«A iniciativa teve como objectivo promover a troca de informações sobre a realidade social e profissional e o estatuto das mulheres nos média europeus, em particular nos novos países do alargamento da União Europeia (UE), e definir linhas de acção no sentido de promover e implementar a efectiva igualdade de direitos das mulheres jornalistas.
O diagnóstico confirmou a persistência e mesmo agravamento da discriminação de que as jornalistas são alvo, designadamente a nível salarial e acesso a cargos de direcção. Uma situação inaceitável, tanto mais que as mulheres representam já cerca de 50 por cento dos profissionais dos média e mais de metade dos consumidores dos média são do sexo feminino, como lembrou Annegret Witt-Barthel, coordenadora europeia do conselho para a igualdade da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ).»
Tuesday, May 31, 2005
Empresas lucrativas no PSI 20
Sunday, May 29, 2005
Malucos do Riso & Max
Erotismo em forma de música
I'm gonna love you like nobody's loved you,
Come rain or come shine.
High as a mountain and deep as a river,
Come rain or come shine.
Well I guess when you met me
That it was just one of those things,
But don't you ever bet me,
'Cause I'm gonna be true if you let me.
You're gonna love me like nobody's loved me,
Come rain or come shine.
Happy together, unhappy together,
Won't that be fine?
Day may be cloudy or sunny,
We're either in or we're out of the money.
I'm with you always.
I'm with you rain or shine.
You're gonna love me like nobody's loved me,
Come rain or come shine.
Happy together, unhappy together,
Won't that be fine?
Day may be cloudy or sunny,
We're either in or we're out of the money.
I'm with you always.
I'm with you rain or shine.
I'm with you always.
I'm with you rain or shine.
Ray Charles - Come Rain or Come Shine
Saturday, May 28, 2005
«Monteiro shows the way to Karthikeyan»
Desculpem lá, mas este post teve que sair. É totalmente anormal um piloto, com o mesmo carro, ser mais rápido 1 segundo numa volta, ou o Monteiro é muito bom, ou o Narain é muito mau, das duas, uma. Se no inicio do ano o Indiano dava quase 1 segundo por volta ao Português, agora tem-se verificado a situação contrária. Nos testes da pré-temporada os chefes da equipa falavam maravilhas do Tiago, tanto porque era um piloto excepcional, com uma enorme margem de progressão, como em termos técnicos, que conseguia dizer tudo o que se alterava no carro. Verdade seja dita que antes ele ficava atrás e agora fica à frente do seu companheiro de equipa. Falta ainda dizer que Tiago Monteiro pode ficar este fim de semana com o seu nome nos livros de records da FIA, sendo o primeiro piloto rookie (no ano de estreia levam com este "carimbo") a terminar sete provas seguidas.
Será que o Tiago consegue ficar mais um ano na Formula 1? Os mais leigos, talvez não percebem a importância de ter um piloto português na Formula 1. Há 2 países no momento a terem duas provas de Formula 1 e a FIA (Federação Internacional do Automóvel) quer evitar isso, abrindo assim uma porta ao Grande Prémio de Portugal. Nos últimos anos a FIA tem dado muito valor ao circuito do Estoril havendo cada vez mais, provas desta organização, com passagem em Portugal. Como é sabido, Portugal tem estado em crise, e com a aparição do Grande Prémio por cá, podia ser uma ajuda para o Estado, havendo um encaixe extraordinário, pois viriam a Portugal cerca de 100.000 pessoas para assistir ao evento, gastando assim algum dinheiro por cá, ajudando assim a condição económica do nosso país. Sendo assim, toca a torcer pelo Monteiro!
Friday, May 27, 2005
Emancipação
Engraçado...
Thursday, May 26, 2005
ADSL
Sermão de S. António aos Peixes - Versão actual
Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adoptariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direcção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.
O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.
Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.
Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc.
Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.
Jazz
Quanto ao Público, ontem saiu o 1º número da colecção Let's jazz em público (oferta com o jornal) e hoje sairá o 2º número. Esta colecção vai percorrer a história do jazz não apenas através de nomes essenciais (Armstrong, Parker, Dizzy, Ellington, Coltrane, Miles, Dolphy, Ayler), mas também através do papel dos instrumentos ou das vozes que ao longo dos anos fizeram do jazz história. Para cada instrumento foi convidado a escrever um músico da área: Sasseti para o piano, Laurent Filipe para o trompete, Paulo Curado para a flauta, Claus Nymark para o trombone, Carlos Martins para o sax tenor, Mário Delgado para a guitarra, entre muitos outros. Ao todo são 31 números (um deles inteiramente dedicado aos blues). O 1º, que estou a ouvir neste preciso momento, é um pequeno sumário da restante colecção, o que é muito positivo, pois o CD é bastante bom.
Mas vou agora ao ponto essencial: como é que dois jornais lançam duas colecções tão boas ao mesmo tempo? Assim não dá. Não há dinheiro para tudo (cada número da colecção BD Jazz custa quase 10€ e cada número da Let's jazz em público custa 6,50€ e são ambas semanais). Eu sei que a concorrência, hoje em dia, é mais importante do que o prazer e a nobreza de se "oferecer" algo de qualidade ao público, mas não é isso que se espera de dois jornais de referência.
