Sunday, May 29, 2005

Malucos do Riso & Max

Porque é que tenho a impressão de que nenhum dos canais estava preparado para caso o Vitória de Setúbal ganhasse?

Erotismo em forma de música

I'm gonna love you like nobody's loved you,
Come rain or come shine.
High as a mountain and deep as a river,
Come rain or come shine.

Well I guess when you met me
That it was just one of those things,
But don't you ever bet me,
'Cause I'm gonna be true if you let me.

You're gonna love me like nobody's loved me,
Come rain or come shine.
Happy together, unhappy together,
Won't that be fine?

Day may be cloudy or sunny,
We're either in or we're out of the money.
I'm with you always.
I'm with you rain or shine.

You're gonna love me like nobody's loved me,
Come rain or come shine.
Happy together, unhappy together,
Won't that be fine?

Day may be cloudy or sunny,
We're either in or we're out of the money.
I'm with you always.
I'm with you rain or shine.

I'm with you always.
I'm with you rain or shine.


Ray Charles - Come Rain or Come Shine


Saturday, May 28, 2005

«Monteiro shows the way to Karthikeyan»

Desculpem lá, mas este post teve que sair. É totalmente anormal um piloto, com o mesmo carro, ser mais rápido 1 segundo numa volta, ou o Monteiro é muito bom, ou o Narain é muito mau, das duas, uma. Se no inicio do ano o Indiano dava quase 1 segundo por volta ao Português, agora tem-se verificado a situação contrária. Nos testes da pré-temporada os chefes da equipa falavam maravilhas do Tiago, tanto porque era um piloto excepcional, com uma enorme margem de progressão, como em termos técnicos, que conseguia dizer tudo o que se alterava no carro. Verdade seja dita que antes ele ficava atrás e agora fica à frente do seu companheiro de equipa. Falta ainda dizer que Tiago Monteiro pode ficar este fim de semana com o seu nome nos livros de records da FIA, sendo o primeiro piloto rookie (no ano de estreia levam com este "carimbo") a terminar sete provas seguidas.

Será que o Tiago consegue ficar mais um ano na Formula 1? Os mais leigos, talvez não percebem a importância de ter um piloto português na Formula 1. Há 2 países no momento a terem duas provas de Formula 1 e a FIA (Federação Internacional do Automóvel) quer evitar isso, abrindo assim uma porta ao Grande Prémio de Portugal. Nos últimos anos a FIA tem dado muito valor ao circuito do Estoril havendo cada vez mais, provas desta organização, com passagem em Portugal. Como é sabido, Portugal tem estado em crise, e com a aparição do Grande Prémio por cá, podia ser uma ajuda para o Estado, havendo um encaixe extraordinário, pois viriam a Portugal cerca de 100.000 pessoas para assistir ao evento, gastando assim algum dinheiro por cá, ajudando assim a condição económica do nosso país. Sendo assim, toca a torcer pelo Monteiro!

Friday, May 27, 2005

Emancipação

Sou só eu, ou hoje em dia há uma maior emancipação por parte da nova geração (entenda-se pessoas nascidas entre 88 e 91)? Digamos que é algo estranho que aconteça com muita gente o que acontece comigo. Aparece-me um mail para pedir para adicioná-lo ao MSN. Até aqui tudo bem, mas quando vou ver, são miudinhas com os seus 14, 15, 16 anos, que até são girinhas, mas são muito à "frentex". Eu quando tinha a idade delas, queria era jogar computador, ou qualquer coisa do género, mas elas não, já pensam é em... sexo. É muito estranho... quer dizer, estranho talvez não seja, mas dá que pensar, estas raparigas fazerem perguntas de teor sexual e até mesmo contar "um bocado" da sua vida intima, a um total desconhecido. Será que no meu tempo já haviam assim miudas, mas eu apenas não notava? Confesso que assim o sexo, só me começou a ser um tema sério da minha vida, por volta dos 17 anos, mas este pessoal de hoje em dia, e desculpem-me a expressão, já só quer é foder. Enfim, devo ser eu que sou muito infantil, e não elas que são muito avançadas.

Então e o défice?

«A Assembleia da República poderá vir a ter um novo edifício para gabinetes dos deputados, construído de raiz, se for aprovado o projecto que os parlamentares têm em mãos. O novo edifício - que já tem o projecto elaborado - conta com dois pisos (mais dois para estacionamento) com 121 gabinetes individuais para os parlamentares e deverá ficar situado no jardim entre o Palácio de São Bento e a residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa.»

Constituição Europeia V

«Constituição Europeia - As "preciosidades"»

E se fossemos nós os "diferentes"?

Engraçado...

Acho piada ao facto do aumento Imposto do Tabaco ser para cobrir o défice do Serviço Nacional de Saúde. Coincidencias?...

Thursday, May 26, 2005

ADSL

Faço aqui um novo post, para demonstrar a minha raiva quanto à hipocrisia que a Sapo mostra quando se trata da nova "promoção" (entre aspas porque foi obrigada) da sapo de 2 Mb. São totalmente inadmissíveis estas passagens. Uma pequena lista:
1. Só houve um aumento de velocidade de download, a velocidade de upload não acompanhou o aumento da de download, mantendo assim a velocidade de envio de dados de utilizador para utilizador;
2. Com o aumento da velocidade, os utilizadores irão ter uma tendência para fazer mais downloads, mas o trafego disponível mantem-se, criando assim maiores probabilidades dos utilizadores excederem o límite, logo aumentando substancialmente a sua factura;
3. O antigo Sapo Pro, que tinha 1Mb, passou a 4Mb, mas com o novo 8Mb, diminuiram o seu preço, mas também o trafego nacional passou de ilimitado a 40Gb;
4. Com a diminuição do preço do serviço 4Mb, ficou muito próximo do de 2Mb. Assim, julgo que o preço do serviço de 2Mb deveria sofrer um ajustamento;
5. Por fim, o preço estúpido do novo serviço de 8Mb. 59,99€ por mês é uma quantia parva para ter uma internet que nem sempre irá ser de 8Mb porque as linhas irão ficar mais ocupadas, havendo assim uma limitação da velocidade dos serviços.

«Primeiras impressões sobre o plano Sócrates de ataque ao défice»

Sermão de S. António aos Peixes - Versão actual

Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?
Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adoptariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direcção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.
O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.
Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.
Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc.
Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.

BRECHT, BERTOLD, " Se os tubarões fossem homens".

Via:
Cão de Guarda.

Jazz

Já reparam que hoje em dia os jornais e as revistas oferecem de tudo? Desde talheres e ferramentas a livros e CD's. É um fenómeno estranho. No entanto, o propósito deste post é falar-vos das últimas colecções que o Diário de Notícias e o Público têm lançado. Estou, obviamente, a falar de música. Com o primeiro, na semana passada, saiu o 1º número da BD Jazz, uma colecção de livros de BD sobre algumas referências do Jazz, com dois CD's incluídos. Neste caso, pudémos levar o Sr. Ray Charles para casa. E eu não consegui resistir. Depois do filme ("Ray"), nunca mais olhei para ele (e para a sua música) da mesma maneira. Apesar de não ter apreciado especialmente a BD, os CD's são realmente bons, daqueles que se ouvem vezes sem conta. Os próximos números serão sobre Ella Fitzgerard, Louis Armstrong. Sidney Bechet, Billie Holiday, Lester Young, Charlie Parker, Stang Getz, Oscar Peterson, entre outros.
Quanto ao Público, ontem saiu o 1º número da colecção Let's jazz em público (oferta com o jornal) e hoje sairá o 2º número. Esta colecção vai percorrer a história do jazz não apenas através de nomes essenciais (Armstrong, Parker, Dizzy, Ellington, Coltrane, Miles, Dolphy, Ayler), mas também através do papel dos instrumentos ou das vozes que ao longo dos anos fizeram do jazz história. Para cada instrumento foi convidado a escrever um músico da área: Sasseti para o piano, Laurent Filipe para o trompete, Paulo Curado para a flauta, Claus Nymark para o trombone, Carlos Martins para o sax tenor, Mário Delgado para a guitarra, entre muitos outros. Ao todo são 31 números (um deles inteiramente dedicado aos blues). O 1º, que estou a ouvir neste preciso momento, é um pequeno sumário da restante colecção, o que é muito positivo, pois o CD é bastante bom.
Mas vou agora ao ponto essencial: como é que dois jornais lançam duas colecções tão boas ao mesmo tempo? Assim não dá. Não há dinheiro para tudo (cada número da colecção BD Jazz custa quase 10€ e cada número da Let's jazz em público custa 6,50€ e são ambas semanais). Eu sei que a concorrência, hoje em dia, é mais importante do que o prazer e a nobreza de se "oferecer" algo de qualidade ao público, mas não é isso que se espera de dois jornais de referência.