Wednesday, July 20, 2005

Porque o tempo acaba...



O tempo passa por nós
Mas nós não reagimos...

Vejo que ninguém avança
Ninguém quer avançar
Eu desejo que venhas
Venhas para ficar

Tocaste-me com um olhar
Fixei-te na mente...

Vivi a tua morte
Vivo o teu presente

Chorei ruas da cidade
Corri vielas na busca
Não encontrei o presente
Ninguém sabe o que encontrei

Vejo o que ninguém vê
Sinto o que todos sentem
Não quero o meu presente
Só quero o teu sentimento
Que te corre nas veias
Que não andam no meu caminho

Caminho vazio
Caminho com picos
Caminho com morte
Caminho com um grande alto.

Mas senti que não avançamos
Vivi o que não sentes
Quero tocar-te por dentro
Mas não quero usar o corpo

Agora sinto os últimos minutos
Vou arriscar tudo em ti
Vou sentir o que nunca senti
Mas espero que não me doa
Espero que sejas como sempre foste
A calma que eu vivo
A dor que eu sinto...
Alexandre MM Caetano

Tuesday, July 19, 2005

Guess what...



Fotografia de: Alexandre Gonçalves.
Via:
Olhares.

Não gostaria muito de dar de caras com este senhor... ou com o seu cão...

«Entre 1991 e 1996, Farayadi Sarwar Zardad, agora com 42 anos, controlava uma área de 80 quilómetros quadrados, no distrito de Sarobi, a leste de Cabul. Este território sob o seu domínio incluía uma importante auto-estrada que ligava a capital afegã ao Paquistão. Zardad tinha o seu exército privativo. E um "cão humano".
As testemunhas deste processo - os depoimentos foram gravados em vídeo a partir do Afeganistão - receberam ameaças por estarem a falar a investigadores britânicos. Mas ainda assim descreveram algumas atrocidades: roubos, espancamentos, sequestros, assassinatos em check-points. Um das suas vítimas foi espancada de tal forma que a família não o reconheceu; outra disse como, quando tinha sete anos, viu ser arrancada uma orelha ao seu pai. A descrição mais hedionda diz respeito ao "cão humano" de Zardad - Abdullah Shah, executado em Abril por ordem do Presidente afegão, Hamid Karzai, pela morte de dezenas de pessoas. Passava o tempo fechado num buraco, acorrentado. De vez em quando, o senhor da guerra soltava-o para o lançar contra civis. Espancava-os e comia-lhes os testículos, cumprindo ordens do "dono".
»

Fonte: Público, 19 de Julho de 2005.

De olhos bem abertos... VII

Hoje tive a prova de que o jornal Público não é para todos os públicos, nem o pretende ser. Aliás, quanto mais restrito e elitista for o público do Público, melhor. Nem que para isso, subtilmente, comece a ser escrito em línguas mais eruditas. Aqui vai:
«Loreriliquam, conulluptat iure tie facin ulla feugait nonsed tis nulla feum venin»
Esta frase é a legenda à imagem da notícia "Manifestação em Bruxelas contra reforma do açúcar", no Público de hoje. Alguém se atreve a traduzir?

Tão absurdo que chega a ser cómico

«Autarquia presidida por Rio recorreu a decreto de Salazar para fazer despejo. O tribunal anulou.

O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto anulou dois dos despejos efectuados pela Câmara do Porto, por considerar que houve violação da lei e desvio de poder. Em causa estão despejos feitos pela autarquia em bairros camarários, em que foi invocado um decreto de 1945, subscrito por António Oliveiro Salazar.
A Câmara anunciou que vai recorrer das sentenças, lembrando que foram já decididos cerca de 50 processos semelhantes e que as decisões lhes têm sido favoráveis.
Além de, outras exigências, condicionar a concessão de casas "ao comportamento moral e civil dos pretendentes", este decreto prevê também que possam ser desalojados os "que se tornem indignos do direito de ocupação que lhes foi concedido", designadamente aqueles "que pelo seu comportamento provoquem escândalo público".
»

Fonte: Público, 19 de Julho de 2005.

Milésimo episódio da saga Jardim

«O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, ameaçou, no domingo, levar a tribunal o XVII Governo constitucional, liderado pelo socialista José Sócrates, por incumprimento dos compromissos com a Região Autónoma da Madeira.
Ao falar na sessão de encerramento da 50ª edição da Feira de Gado de Porto Moniz, no Norte da ilha da Madeira, o chefe do governo madeirense afirmou que o Governo da República tem compromissos a cumprir para com a região.
«Também na agricultura, há compromissos do Governo Central que não estão a cumprir e é grave porque o Estado não é o PS, o Estado é o Estado seja qual for o partido que esteja no poder», disse.
«O Estado tem de cumprir os seus compromissos», sublinhou.
Alberto João Jardim acusou ainda os socialistas madeirenses de aconselharem os seus correligionários em Lisboa a não satisfazerem os compromissos com a Madeira.
«Aquela gente do armazém dos trastes na Rua do Surdo (sede do PS-Madeira), essa gente pede aos seus camaradas de Lisboa que prejudiquem a Madeira», afirmou Jardim.
«Não me interessa, se não pagam, nem que seja em tribunal vão pagar», sublinhou.
O Governo Regional reivindica vários compromissos, alguns dos quais já estavam negociados com o anterior Governo, que ultrapassam os 100 milhões de euros.
»

Fonte: Visão Online.

Sunday, July 17, 2005

Tendências

Nestes últimos tempos, tem-se verificado uma tendência curiosa: prostitutas que escrevem livros, escritoras que "vestem a pele de prostitutas" por umas noites para escreverem livros sobre prostitutas, reportagens sobre prostitutas, peças de teatro sobre prostitutas... Alguém um pouco distraído até diria que ser-se prostituta está na moda.

«Onze dias de greve às multas»

«Prevenir, em vez de reprimir – foi desta forma que o secretariado da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) das Forças de Segurança resumiu a greve de zelo que marcou para o período compreendido entre 20 e 31 deste mês.
Na prática, este protesto fará com que agentes da PSP e militares da GNR façam ‘vista grossa’ às infracções de trânsito, em todo o País.
As multas passadas diariamente pela PSP e GNR atingem um valor situado entre os 63 e os 65 mil euros. A greve de zelo das forças de segurança, durante 11 dias, causará um prejuízo de cerca de 700 mil euros aos cofres do Estados.
»

Fonte: Correio da Manhã.

Saturday, July 16, 2005

Sudoeste 2005


Efectuam-se convites!! Alguém quer?

Thursday, July 14, 2005

«Diz»

Murmurava-lhe ao ouvido palavras e saliva.
Ele fechou os olhos ouvindo as palavras.
Como se as desconhecesse. Como se aprendesse o som que têm as palavras.

Ela disse dos gestos que faria. Como o tocaria.
E ele soube que as palavras são gestos quando ditas assim, molhadas e sussurradas.
Aprendeu o som dos gestos.
Os olhos fechados seguindo palavras e voz.

Ela disse-lhe do sabor da pele.
Enrolou na língua pele e sabores e descreveu-os para que ele os soubesse.
Ele sentiu a pele como nunca a sentira.
Ele. Pele. Sabor.
Palavras que ela dizia e saboreava.

Ela disse dos segredos que os dedos lhe contavam quando o tocava.
Segredos que guardara nas mãos e que sem voz lhe dissera.
Ele entendeu os gestos feitos.
Percebeu que o corpo conta histórias, guarda segredos.
E o corpo recordou as palavras que ela murmurava.
E sentiu os gestos e redescobriu segredos.

Ela disse-lhe então do prazer.
Do corpo fechado num grito. Dos olhos que se abriam em espanto.
Do grito dele que a rasgava.
Da ternura que os colava e era amor.

Ele pediu-lhe baixinho:
- Diz-nos outra vez.

Por: Encandescente.

Dúvida existencial

Alguma alma caridosa me consegue explicar por que é que o nome do estádio do SLB está à venda e o que é que isso significa na prática?