September 13, 2005

Lacuna Coil - Senzafine

Scorre lento il mio tempo
Che scivola sul velo della mia pella nuda
Se oltrepassassi il confine che mi hai dato
Forse io non sarei qui

Da adesso ormai che senso ha
Cercare di abbracciare un passato più puro
Guardando avanti rischierò
Ma riesco a rispondere ai miei perché

Tutto cio che sarai
Era già stato scritto
Se davvero esiste
Questo dio ha fallito

Ogni parola pronunciata
Sarà lo specchio del tuo dolore
Riflette la colpa
Alimenta l'odio

Madre

Il mio destino scelgo
Se riesco a resistere

Sono ancora in piedi in questo istante di pura follia
Non so più se desiderare il bene o il male
Anche se il peccato forse più mi da

Da adesso ormai che senso ha
Opporre resistenza a un destino segnato
Non resterò a guardare senza
Riuscire a resisterti
Risvegliarmi

Madre

Il mio destino scelgo
Se riesco a resistere

Risvegliami

Non c'è scelta senza me
Non c'è vita senza me

Sunday, September 11, 2005

E já foi há quatro anos...




Monteiro nos pontos em Spa!!!

Tiago Monteiro fez uma corrida espantosa e termina no 8º lugar, o último que dá acesso aos pontos. Tiago teve uma qualificação díficil pois tinha o seu carro com um acerto mais próprio para uma pista molhada, e na qualificação chegou mesmo a estar sol. Tinha também tinha um carro com muito combustível o que nesta pista com quase 7km é uma grande desvantagem. Mas Tiago Monteiro fez uma grande recuperação de um 19º lugar para um 8º com um carro inferior à concorrência. Aproveitou uma pista molhada para andar quase ao mesmo ritmo de carros com outros níveis de competitividade. Teve também uma preciosa ajuda de Giarcarlo Fisichela (Renault) que se despistou, trazendo o Safety Car para a pista. Com isto muitas equipas aproveitaram para trazer os seus carros às boxes para reabastecer e trocar os pneus. Isto porque a McLaren-Mercedes optou por trazer os dois carros na mesma volta e Kimi Raikkonen segurou o pelotão para dar tempo ao seu companheiro de equipa reabastecer sem perder muito tempo. Com isto, Monteiro, beneficiou imenso pois a sua equipa fez um trabalho exímio, que lhe valeu uma subida de muitos lugares.
Sobre a corrida Tiago disse «realmente gostei muito de conduzir hoje no meu circuito favorito, especialmente debaixo destas condições climatéricas que como nós sabiamos ia nos beneficiar e subiriamos muitas posições. Os pneus Bridgestone trabalharam muito bem ao longo de toda a corrida e senti-me muito confiante. Estou muito contente por toda a equipa e por mim mesmo, este é um ponto "verdadeiro" (os pontos nos E.U.A. foram em condições especiais) e nós definitivamente mereciamos este ponto. Nós ontem tivemos um dia díficil, mas hoje a nossa estratégia deu resultado. Estou mesmo contente.»
Resultado útil
Não porque é um ponto, mas sim na conquista de um lugar para a próxima temporada. Tiago Monteiro tem ofertas da BMW e da Williams para piloto de testes, mas seria muito melhor ser um piloto principal. Este resultado veio ajudar e muito para que isso se torne possível. Actualmente existem só 3 ou 4 lugares em dúvida, e Tiago tem grandes hipóteses de ficar num deles. Veremos como correm as próximas corridas e como são as próximas notícias de colocações dos pilotos nas equipas. Mas vamos torcer pelo Tiago para ter um representante ao mais alto nível!

Tampão anti-violação


(clicar no título)


Afinal sempre é verdade...


Ver também aqui.

Saturday, September 10, 2005

The church of Jesus Christ Of Later-Day Saints

Sinceramente ando com curiosidade de "experimentar" esta religião. Só oiço coisas boas, e como tenho lá um membro da familia, acho que me vou deixar influênciar por ela. Pode ser que seja uma coisa que valha apena. Não sei... Vou deixar o meu futuro aproximar-se mais um pouco, e aí então talvez venha a fazer algo mais forte para me informar.

Friday, September 09, 2005

Wash over me like rain



Foto de: Amber Wright.

Olhares IV

Olhou o corpo conhecido encostado à bancada da cozinha preparando o jantar.
Entre as pernas o desejo de corpos que não teria.
- Chegaste cedo. Disse ela sem se virar.
Ele não respondeu. Não lhe queria a voz.

Ele encostou-se ao corpo bancada.
Levantou-lhe a saia. Abriu o fecho das calças. Soltou a fome que trazia.
- Agora não. Disse ela pensando nos bifes quase prontos.
Ficou quieta esperando enquanto ele comia.

Ele penetrou o sexo da mulher que desejara na rua.
Fechou os olhos e apertou o peito da vizinha do 5º andar.

Ela estendeu a mão e baixou o lume para não queimar a carne.
Ele despejou o fogo e aliviou a carne nas carnes dela.

Ele levantou as calças sentou-se e esperou o jantar.
Ela baixou a saia e apagou o fogão.
Serviu-lhe a carne em sangue como ele gostava.
Ele comeu sozinho como sempre fazia.

Ela levantou a mesa. Limpou o corpo e a bancada.

Sentaram-se juntos no sofá vendo a vida na televisão.

Por: Encandescente.

a vida seguinte

«Antes de ele começar a falar, já ela o olhava; por vezes, respondia-lhe sem ele nada ter perguntado, adivinhava-lhe os medos e as vontades mesmo antes de estes se formarem na parte ainda consciente do cérebro dele (na que conseguira fugir com o rabo à seringa da doença que o mastigava e engolia, aos bocadinhos, aos quadradinhos de açucar e às colherzinhas de café).

Gozavam-se por aquele corpo dele, um dia erecto como o de um oficial prussiano, agora balançar e vergar, como as hastes de um salgueiro, ao sabor da ventania das sinapses interrompidas pelos seus neurónios moribundos. Gozavam-se por ele, às vezes, a chamar pelo nome de antigas namoradas (o que fazia convicto e sem qualquer sombra de dúvida) e de ela lhe fazer notar o engano, acordando-lhe o sexo com mordidelas delambidas, pensa lá melhor, alguma delas te fazia isto?, e ele, claro que não, e riam-se e depois enrolavam-se os dois, embalados nas tremuras dele (que não eram nada perto das dela, lunares e meteóricas, quando se vinha).

A doença, coisa que eles pensavam de velhos que se babam e apodrecem nos lares, apanhara-os a meio da vida, ali mesmo, no âmago, no centro da alegria dos planos por concretizar e dos projectos por cumprir. A umas trocas e baldrocas com os nomes e as memórias, seguiram-se umas suspeitas vagas, a gestão complicada do medo, muitos exames, a negação e, por fim, um diagnóstico filho da puta e mau como as cobras.

Desde o início, afrontaram a besta da única forma que sabiam como (a mesma com que sempre haviam levado a vida): a gozar indecentemente com tudo e todos, principalmente com eles mesmos e com a sua inusitada desgraça. Balançavam-se entre os ataques de riso e de choro e acabavam abraçados, a lamber-se as lágrimas, a saliva e o ranho, e amaldiçoando o dia em que se haviam descoberto (ou antes, redescoberto).

Ela estava tão ou mais doente do que ele, claro; sabia-se, aliás, mortalmente ferida: ele tremia por fora, ela por dentro; quanto mais ele se enganava, mais ela se desenganava, na certezinha de que um dia morreriam juntos e de que expirariam no mesmo exacto segundo (era o seu suporte de vida, a sua respiração assistida, essa certeza).

Construíram um novo mundo e envolveram-no n´a doença, como uma espécie de módulo espacial. Passaram a viajar dentro de casa: sentavam-se no tapete de kairouan, pegavam no mapa mundi, escolhiam criteriosamente um destino e passavam dias a imaginar as paragens no caminho, as pernoitas, os incidentes de percurso, as pessoas, os cheiros, as comidas, a temperatura, a cor do céu e o temperamento dos nativos. Enfeitavam-se com caftans marroquinos, mantas de lã peruanas e sombreros mexicanos, comprados em feiras de artesanato ao pé da porta, e fumavam puros, enquanto ela cozinhava chilaquiles e moqueca, ao som de colectâneas putumayo de world music.

Abalançaram-se, portanto, a uma vida de brincar no confino das quatro paredes da casa onde viviam (ele tinha medo de sair, de cair, de ofender, enfim, de falhar). Às vezes, divertiam-se a valer e acabavam no chão da sala ou na cama, rebolados de riso, no final inglório de fodas humorísticas (de tão mal sucedidas), após festins com dildos e outros brinquedos de geometria rara (daqueles que colmatavam os espaços vazios que eram a memória e a tesão dele, e que preenchiam, com eficácia variada, um outro tipo de espaços vazios, os dela).

Nunca esconderam a doença dos outros e tinham, vezes sem conta, a casa cheia de amigos, em noitadas de copo na mão, a contarem-se anedotas sobre velhos, parkinsons, alzheimers, cancros e decrepitude em geral, num exorcismo colectivo do medo.
Ao fim de alguns anos e de várias voltas ao mundo, percorrido o cancioneiro popular mundial e envergados os trajes típicos das nações unidas e das ainda por unir, a coisa começou a complicar-se. E a destruição progressiva do cérebro, a perda do gosto, do tacto, do prazer, do riso e - pior - a perda da capacidade de imaginar tudo isso, foram-lhes carcomendo as resistências, inicialmente acolchoadas com ironia e almofadadas com amorosa inteligência.

E, de repente, num dia como outro qualquer, ela olhou-o e soube que já não era ele que ali estava, mas apenas um invólucro, uma pele seca de bicho, que se descascara, caíra e ficara para trás, misturada com as folhas e a terra, desfazendo-se em húmus. E percebeu que chegara o momento de o deixar ir, pois só assim poderia continuar a seguir-lhe o trilho.

Pegou ao colo no que sobrara dele e pouso-o sem pressas na água morna da banheira. Viu-o adormecer. Medicou-se excessivamente e deitou-se ao lado dele; os dois, ali, abraçados, por fim num sono sem sonhos nem tremuras.

Reencontraram-se do lado de lá, dizem que ao som de violinos, e que ele terá desatado a correr via láctea abaixo, num passo firme e coordenado (daqueles de atleta), a abraçá-la com tamanha força que ela terá sentido estalarem-se-lhe as vértebras, sob o fulgor feliz daquele amplexo musculado. Parece que se sentaram algures por ali, à conversa, onde aguardaram a passagem da vida seguinte, para dentro da qual saltaram, de um pulo e de mãos dadas, mal esta lhes abriu as portas da frente.
»


Por: vieira do mar.