Sunday, July 31, 2005

Em jeito de despedida...

Keep your eyes on the road,
your hands upon the wheel
we're goin' to the Roadhouse
We're gonna have a real
back at the Roadhouse they got some bungalows
And that's for the people
Who like to go down slow
Let it roll, baby, roll
Let it roll, all night long
Ashen lady, Ashen lady
Give up your vows, give up your vows
Save our city, save our city
Right now
Well, I woke up this morning, I got myself a beer
The future's uncertain, and the end is always near
Let it roll, baby, roll
Let it roll, all night long

The Doors - Roadhouse Blues


Come on, come on, come on, come on
Now touch me, baby
Can't you see that I am not afraid?
What was that promise
that you made?
Why won't you tell me what she said?
What was that promise
that you made?
Now, I'm gonna love you
Till the heavens stop the rain
I?m gonna love you
Till the stars fall from the sky
for you and I
Come on, come on, come on, come on

The Doors - Touch Me

Comunicado à população

Desta vez é oficial. Vou mesmo de férias. Não, não vale a pena chorarem... Eu prometo que volto. E o Sr. Obelex vai fazer um esforço por manter a casa na ordem. Eu sei que isto com homens não é a mesma coisa, arrisco-me mesmo a chegar aqui e o blog estar transformado num antro de perdição e num fórum de discussões desportivo-pornográficas, mas paciência. Até breve.


«de noite na cama »

Friday, July 29, 2005

Não!

Porque dói tanto ouvir esta simples palavra?...

Thursday, July 28, 2005

Como poupar água

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Canal ortodoxo russo quer reforçar identidade

«Chama-se Spas (O Salvador) e promete ter por missão reconstruir a identidade nacional russa. Será assim o novo canal ortodoxo russo que deverá ser hoje lançado.
O seu financiamento é assegurado por empresários ortodoxos, contando ainda com a ajuda do Patriarcado de Moscovo, segundo relata a agência France Press. O propósito de catequizar os espectadores é assumido. "Seria estúpido e criminoso não utilizar a televisão para propagar a palavra de Deus",afirmou Dmitri Smirnov, sacerdote que vai também dar a cara na antena.
"A televisão russa de hoje em dia não faz mais do que distrair, tornando-se prejudicial. Acaba por danificar a identidade nacional", explicou Alexandre Douguine, filósofo ortodoxo.
O novo canal não vai emitir publicidade e a oferta de filmes e séries será bastante limitada, como admitem os responsáveis, uma vez que nem todos os conteúdos se coadunam à doutrina.
Prioridade terão as imagens de uma aldeia russa, de aspectos relacionados com a história e tradição russa, ficando, por exemplo, para segundo plano, cenas de praia.
Uma das suas apresentadoras, a histórica deputada do movimento nacionalista Rodina, Natalia Narotchnitskaïa, por seu lado, revelou que falará da história nacional num "emissão ortodoxa laica" com o objectivo de levar para o espaço mediático russo as noções de bem e do mal". Disse ainda "As pessoas são ortodoxas no seu íntimo", esquecendo, como disso dá conta a France Press, que existe uma maioria muçulmana, além de todas as outras religiões de menor expressão.
Desde o fim do comunismo que a Igreja ortodoxa tem vindo a ser encorajada pelas autoridades russas.
(...)»

Fonte: Jornal de Notícias.

Coldplay ao vivo em Lisboa

«Os britânicos Coldplay regressam ao nosso país no próximo dia 23 de Novembro, para um concerto ao vivo no Pavilhão Atlântico. X & Y é o título do mais recente álbum de originais editado pela banda e é também o mote de uma digressão mundial que já tem data agendada para Lisboa, divugada pelo site oficial do grupo (www.coldplay.com). Os Coldplay estiveram pela última vez em Portugal em 2003 (também no Pavilhão Atlântico), na altura a apresentar o álbum A Rush Of Blood To The Head. Também de acordo com o site oficial do grupo, os bilhetes para este concerto serão colocados à venda no dia 8 de Agosto, a partir das 10.00. O álbum Parachutes, editado em 2000, marcou a estreia dos Coldplay. Temas como Yellow e Trouble revelaram-se singles de grande sucesso. O mesmo aconteceu com as edições seguintes, sobretudo ao segundo álbum. Clocks, The Scientist ou In My Place fizeram dos Coldplay uma das bandas mais referenciadas da pop actual.»

Fonte: Diário de Notícias.

E eu não vou estar cá...

The Flying Finn

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Nota: post dedicado ao Sr. Obelex.

A crise não é para todos...

«Os lucros das companhias de seguros a operar em Portugal subiram 80% em 2004, atingindo os 459 milhões de euros, revelou ontem a Associação Portuguesa de Seguradores (APS). (...)»

Fonte: Jornal de Notícias.

Wednesday, July 27, 2005

Nove mulheres ordenadas padres

«Nove mulheres norte-americanas foram ordenadas padres, ontem, no Canadá, desafiando assim o Vaticano, que se opõe, vigorosamente, à ordenação das mulheres. (...)»

Fonte: Jornal de Notícias.

Tuesday, July 26, 2005

A personalidade através da escrita

(Clicar no título)

Via: 1gr de algo.

Homem - António Gedeão

Inútil definir este animal aflito.
Nem palavras, nem cinzéis,
Nem acordes, nem pincéis,
são gargantas deste grito.
Universo em expansão.
Pincelada de zarcão
Desde mais infinito a menos infinito.

Monday, July 25, 2005

You Are Welcome To Elsinore


Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos a morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsinore

E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar


Mário Cesariny, Pena Capital
Via:
dawn of the herd.

aos britânicos, a minha incondicional admiração:

matam um homem por engano e fazem um mea culpa quase imediato na praça pública, mas afirmando para quem os quiser ouvir que se mantêm firmes na política do shoot to kill, porque tem de ser e não há outra alternativa, que as condições (terríveis, terríveis...) são de excepção e os polícias andam a ser treinados para acertarem no meio da boca e entre os olhos porque se calha a ser no peito as bombas podem explodir e lá se vai terrorista e mais umas dúzias de inocentes, e é verdade, sim senhor, por isso tenham cuidadinho, vejam lá como se portam, que a gente na dúvida atira a matar pois está claro e pode voltar a fazer o mesmo. Tudo clarinho como água, à minha moda.
Se fosse por cá, a responsabilidade andaria a ser chutada da oposição para o governo, do governo para o ministro da pasta, do ministro da pasta para o chefe da polícia, do chefe da polícia para os agentes, dos agentes para as condições meteorológicas, das condições meteorológicas para os factores externos, dos factores externos para o circunstancialismo adjacente, do circunstancialismo adjacente para a necessidade de uma averiguação aprofundada, e da necessidade de uma averiguação aprofundada para o não presto declarações sobre o assunto, num jogo com mais toques de bola que uma final de campeonato mas, ao contrário desta, sem resultado final nem vencedor à vista.
No meio desta desgraça toda, teve uma certa piada, pelo descaramento, que o chefe de Estado de um país onde esquadrões de polícias assassinam dezenas de miúdos de rua, se tenha aprestado a pedir explicações ao chefe de Estado de um país cujos nacionais andam a ser mortos às dezenas em estações de metro, pelo facto (lamentável mas totalmente compreensível) de ter sido morto por engano um seu nacional - que saiu de uma casa referenciada como suspeita, envergando um kispo em pleno Verão, se dirigiu ao metro e que, face a uma cristalina ordem de paragem, saltou as barreiras de protecção e se pôs em fuga na direcção das carruagens.
Um terrível engano, afinal, estamos a falar de um ser humano que perdeu a vida. Trágico, sem dúvida. Mas vamos lá a atentar no contexto. O contexto, neste caso, é tudo - tudo e mais alguma coisa.
Porque o indivíduo que morreu, não foi vítima de uma série de infelizes coicidências nem do excesso de zelo de alguns agentes de gatilho nervoso. Como diz Blair (o outro), e muito bem, ele foi mais uma vítima dos terroristas. Mais uma, entre muitas (e esta é, para mim, a correctíssima visão das coisas).

Por: vieira do mar.