Começo aqui uma página de uma vida. Questiono-me o porquê de cá andarmos. Será que existe alguém que nasça com o objectivo de sofrer? Será que hoje em dia já sou eu que quero sofrer e já não consigo sair desta vida? Pergunto ao papel que neste dia é o meu melhor amigo. Talvez o único (?)...
12-08-2005
Isto de andarmos num dia em que sinto que deixei algo para trás. Um sentimento, algo ou alguém. Questiono-me a razão de enviar tanta mensagem a uma pessoa que não conheço realmente, ou a razão de andar a lembrar-me regularmente dos dias passados, apesar de poucos, com outra miuda. Não consigo perceber aquilo que decorre na minha mente. Tento-me livrar aqui dos meus nervos que ultimamente não me deixam dormir. A única coisa que corre bem na minha vida, nesta altura, talvez seja o facto de estar a tirar a carta de condução. Ainda falta muito mas espero que por Outubro já esteja a conduzir.
Hoje vim para a "terriola". Chama-se Amioso do Senhor. É um lugar calmo e realmente pode descontrair, mas quando estou cá sózinho (com os meus país) torna-se um lugar extremamente aborrecido. Vim porque espero que os meus primos venho e que isto anime. Se assim acontecer, devo ir passar uns dias a casa deles/as mas isso é um assunto para outro dia. À parte isso, basta dizer que a vila mais próxima fica a quase trinta quilómetros e que isto é tão mau que a Vodafone não tem rede, só existem quatro canais, a não ser na "tasca" daqui e que moram cá umas quarenta pessoas sendo umas vinte e cinco idosas. Agora ainda falta explicar o porquê da "tasca" estar entre aspas. Basta dizer que é uma tasca, café, mercearia e ponto de encontro do lugar. Daí não ser bem uma tasca mas como lisboeta, julgo-a como tal.
Mas isto cansa. São duzentos e vinte quilómetros de distância, debaixo de um sól tórrido e os termómetros andavam nos 40º. Portanto já é sabido que não agrada. Mas espero que seja por uma boa causa. Agora que já cá estou sentei-me, peguei num papel e já escrevi isto tudo. Talvez um dia ponh no blog. Mas agora só sei que vou ver se aproveito estes dias. Amanhã ir à vila... Enfim!
Vamos ao que realmente interessa, e lembrei-me de uma pergunta com que irei terminar este dia. Alguém desculparia uma traição feita por quem nós julgamos que nos ama? Eu só respondo que dependia. Quer da pessoa que traía, quer de com quem traía. Mas ao julgar como eu sou era bem capaz de desculpar. Amanhã avanço com este tema. Vou dormir!
