Monday, July 25, 2005

«Chamamento»

Dizendo-te
Digo-te baixinho.
Como quem não fala
Como quem suspira
Como quem respira
Para ti palavras.
E mesmo que não oiças
Mesmo que não saibas
Que o suspiro é canto
Que para ti respiro
Que digo baixinho
Como se rezasse.
Sentirás o apelo
Que está no canto
Sentirás a voz
Que por ti contenho
Que por ti retenho
Num canto suspiro
Que chama por ti.

Por: Encandescente.

Sunday, July 24, 2005

Anathema - One last goodbye

How I needed you
How I grieve now you're gone
In my dreams I see you
I awake so alone

I know you didn't want to leave
Your heart yearned to stay
But the strength I always loved in you
Finally gave way

Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never.. never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
And I grieve

In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real

I still feel the pain
I still feel your love
I still feel the pain
I still feel your love

And somehow I knew you could never, never stay
And somehow I knew you would leave me
And in the early morning light
After a Silent peaceful night
You took my heart away
I wished, I wished you could have stayed

Simplesmente... genial

Saturday, July 23, 2005

The Doors - Light my fire

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, you couldn't get much higher
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
time to set the night on fire

The time to hesitate is through
theres no time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

Yeah
The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire
Yeah You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I were to say to you
Girl, we couldn't get much higher
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire

São 2.36 da manhã, mas...


Quero tocar
O intocável
Quero chorar
O imperdoável

Corro ao topo
De uma montanha.
Vem sentir o meu fogo
Aquele que me arranha

Sozinho estou
Num barco encalhado
À normalidade voltou
Sou eu, abandonado...

Formei um rio salgado
Um rio que é teu
Sal de um não amado
Um leito que ele ofereceu

Alexandre MM Caetano

Tony Carreira - Depois de Ti

Depois de tantos anos nossa história teve um fim
Foi um amor sem planos tinha que acabar assim
Foi um amor proibido como tanta gente tem
Eu já tinha alguém, eu já tinha alguém

No fundo já esperava um adeus tinha que ver
Somente não contava sem ti não poder viver
Saiu-me tudo errado e só quando te perdi
É que eu entendi, que depois de ti

Depois de ti mais nada
Nem sol nem madrugada
Sem ti não hà amor
A vida não tem dor

Depois de ti mais nada
Apenas dor na alma
Em paz para me acalmar
Mais nada em teu lugar

Depois de tanto tempo só agora dou valor
Tu deves sofrimento mas o meu é bem maior
Como fui inocente fos-te embora e eu deixei-te ir
Porque que é que eu não vi que depois de ti

Depois de ti mais nada
Nem sol nem madrugada
Sem ti não hà amor
A vida não tem dor

Depois de ti mais nada
Apenas dor na alma
Em paz para me acalmar
Mais nada em teu lugar

Friday, July 22, 2005

A Lei suprema

«Uma juíza de Denia, Alicante, impediu o casamento entre duas mulheres, por considerar que a nova legislação que permite o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo - aprovada recentemente pelo governo espanhol - choca com a Constituição. A decisão da magistrada, a primeira neste sentido desde a aprovação da nova lei, recebeu o aval do Supremo Tribunal.»

Fonte: Diário de Notícias.

Thursday, July 21, 2005

HIM - Vampire Heart (2005)

You can't escape the wrath of my heart
Beating to your funeral song
All faith is lost and hell regained
In the dust of the wrath of shame
Just be brave

Let me wake in the sun of my heart before
Lead you along this path in the dark
Where I belong until I feel your warmth

Hold me like you held onto life when all fears came alive and entombed me
And love me like you loved the sun, scorching the blood in my vampire heart

I'll be the thorns in every wound
You can send my hope
I am the nightmare waking you up, from the dream, the dream of love

Let me be indisposed as heaven's gates hold
Gave you my soul, started to love
I'm waiting for your kisses to take me back home

Hold me like you held onto life when all fears came alive and entombed me
And love me like you loved the sun, scorching the blood in my vampire heart

Hold me like you held onto life when all fears came alive and entombed me
Love me like you loved the sun, scorching the blood in my vampire heart

Hold me like you held onto life
My vampire heart

Love me like you loved the sun
My vampire heart

«time sharing»

« (...) Tirou toalhas lavadas e a necessáire da mala de viagem que fora de ambos (agora demasiado grande, demasiado vazia) e entrou, evitando a visão da cama que guardava tantos suspiros e silêncios embrulhados, planando sobre o soalho e sustendo a respiração como quem atravessa um pântano sulfuroso. Quando aterrou por fim na casa-de-banho, o cheiro a ele atingiu-a como um insulto, uma ofensa grave, rasante e demolidora; poderia relatar, com a minúcia de um técnico forense, que partes do corpo dele haviam andado por onde e a fazer o quê.
Olhou para o espelho e viu reflectido nele o desconforto triste por se sentir ainda a metade de qualquer coisa (só um braço, uma perna, um só olho, meio nariz...) e apenas os risos de satisfação dos miúdos no quarto em frente a impediram de correr dali para fora, fechando as portas todas atrás de si, a cadeado, a sete chaves, a ferrolho e aldraba de castelo.

Nessa noite, depois de um pedaço de pizza mal engolido num espaço sobrelotado e de duas voltas a uma feira de artesanato mexicano made in china, depois de adormecida a excitação infantil à custa de promessas de praia, abancou sorrateiramente no sofá da sala, com um lençol por cima das pernas e o comando da televisão na mão, de costas para o corredor e disposta a ignorar a verborreia sussurante do passado que se fazia ouvir dentro dela, como burburinho de mercado por janela entreaberta.
E foi então que, a meio de um episódio das marés vivas, o mais novo lhe apareceu à frente num queixume estremunhado de sede e, ao vê-la ali deitada, lhe perguntou por entre bocejos, mãe, porque é que tu e o pai, agora, dormem sempre sozinhos no sofá da sala, quando nos trazem para a casa de praia?

E, no escuro, ela sorriu,
vá, anda lá que eu dou-te um copo de água.
»

Por: vieira do mar.

Wednesday, July 20, 2005

Porque o tempo acaba...



O tempo passa por nós
Mas nós não reagimos...

Vejo que ninguém avança
Ninguém quer avançar
Eu desejo que venhas
Venhas para ficar

Tocaste-me com um olhar
Fixei-te na mente...

Vivi a tua morte
Vivo o teu presente

Chorei ruas da cidade
Corri vielas na busca
Não encontrei o presente
Ninguém sabe o que encontrei

Vejo o que ninguém vê
Sinto o que todos sentem
Não quero o meu presente
Só quero o teu sentimento
Que te corre nas veias
Que não andam no meu caminho

Caminho vazio
Caminho com picos
Caminho com morte
Caminho com um grande alto.

Mas senti que não avançamos
Vivi o que não sentes
Quero tocar-te por dentro
Mas não quero usar o corpo

Agora sinto os últimos minutos
Vou arriscar tudo em ti
Vou sentir o que nunca senti
Mas espero que não me doa
Espero que sejas como sempre foste
A calma que eu vivo
A dor que eu sinto...
Alexandre MM Caetano

Tuesday, July 19, 2005

Guess what...



Fotografia de: Alexandre Gonçalves.
Via:
Olhares.

Não gostaria muito de dar de caras com este senhor... ou com o seu cão...

«Entre 1991 e 1996, Farayadi Sarwar Zardad, agora com 42 anos, controlava uma área de 80 quilómetros quadrados, no distrito de Sarobi, a leste de Cabul. Este território sob o seu domínio incluía uma importante auto-estrada que ligava a capital afegã ao Paquistão. Zardad tinha o seu exército privativo. E um "cão humano".
As testemunhas deste processo - os depoimentos foram gravados em vídeo a partir do Afeganistão - receberam ameaças por estarem a falar a investigadores britânicos. Mas ainda assim descreveram algumas atrocidades: roubos, espancamentos, sequestros, assassinatos em check-points. Um das suas vítimas foi espancada de tal forma que a família não o reconheceu; outra disse como, quando tinha sete anos, viu ser arrancada uma orelha ao seu pai. A descrição mais hedionda diz respeito ao "cão humano" de Zardad - Abdullah Shah, executado em Abril por ordem do Presidente afegão, Hamid Karzai, pela morte de dezenas de pessoas. Passava o tempo fechado num buraco, acorrentado. De vez em quando, o senhor da guerra soltava-o para o lançar contra civis. Espancava-os e comia-lhes os testículos, cumprindo ordens do "dono".
»

Fonte: Público, 19 de Julho de 2005.

De olhos bem abertos... VII

Hoje tive a prova de que o jornal Público não é para todos os públicos, nem o pretende ser. Aliás, quanto mais restrito e elitista for o público do Público, melhor. Nem que para isso, subtilmente, comece a ser escrito em línguas mais eruditas. Aqui vai:
«Loreriliquam, conulluptat iure tie facin ulla feugait nonsed tis nulla feum venin»
Esta frase é a legenda à imagem da notícia "Manifestação em Bruxelas contra reforma do açúcar", no Público de hoje. Alguém se atreve a traduzir?

Tão absurdo que chega a ser cómico

«Autarquia presidida por Rio recorreu a decreto de Salazar para fazer despejo. O tribunal anulou.

O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto anulou dois dos despejos efectuados pela Câmara do Porto, por considerar que houve violação da lei e desvio de poder. Em causa estão despejos feitos pela autarquia em bairros camarários, em que foi invocado um decreto de 1945, subscrito por António Oliveiro Salazar.
A Câmara anunciou que vai recorrer das sentenças, lembrando que foram já decididos cerca de 50 processos semelhantes e que as decisões lhes têm sido favoráveis.
Além de, outras exigências, condicionar a concessão de casas "ao comportamento moral e civil dos pretendentes", este decreto prevê também que possam ser desalojados os "que se tornem indignos do direito de ocupação que lhes foi concedido", designadamente aqueles "que pelo seu comportamento provoquem escândalo público".
»

Fonte: Público, 19 de Julho de 2005.

Milésimo episódio da saga Jardim

«O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, ameaçou, no domingo, levar a tribunal o XVII Governo constitucional, liderado pelo socialista José Sócrates, por incumprimento dos compromissos com a Região Autónoma da Madeira.
Ao falar na sessão de encerramento da 50ª edição da Feira de Gado de Porto Moniz, no Norte da ilha da Madeira, o chefe do governo madeirense afirmou que o Governo da República tem compromissos a cumprir para com a região.
«Também na agricultura, há compromissos do Governo Central que não estão a cumprir e é grave porque o Estado não é o PS, o Estado é o Estado seja qual for o partido que esteja no poder», disse.
«O Estado tem de cumprir os seus compromissos», sublinhou.
Alberto João Jardim acusou ainda os socialistas madeirenses de aconselharem os seus correligionários em Lisboa a não satisfazerem os compromissos com a Madeira.
«Aquela gente do armazém dos trastes na Rua do Surdo (sede do PS-Madeira), essa gente pede aos seus camaradas de Lisboa que prejudiquem a Madeira», afirmou Jardim.
«Não me interessa, se não pagam, nem que seja em tribunal vão pagar», sublinhou.
O Governo Regional reivindica vários compromissos, alguns dos quais já estavam negociados com o anterior Governo, que ultrapassam os 100 milhões de euros.
»

Fonte: Visão Online.