Thursday, June 30, 2005
Turin Brakes - Fishing for a dream
lets find some place new
somewhere we can be ourselves
some of the time
lose your heart, I lose my mind
we'll make quite a pair, dazzling all the time
celebrity parties, the red carpet mile
nothing is too good their for my girl
all of this world, is gonna see you shine
do-do-do-dodo-do-do-do
dododo-dodo-do-do-do-do-do-do
dododododo-do-doooo
lets do loneliness in style
lets put on moonlight mile
and feel those radio waves flow
and don't say you won't
lose your heart, I lose my mind
we'll make quite a pair, dazzling all the time
celebrity parties, the red carpet mile
nothing is too good their for my girl
all of this world, is gonna see you shine
do-do-do-dodo-do-do-do
dododo-dodo-do-do-do-do-do-do
dododododo-do-doooo
I lose your heart, and I'll lose my mind
we'll make quite a pair, dazzling all the time
celebrity parties, the red carpet mile
nothing is too good their for my girl
all of this world, is gonna see you shine
Wednesday, June 29, 2005
Tuesday, June 28, 2005
«a osteoporose das palavras »
Porque o amor, como todas as coisas periclitantes no limiar da sobrevivência, é uma bailarina em pontas, um trapezista, um bêbado que se poupa a testa ao candeeiro de rua, um beija-flor num ramo em dia ventoso; e esta coisa do bem-querer-até-não-mais-poder, ora lhe dá de frente ora empurra de trás, tanto puxa daqui como empurra dali e, quando chega acolá, já está outra vez de partida.
Porque o amor (embora eles não o soubessem) é uma balança antiga de mercearia com todos os seus contrapesos de ferro: neste prato, quinhentos gramas de conversa, no outro, cento e cinquenta de silêncio; para quatrocentos gramas de abraços e cinquenta de chupões no pescoço, cento e vinte gramas de tédio e trinta e cinco de coisas que nunca deveriam ser ditas.
Ler texto completo em: Controversa Maresia.
De olhos bem abertos... V
«Antram pede a Sócrates e aumenta preços oito por cento» (Título)
Público, 27 de Junho de 2005
Monday, June 27, 2005
Are you talking to me?
«N. D. Walsch - Uma vez comecei a escrever um livro que se chamava "Deus é uma sanduíche de salame".
Deus - Teria sido um livro muito bom. Fui Eu que te deu essa ideia. Porque é que não o escreveste?
N. D. Walsch - Achei que era uma blasfémia. Ou, no mínimo dos mínimos, terrivelmente irreverente.
Deus - Maravilhosamente irreverente, queres tu dizer! Onde foste buscar a ideia de que Deus é apenas "reverente"? Deus é o cima e o baixo. O quente e o frio. A esquerda e a direita. O reverente e o irreverente!
Julgas que Deus não é capaz de rir?... Pois fica convencido de que foi Deus quem inventou o humor.»
Neale Donald Walsch, Conversas com Deus, 1º Vol.
«Fala comigo na palavra falsa da fantasia...»
Dança comigo a ultima valsa da Primavera/
dança sem sonhos, esquece as promessas/
ninguém nos espera.
Já enchi os dias de lutas vazias,
estou gasto, cansado, dormente.
E um pouco de sexo ou muita poesia
ainda não fico indiferente.
Fala comigo na palavra falsa da fantasia
chovem amigos na festa da praça no meio dia.
É certo que as flores parecem maiores
que toda a virtude do mundo:
com um pouco de sexo, ou muita poesia, ainda me sinto profundo.
[Se este mundo fosse feito para ser doce, eu seria doce, fosse eu quem fosse].
Foge comigo na ultima volta da maratona/
Nada comigo no lago indeciso de metadona/
Já deixei as asas na cave da casa
e as chaves no fundo do mar:
com um pouco de sexo, ou muita poesia, ainda nos vamos casar.
Quinteto Tati - Valsa Quase Antidepressiva
«O homem que "leva uma passa"»
«Após ter estado sete horas a ser ouvido algures num tribunal de Lisboa, Artur Albarran aterrou sete minutos no Jornal da Noite, da SIC. O rodapé do jornal anunciava que íamos ouvir "toda a história contada na primeira pessoa". Não ouvimos grande coisa da história. Mas foi na primeira pessoa. Antes da entrevista a João Adelino Faria e Ana Lourenço, a SIC passava a foto da saída de Albarran do tribunal era assinada por um repórter da Caras. Criaram uma secção de justiça na Caras? Claro que não. Famoso é famoso e famoso é notícia. Em caso de divórcio ou de indiciação judicial.
No tom suave, sorridente e coloquial, em que se defendeu no tribunal de verdadeira instância, a televisão, o antigo jornalista não resistiu, aliás, a incluir um aparte sobre divórcios... Albarran o empresário reassumia-se como personalidade dos media. E não faltou a nota, à Paulo Portas, para os entrevistadores "João, eu já estive aí sentido", disse, sorrindo. O sorriso, não é preciso dizê-lo, remetia para outra faceta do antigo jornalista, a de defensor activo da saúde dentária.
Os sete minutos foram brilhantes. Nem lágrimas, nem protestos de inocência, apenas a frase lapidar se a justiça tiver razão, "devo levar uma passa". É a vantagem de ser alguém que já esteve algures no deserto - e, como ensinam Cristo e Maomé, não há como ter estado algures no deserto para estar mais perto da verdade.
Ao contrário de outros famosos, Albarran aprendeu a lição e desdramatizou o efeito de uma eventual condenação. Perante os espectadores a que se referiu como "o seu público", Albarran construiu a sua defesa contra a demonização ele subverteu o tribunal mediático (aliás, nem sequer desconsiderou o "circo" dos jornalistas à porta do tribunal). Se a lei o condenar, é só uma passa. Algures no seu juízo, a plebe autorizará.
E... Se Artur Albarran não fosse uma cara que toda a gente conhece neste país, teria havido aquele sururu todo na sexta-feira? Claro que não. Se se é conhecido, é-se conhecido para o bem e para o mal, não há nada a fazer. É notícia e acabou.
Mas quando a história irrompeu, dei comigo a ter uma sensação estranha de déjà vu. Já cansa este número dos famosos enjaulados, com uma tropa de jornalistas atrás. Inverteu-se o paradigma. Quando o processo Casa Pia começou, ainda era possível acreditar que estes processos a gente conhecida provavam a isenção da justiça. A repetição destes casos mostra que a justiça divulga-os para obter publicidade (quem disse que o tempo da Justiça não é o tempo dos media?). O famoso perseguido pela justiça ainda é uma notícia ou já é um género televisivo, como a novela ou o concurso? Fica algures por aí.»



