Monday, August 29, 2005
Nightwish - Ocean Soul
To bear this nightmare
What more do I have to say
Crying for me was never worth a tear
My lonely soul is only filled with fear
Long hours of loneliness
Between me and the sea
Losing emotion
Finding devotion
Should I dress in white and search the sea
As I always wished to be - one with the waves
Ocean Soul
Walking the tideline
I hear your name
Is angels wispering
Something so beautiful it hurts
I only wished to become something beautiful
Through my music, through my silent devotion
Friday, August 26, 2005
Old School Rocks!!!
Ausência
Thursday, August 25, 2005
Nota: nunca pedir indicações a miúdos
Miúdo - Claro que sei, vou lá todos os dias com os meus amigos. Costumamos ir lá só à tarde porque aquilo não está aberto de manhã. Mas é muito fixe, fazemos muitas coisas giras.
X - Então mas e onde é que fica?
Miúdo - Ah! Então... bem... errr... 'Tás a ver esta rua?
X- Sim.
Miúdo - Não é aqui.
X - Pois, isso eu sei. Então é onde?
Miúdo - É lá ao fundo.
X- Mas lá ao fundo onde? E como é que vou para lá?
Miúdo - Lá ao fundo mais ou menos perto de um café. Podes ir de carro por esta rua. Ou por aquela. Também dá.
X - Mas mais ou menos perto como? Tenho de virar para algum lado?
Miúdo - Errr... bem... Tens o café. Depois andas e andas e andas e tens uma estrada que vai dar a um lugar.
X - Sim e essa estrada é que lá vai dar? É à esquerda ou à direita?
Miúdo - Vai lá dar mais ou menos. É para o lado.
X - Mas para que lado?
Miúdo - Para o lado que não é o do café.
X - Então espera. Indo por esta rua como é que eu vou ter ao café?
Miúdo - Desces.
X - Só isso? O café é ao fundo da rua?
Y - Mais ou menos. Tens de andar para a estrada ao lado.
X - alguém completamente perdido num lugar que não conhece.
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço
No entanto, ainda há pouco, na SIC, um comandante dos bombeiros afirmou que não conseguiu a dispensa de um militar, portanto funcionário estatal, e que, para além da resposta ser negativa, esta demorou mais de um mês a chegar.
Para além disso, existe ainda o caso dos três bombeiros franceses que viajaram para Portugal por iniciativa própria para ajudar no combate aos incêndios, mas que nada podem fazer porque lei não permite que trabalhem lado a lado com os colegas portugueses.
No mínimo intrigante, não?
O "bom exemplo"
«Ao explicar aos jornalistas as razões da escolha da Lousã para esta visita, quando outros concelhos do distrito foram mais devastados pelo fogo - como Coimbra, Vila Nova de Poiares, Penacova ou Miranda do Corvo, cujas câmaras têm presidentes do PSD -, considerou que o município liderado pelo socialista Fernando Carvalho "é um bom exemplo" no cuidado face aos recursos florestais.
Na opinião do governante, "a Lousã tem sido um dos concelhos mais pro-activos" na gestão florestal, apostando na colaboração entre a autarquia, a administração florestal, os proprietários privados e os compartes dos baldios.»
Fonte: SIC Online.
Wednesday, August 24, 2005
Oficiais britânicos dançam ao som da “Bohemian Rhapsody”
Tuesday, August 23, 2005
13-08-2005
O dia de hoje... Só valeu o final que foi a vitória do Benfica! De manhã, acordei com imenso barulho. Conversas que irritam porque são sobre o que não interessa, que o mais fácil de dizer, conversas sobre os outros. Depois vieram uns tios almoçar cá a casa, o que é bom, pois serve para descontrair. A tarde passou-se pela TV. Agora é noite e cheira a queimado. Ouvi na rádio um incêndio na Pampilhosa da Serra. Ainda fica longe e o que me acalma é que o vento está para o outro lado, se não esta noite era capaz de não dormir. No fim disto, espero que venha a familia que me vaia nimar, e que finalmente iso ganhe vida.
Volto a questionar algo simples. Porque não me sais tu da cabeça? Estás aí no Sul e eu espero por ti, apesar de saber o que se passa. Espero que esta doença passe depressa, ou então não...
Outra pergunta: Alguém teve um amor que dure uma vida, mesmo que tenha sido platónico?
Monday, August 22, 2005
Blogues com música
Sim, eu sei que este blogue também tem música, mas esse campo é inteiramente da responsabilidade do Sr. Alexandre Caetano.
«a arder»
«(...) Às vezes apetece-me gritar (até para mim própria, notem) Abri os olhos!, gente que passais a vida enfornados nos vossos assépticos apartamentos citadinos, cubículos de vaidade onde mal cabem os vossos egos insuflados. Abri os olhos, gente que se enoja ao primeiro salpico de lama e rebenta em erupções cutâneas à mera ideia do despontar da verdura primaveril. Acordai!, que a Natureza está a desaparecer e o futuro dos vossos filhos está a arder.
Convencei-vos de uma coisa: sem Ela por perto, nós somos nada - e não há cá plasmas, nem ipodes, nem pecês xispeteó, nem playstations, nem turbos último modelo que nos salvem, se teimarmos em renegá-la e em empurrá-la para o quintal do vizinho ou para aquela abstracção longínqua a que convencionámos chamar de campo.
Dá-me ganas, isto tudo. Alguém tem que pagar por esta desgraça. Não, não falo do retorno aos obscuros meandros medievais da vindicta privada (embora...) , mas sim da responsabilização efectiva. A responsabilização política, de quem ano após ano permite esta catástrofe, descurando a prevenção e desprezando as suas consequências (tratando com laxismo quem a provoca); e a responsabilização criminal, de quem larga o lastro do fogo por este país fora. Cá para mim, era prisão com eles: preventiva, primeiro e, depois, efectiva, por muito anos e bons.
E, se possível fosse, umas horitas na frigideira, à moda do Tarrafal - facto que talvez os dissuadisse de voltarem a pegar num fósforo nos tempos mais próximos. Mas pronto, já sei, isto é uim país democrático. Não há quem o governe, já lá dizia o Júlio César, mas não deixa de ser uma democracia, que não andámos a enfiar cravos nos canos das espingardas para nada.
Por isso (infelizmente), os incendiários têm direitos, os madeireiros e os patos-bravos, também, e os políticos, então, esses, nem se fala: têm todos os direitos, incluindo o direito às chamadas férias-avestruz (em que, enquanto descansam lá longe e no fresquinho, enfiam as cabecinhas na areia e fingem que não vêem) e o direito de gozarem indecentemente com a nossa miséria, anos após ano e de, não obstante, ninguém lhes partir as caras-de-pau, em directo e no prime time.
O que é pena.»
Por: vieira do mar.
«Sem saída»
Virada para a bancada de cozinha preparava o jantar quando o primeiro golpe a atingiu.
As palavras tinham-na atingido antes. Duras. Ofensivas. Como sempre.
- Hoje de novo não, pensou.
- Vou fazer o jantar, disse alto.
Refugiou-se na cozinha tentando adiar a agressão, que sabia inevitável.
Quando o golpe a atingiu no ombro gritou. Ele continuou. Como sempre.
Marcando-lhe o rosto. O corpo. Como sempre.
Marcas de tantos anos que eram só uma. Dores de tantos anos que eram só uma.
Ela levantou-se do chão. Acabou de fazer o jantar. Serviu-lho.
Como se nada tivesse acontecido.
Ele jantou.
Como se nada tivesse acontecido.
Ela esperou.
Arrumou a cozinha. Esperou.
Ele chamou-a. Não respondeu. Esperou.
Levantou a mesa. Lavou cuidadosamente a loiça.
Não tentou ocultar os vestígios dos comprimidos. Arrumou e limpou tudo cuidadosamente. Como sempre fazia.
Olhou as paredes imaculadas de silêncio. O corpo dele no chão. Atapetando o chão.
Vestiu o casaco.
Pousou cuidadosamente o que lhe restava de amor no móvel do hall de entrada. Junto às chaves.
Para que os filhos no dia seguinte encontrassem chaves e amor.
Saiu.
Olhos limpos. Isenta de culpa.
Respirou fundo a água e o escuro quando o corpo num salto atingiu o rio.
Por: Encandescente.
Sunday, August 21, 2005
Última vez...
Foi a última vez que pensei em Ti
Foi a última vez que Te quis ver
A última vez que deixei um espaço para Ti...
Esperei por Ti
Numa noite de jazz
Procurei-Te, mas não Te vi...
Passei às Tuas portas
Quase que senti o Teu cheiro
Quase chorei...
Lembrei-me do que se passou
Lembrei-me de um dia
Lembrei-me do nada que me envolveu
Lembrei-me do Teu toque,
Do Teu sorriso e atrevimento.
Entrei em panico
Quando vi aquele cemitério
Quando vi aquela ponte
Reconheci tudo...
Não quero mais ouvir falar de ti
Não quero mais lembrar-me de ti
Quero fugir deste inferno
Quero apagar esta lembrança
Não quero cair em tentação
Quero fugir para uma estrada sem destino
Que me leve a lado nenhum

