«A Câmara Municipal de Coimbra vai lançar em 2005 um sistema de recolha selectiva porta-a-porta do lixo produzido pelos moradores do centro histórico. António Veiga Simão, director do Departamento de Ambiente e Qualidade de Vida (DAQV) da autarquia, avançou ontem a medida, acrescentando que a área abrangida por este sistema pioneiro deverá englobar as freguesias de Almedina, Sé Nova, S. Bartolomeu e Santa Cruz. O DAQV já têm em funcionamento um sistema de recolha de resíduos gerais porta-a-porta no centro histórico, tendo criado para o efeito um saco de lixo identificativo. Com a recolha selectiva, para identificação dos resíduos, serão disponibilizados aos utentes sacos de cores diferentes para os resíduos orgânicos, papel, vidros, plástico e metais. Neste sistema de recolha selectiva já se encontra envolvida a Agência de Promoção da Baixa de Coimbra, uma instituição criada para dinamizar o comércio e fomentar a atractividade dessa zona histórica. Antes do sistema entrar em prática serão lançadas campanhas de informação para captar a adesão dos munícipes.»
«Entretanto, esta semana a organização ambientalista Quercus divulgou os resultados de um estudo encomendado pelo Instituto dos Resíduos ao Instituo Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), de Lisboa, e que confirma que o sistema de recolha selectiva porta-a-porta tem bons resultados. O estudo, intitulado “A Recolha Selectiva Porta-a-Porta no Sistema de Recolha Diferenciada de Resíduos Sólidos Urbanos”, conclui que este sistema quando comparado com o de ecopontos aumenta “as quantidades recolhidas de papel e cartão em sete por cento e de plástico e metal em 485 por cento”.»
«Depois de uma fase experimental, o projecto Coimbra a Reciclar, Coimbra a Sorrir já está no terreno. Os utentes da Associação de Paralisia Cerebral, que procedem à recolha do papel e das embalagens, são recebidos com entusiasmo pelos comerciantes.
(...)Para além dos ganhos ambientais, o projecto denominado Coimbra a reciclar contribui para o prolongamento do tempo de vida útil do aterro sanitário de Coimbra que, nos últimos anos, tem recebido 95 por cento dos resíduos produzidos no concelho. Num primeiro momento, o papel e cartão e as embalagens serão igualmente transportados para o aterro sanitário, mas a partir dali a ERSUC (Empresa de Resíduos Sólidos e Urbanos do Centro) encaminha-os para os diferentes operadores licenciados, para valorização e reciclagem. A deposição e o aterro não são, por isso, pagos pela autarquia, uma poupança que, calcula a vereadora do Ambiente, Teresa Violante, "permitirá que o projecto se pague a si mesmo".»
"Recolha selectiva de resíduos entusiasma comerciantes de Coimbra"
Público, 20 de Junho de 2005


