Monday, June 20, 2005

Defesa do Ambiente: medida eficaz

«A Câmara Municipal de Coimbra vai lançar em 2005 um sistema de recolha selectiva porta-a-porta do lixo produzido pelos moradores do centro histórico. António Veiga Simão, director do Departamento de Ambiente e Qualidade de Vida (DAQV) da autarquia, avançou ontem a medida, acrescentando que a área abrangida por este sistema pioneiro deverá englobar as freguesias de Almedina, Sé Nova, S. Bartolomeu e Santa Cruz. O DAQV já têm em funcionamento um sistema de recolha de resíduos gerais porta-a-porta no centro histórico, tendo criado para o efeito um saco de lixo identificativo. Com a recolha selectiva, para identificação dos resíduos, serão disponibilizados aos utentes sacos de cores diferentes para os resíduos orgânicos, papel, vidros, plástico e metais. Neste sistema de recolha selectiva já se encontra envolvida a Agência de Promoção da Baixa de Coimbra, uma instituição criada para dinamizar o comércio e fomentar a atractividade dessa zona histórica. Antes do sistema entrar em prática serão lançadas campanhas de informação para captar a adesão dos munícipes.»
O Primeiro de Janeiro, 26 de Novembro de 2004

«Entretanto, esta semana a organização ambientalista Quercus divulgou os resultados de um estudo encomendado pelo Instituto dos Resíduos ao Instituo Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), de Lisboa, e que confirma que o sistema de recolha selectiva porta-a-porta tem bons resultados. O estudo, intitulado “A Recolha Selectiva Porta-a-Porta no Sistema de Recolha Diferenciada de Resíduos Sólidos Urbanos”, conclui que este sistema quando comparado com o de ecopontos aumenta “as quantidades recolhidas de papel e cartão em sete por cento e de plástico e metal em 485 por cento”.»
NetRESIDUOS, 26 de Novembro de 2004

«Depois de uma fase experimental, o projecto Coimbra a Reciclar, Coimbra a Sorrir já está no terreno. Os utentes da Associação de Paralisia Cerebral, que procedem à recolha do papel e das embalagens, são recebidos com entusiasmo pelos comerciantes.

(...)Para além dos ganhos ambientais, o projecto denominado Coimbra a reciclar contribui para o prolongamento do tempo de vida útil do aterro sanitário de Coimbra que, nos últimos anos, tem recebido 95 por cento dos resíduos produzidos no concelho. Num primeiro momento, o papel e cartão e as embalagens serão igualmente transportados para o aterro sanitário, mas a partir dali a ERSUC (Empresa de Resíduos Sólidos e Urbanos do Centro) encaminha-os para os diferentes operadores licenciados, para valorização e reciclagem. A deposição e o aterro não são, por isso, pagos pela autarquia, uma poupança que, calcula a vereadora do Ambiente, Teresa Violante, "permitirá que o projecto se pague a si mesmo".
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"Recolha selectiva de resíduos entusiasma comerciantes de Coimbra"
Público, 20 de Junho de 2005

Blogs incómodos

«Da França aos EUA, da China ao Iraque, os blogues e os seus autores estão a ser sujeitos a um crescente escrutínio político-ideológico

O autor de um blog vai amanhã, dia 21 de Junho, ser julgado por difamação em França - o que se verificará pela primeira vez naquele país. Christophe Grébert, autor do blog MonPuteaux.com, deverá comparecer num tribunal de Paris acusado de difamação por textos publicados em 2002.
Grébert, habitante de Puteaux (uma localidade perto de Paris), lançou o seu blogue para denunciar práticas autárquicas de uma cidade dirigida há 36 anos pelo mesmo "clã" - como o autor afirma no seu blogue.

(...) Também na semana passada, um responsável das tropas norte-americanas no Iraque revelou novas regras para os militares que escrevem em blogues ou noutros sítios da Web.

(...) Na semana passada, soube-se que os blogues chineses albergados no MSN Space, da Microsoft, são avisados de que não podem acolher termos como democracia, liberdade ou direitos humanos - "palavras consideradas tabu pelas autoridades comunistas", referia a Associated Press - mas também obscenidades ou outras palavras de conteúdo sexual.

(...) Também as autoridades norte-americanas estão a ser pressionadas no sentido de legislarem sobre o uso da Internet e, nomeadamente, dos blogues.
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"'Blogger' francês vai a tribunal em Paris"
Público, 20 de Junho de 2005

De olhos bem abertos... IV

«Evitar que políticos legislem sózinhos sobre os próprios vencimentos e subvenções é um caminho apontado pelos estudiosos»

«Uma da conclusão que se pode retirar do que foi dito pode ser resumido numa frase de um destes: "Ninguém deve legislar em causa própria".»

«Esse é um grande tema na América Latina, porque as imunidades são definidas de forma muito ampla, isentando o paramentar de responsabilidade civil e criminal, pelo menos enquanto o mandato dura.»

«Speck adianta ainda que este procedimento não precisa de ser limitados aos políticos, podendo alargar-se a todos os cargos na administração pública.»

"Subvenções e salários parlamentares: "Ninguém deve legislar em causa própria"
Público, 20 de Junho de 2005

De olhos bem abertos... III

«Nas eleições que decorrerem no sábado e quando faltavam apurar cerca de 25 concelhos dos Açores e do interior, votaram um total de 4617 militantes, tendo sido contados 270 votos em branco e 29 nulos.»

"Ribeiro e Castro eleito directamente por 4318 votos»
Público, 20 de Junho de 2005

by Júlia Pinheiro

«É que elas não sabem onde é que eu tenho o microfone. Se elas metessem a mão mais para cima, sabe-se lá para onde é que ele entrava.»

Sunday, June 19, 2005

Assustador

«Bandeiras de Portugal e do Partido Nacional Renovador (PNR), símbolos da Frente Nacional, cabeças rapadas e cartazes apelando ao repatriamento dos imigrantes e ao orgulho nacionalista, saudações nazis e o hino nacional, várias vezes repetidos, marcaram a manifestação de extrema-direita que ontem à tarde se realizou entre a Praça do Martim Moniz e o Rossio.
Com cerca de 300 pessoas, segundo a polícia, e quase mil nas contas do PNR, esta foi, em qualquer dos casos, a maior concentração pública de sempre deste tipo no País. Já na Praça do Rossio, esteve a um passo de degenerar no confronto físico, quando populares gritaram palavras de ordem como "fascistas" e "25 de Abril sempre". A tensão começava a subir, com gritos desencontrados de ambos os lados, e só a actuação do Corpo de Intervenção da PSP e polícias com cães o impediram. Distúrbios houve apenas poucos minutos depois, já na Rua do Carmo. O Corpo de Intervenção actuou para proteger dois indivíduos perseguidos por alguns manifestantes e acabou por agredir um repórter fotográfico, quando dispersava as pessoas que tinham acorrido ao local.
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Ricardo Araújo no seu melhor

Clicar na imagem para ler.

«Mas, esgotados todos os documentários e comentários sobre Cunhal, lá voltarão as chamas aos ecrãs, e os incendiários às florestas. É Cintra Torres quem o diz: «Sabe-se que há incendiários que ateiam incêndios para os ver na televisão». Ou será que são jornalistas que ateiam as notícias para as pôr na televisão?»

Pedro D'Anunciação
Expresso, 18 de Junho de 2005

Friday, June 17, 2005

«So Doku»

Versão digital.

Mundo paralelo

Recentemente, o Público tem-nos brindado uma coluna diária, na secção "Sociedade", que é quase surreal (para não dizer completamente). Nesta coluna maravilha, a "Joana" e a "Francisca", oferecem-nos os seus testemunhos do que é ser-se finalista no secundário com exames à porta. E, assim, como os colaboradores deste blog, e a maioria dos seus visitantes, já se deram conta há uns tempitos, o leitor fica a saber que esta é uma fase em que qualquer estudante que se preze saboreia, com prazer, toda a matéria dada durante o ano lectivo, calmamente, aproveitando cada momento. Este é um tempo de reflexão, sem grandes stresses, em que se olha para a realidade de uma maneira diferente, em que se encontra arte em qualquer pequeno pormenor. E tem-se imenso tempo para passear... para relaxar... Afinal, ir para uma biblioteca estudar e ficar lá durante 1 hora (inteirinha, vejam lá!) é completamente esgotante!
Mas que raio de ideia foi esta?? A impressão com que se fica é que qualquer aluno, antes dos exames nacionais, se transforma em filósofo. E claro: ama apaixonadamente a matéria toda que tem para estudar.
Agora interrogo-me: será que a escolha destas duas alunas foi propositada? Ou será que o acaso fez das suas? É que é obra: logo duas de uma vez! Onde é que estão os alunos que vivem esta fase como se a sua vida dependesse dos resultados finais? Onde é que estão os que caem na desmotivação? Onde é que estão os que lutam com a matéria para a conseguirem entender? Onde é que estão os que têm dúvidas, os que desesperam, os que desistem, os que não querem saber, os que não gostam da matéria, os que não sabem estudar, os que deixam para a última, os que se fecham na biblioteca, em casa, na escola... Onde é que estão?

Thursday, June 16, 2005

Political compass

Uma outra verssão da «Bússula Política».

Tenho mesmo, mesmo, mesmo de ir ver este filme... *

-- > Trailer < --

* Tradução: alguém que me convide para ir ver este filme sff...

«PAUSA»

«Durante o coffee break, Durão Barroso fala animadamente com um burocrata de Bruxelas:

— E sabe que mais? O défice que eu deixei lá em Portugal, quando me vim embora, era assim deste tamanho.
— Desse tamanho?
— Deste tamanho. Devia ser 3%, não o ignoro, mas veio por ali acima e olhe, no momento em que aqui cheguei, já devia andar pelos 6%. O Santana Lopes, aquele tipo do meu partido que ficou para apanhar os cacos, está a ver, é que se lixou. Por um lado, preferiu esconder a dimensão do monstro e fingir que estava tudo bem, tão bem que até chegou a anunciar o fim da austeridade e uma folga no cinto apertado dos portugueses, como se isso fosse possível (risinhos). Por outro, meteu-se em tantas trapalhadas que acabou por ir ao fundo nas eleições de Fevereiro. Uma coisa chata, mas enfim, o que é que se há-de fazer? Em democracia é assim mesmo.
— E agora? — perguntava o burocrata de Bruxelas.
— E agora? Olhe, agora o Sócrates que resolva o assunto e que se lixe, ele também, com as suas próprias asneiras, mais o ódio que as classes afectadas pelas medidas de contenção lhe vão dirigir. Isto toca a todos, meu amigo, isto toca a todos. Em democracia é assim mesmo. Quer dizer, toca a todos menos aos que têm a esperteza de fugir a tempo, n'est-ce pas? (Gardalhadas estridentes; Durão ri-se até às lágrimas e depois limpa-as com um lenço de seda.) Ai, ai. Vamos lá fazer uma pausa.
— Uma pausa? Mas se estamos a voltar do coffee break, Monsieur Barrôso! Nom de Dieu, não admira que o vosso país esteja como está...
— Calma, não é nada disso, caro funcionário burocrata de Bruxelas. Percebeu mal. Referia-me à pausa no processo de ratificação do Tratado Constitucional que vou pedir na conferência de imprensa, daqui a pouco.
— Ah, OK, OK. Assim está bem, senhor Presidente da Comissão. Já me estava a assustar.
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