Friday, May 06, 2005

Querer...

Quero...
... viver o impossível
... sentir o teu toque
... sentir a tua pele
... ver-te
... amar-te
... desejar-te
... lançar-te um sorriso
... beijar-te
... que me toques
... que me ames...
... amar não é crime para ninguém, apesar de ser, por vezes, equivalente a uma prisão, é impossível evitar-mos o amor, e uma vez lá dentro, sair com sucesso é difícil. Talvez magoe mais sentir um amor correspondido que um platónico, já não me recordo da sensação de tal coisa. Diria que não nos podemos sentir inocentes pelo sentimento, mas apenas digo que odeio estar assim... Odeio...

Thursday, May 05, 2005

E aí está ela...

Wednesday, May 04, 2005

«É preciso cuidado quando se incriminam jornalistas por alegada violação do segredo de justiça, porque a fonte de informação dos jornalistas são órgãos de Justiça.»
Germano Marques da Silva
O Diabo, 03-05-05

«O segredo de justiça em Portugal é uma treta desde que a Xerox inventou as fotocópias.»
Joaquim Letria
A Capital, 03-03-2005

Fonte: Público, 04 de Maio de 2005

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain


Ontem tive oportunidade de assistir a um dos melhores filmes de sempre: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, o que é bastante curioso, já que não sou muito apreciadora da língua francesa. No entanto, não me parece que seja possível haver quem não se renda à simplicidade do seu enredo, à maneira como nos faz pensar e reflectir sobre as coisas e os prazeres mais simples da vida, relembrando-nos que pequenas acções podem mesmo mudar a vida de alguém. Para além disso, retrata o drama de uma forma tão "desdramatizada" que quase parece irreal, sobretudo num filme. Aquilo a que estamos habituados no cinema é a um abuso da exploração do drama, de tal forma que estranhamos quando o vemos tratado com tanta naturalidade. É um filme que aborda o mundo dos sonhos de uma forma bastante original, envolvendo-o no mundo real das personagens. Como esquecer a cena em que Amélie se "transforma" em água? Dito assim parece bastante estranho e quase ridículo, mas todos nós já passámos por aquele exacto momento em que o chão debaixo de nós parece abrir, em que nada mais parece ter sentido, em temos a sensação de nos estarmos a desmoronar... E é precisamente isso que acontece com Amélie naquele momento. É simplesmente fabuloso... De tal forma que tenho de me conter nas palavras, ou acabaria por contar a sua história do início ou fim, o que não quero fazer, para que quem ainda não tenha tido a oportunidade de o ver, aproveite essa experiência a 100%. Vale realmente a pena. Por fim, só quero fazer referência às excelentes interpretações de todo o elenco, principalmente a de Audrey Tautou no papel de Amélie.



Ficha Técnica
Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Género: Comédia
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (França): 2001
Site Oficial: www.amelie-themovie.com
Estúdio: Le Studio Canal+ / Filmstiftung Nordrhein-Westfalen / France 3 Cinéma / La Sofica Sofinergie 5 / MMC Independent GmbH / Tapioca Films / Victoires Pictures
Distribuição: Miramax Films
Direcção: Jean-Pierre Jeunet
Enredo: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Produção: Jean-Marc Deschamps
Música: Yann Tiersen
Fotografia: Bruno Delbonnel
Desenho de Produção: Aline Bonetto
Direcção de Arte: Volker Schäfer
Figurino: Madeline Fontaine e Emma Lebail
Edição: Hervé Schneid
Efeitos Especiais: Duboi



Elenco
Audrey Tautou (Amélie Poulain)
Mathieu Kassovitz (Nino Quincampoix)
Rufus (Raphael Poulain)
Yolande Moreau (Madeleine Wallace)
Artus de Penguern (Hipolito)
Urbain Cancelier (Collignon)
Maurice Bénichou (Dominique Bretodeau)
Dominique Pinon (Joseph)
Claude Perron (Eva)
Michel Robin (Pai de Collignon)
Isabelle Nanty (Georgette)
Clotilde Mallet (Gina)
Claire Maurier (Suzanne)
Serge Merlin (Dufayel)
James Debbouze (Lucien)
Lorella Cravotta (Amandine Poulain)
Flore Guiet (Amélie Poulain - 8 anos)



Prémios:
- Recebeu 5 nomeações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Roteiro Original.
- Recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
- Ganhou 2 prémios no BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Enredo Original e Melhor Desenho de Produção. Foi ainda nomeado em outras 7 categorias: Melhor Filme, Melhor Director, Melhor Actriz (Audrey Tatou), Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Fotografia, Melhor Banda Sonora e Melhor Edição.
- Recebeu 13 nomeações ao César, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Director, Melhor Actriz (Audrey Tautou), Melhor Actor Secundário(Rufus e James Debbouze), Melhor Atcriz Secundária (Isabelle Nanty), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Desenho de Produção, Melhor Banda Sonora, Melhor Som e Melhor Enredo.
- Ganhou o Prémio da Audiência no Festival Internacional de Edimburgo.
- Ganhou o Prémio do Público no Festival de Toronto.
- Recebeu uma nomeação ao Grande Prémio Cinema Brasil, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
- Ganhou o Prémio Adoro Cinema 2002 de Melhor Actriz Revelação (Audrey Tatou).

A especificidade da Madeira

Enquanto, por diversas vezes, o Presidente do governo da Madeira, Alberto João Jardim, se tem refugiado na imunidade parlamentar para não responder por crimes de difamação, na mesma ilha, o PSD retira a imunidade a um deputado do PS, João Carlos Gouveia, para ser julgado por queixa de difamação do Sr. Jardim. E não é a primeira vez que isto acontece:
«Em 1992, Martins Júnior, então eleito da UDP e hoje deputado do PS, obrigado a comparecer perante os juízes para ser julgado num processo movido por Jardim em representação do PSD, foi absolvido do alegado crime de difamação e abuso de imprensa.»*
Eu sou contra a imunidade parlamentar, mas, se é um direito, é suposto que seja para todos e não apenas para alguns.

A ler: A República das Bananas

*Público, 4 de Maio de 2005

Igreja Católica & Pedofilia

«Os católicos, pensei, iriam ter à sua frente um teólogo capaz de impor ordem ao rebanho. Mas as afirmações de Bento XVI sobre relação entre justiça civil e canónica têm de ser combatidas (PÚBLICO, 25-04-2005). Num documento de Maio de 2001, a Congregação para a Doutrina da Fé, a que ele presidia, afirmou ter a Igreja o direito de exigir que, em casos de alegados abusos sexuais cometidos por padres, os inquéritos teriam de ser feitos à porta fechada, mantendo-se a provas confidenciais durante dez anos.»

Por: Maria Filomena Mónica
in Público, 4 de Maio de 2005

É impressão minha ou...

... foi preciso o Sr. Presidente da República alertar para os perigos das condições das estradas portuguesas, para o mau civismo dos condutores portugueses e para as grandes filas das horas de ponta, para os media se aperceberem realmente disso?
Por acaso até tenho alguma simpatia para com este senhor, mas ao vê-lo a cumprimentar um condutor numa operação stop, ao vê-lo no "autocarro presidencial" a explicar o que sente um português numa fila interminável, ao vê-lo numa oficina a assistir a uma inspecção de um carro, a única palavra que me ocorre é: "palhaçada".

Portas condecorado

«O ex-ministro da Defesa Paulo Portas vai ser condecorado amanhã no Pentágono, em Washington, pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld.
Os fundamentos da distinção serão conhecidos amanhã, após a cerimónia reservada de condecoração.
A manutenção do comando da NATO em Oeiras, o empenho de Paulo Portas no alargamento da Aliança Atlântica, a opção por duas fragatas norte-americanas no reequipamento das Forças Armadas e a posição portuguesa na guerra do Iraque são razões apontados para justificar a condecoração.
Trata-se de uma distinção atribuída pelo Governo norte-americano de que Paulo Portas tomou conhecimento na véspera do congresso do CDS, que decorreu a 23 e 24 de Abril, e no qual abandonou formalmente a liderança do partido.
A cerimónia de amanhã vai incluir um encontro privado entre Donald Rumsfeld e Paulo Portas, que terá audiências privadas com outros dirigentes norte-americanos.
O ex-ministro da Defesa informou o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro da Defesa, Luís Amado, de que iria receber esta condecoração.
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Tuesday, May 03, 2005

Tratado de Não Proliferação Nuclear

«A entrada em vigor do TNP em 1970 (com revisões de cinco em cinco anos), representou um marco para um mundo em clima de Guerra Fria. O tratado tinha como objectivo impedir a disseminação de armas nucleares além das cinco potências nucleares "declaradas" França, Reino Unido, China, EUA e União Soviética. Receava-se então que, sem este acordo, pudessem surgir outros 15 ou 20 estados "atómicos" em poucos anos.
Assinado por 188 países (com a saída da Coreia ficaram 187) o TNP visa ainda promover a cooperação no uso pacífico da energia nuclear e promover o desarmamento nuclear. Apenas três países no mundo não assinaram o TNP Índia, Paquistão Israel. Todos eles possuem armas nucleares (apesar de Israel nunca o ter admitido).
Ontem Annan sublinhou que a comunidade internacional deve rever o tratado de forma a que "não se aprofunde o fosso entre as promessas e a acção". Para dar uma nova dinâmica ao texto, o director geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Mohamed ElBaradei, propôs aos signatários do TNP para adoptarem uma moratória de cinco anos sobre a construção de novos centros de enriquecimento de urânio.
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Factos:
- O TNPN concede o direito de desenvolvimento de armas nucleares apenas a cinco países (EUA, Rússia, França, Reino Unido e China);
- A Rússia não tem cumprido as obrigações previstas pelo TNPN, que prevê o desmantelamento progressivo dos arsenais de cada uma das potências;
- O Irão afirmou este fim de semana que poderia retomar o enriquecimento de urânio;
- A Coreia do Norte, que se retirou do TNPN, afirmou recentemente possuir a bomba atómica e realizou domingo o ensaio de um míssil de curto alcance;
- Em resposta, Condoleezza Rice afirmou que os EUA têm meios de dissuasão "importantes e variados" para atenuar a ameaça nuclear norte-coreana.

Será que não vale a pena reflectir um pouco sobre isto?

Constituição Europeia - versão portuguesa

Para quem se quiser dar ao trabalho de consultar...

E ele vai continuar por aí...

«Vou voltar a exercer advocacia, que é a minha profissão, vou dar umas aulas e vou trabalhar para um grupo financeiro na área internacional. Um ex-primeiro ministro conhece muita gente, em África, na Europa, na América Latina."

Pedro Santana Lopes, sobre o seu futuro profissional, ontem, em entrevista à SIC, na qual garantiu que não vai avançar com uma candidatura a Belém
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in Público, 3 de Maio de 2005

Constituição Europeia III

Desta vez, deixo aqui o «outro lado»: algumas razões para se votar "sim" (para que não digam que estou a fazer propaganda ao "não").

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

A propósito desta data, vale a pena ler este artigo do DN:
«"Alguns jornalistas são vítimas da violência porque noticiam situações que muitos pretendem esconder, outros estão em risco quando se encontram em áreas de conflito armado." Esta declaração de Koichiro Matsuura, director-geral da UNESCO, sintetiza a situação actual do respeito pela liberdade de imprensa no mundo.
Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que hoje se comemora, o organismo das Nações Unidas salienta o papel fundamental que os media devem desempenhar na promoção "da democracia e do bom governo". Nomeadamente no incremento "da transparência e da responsabilidade na administração pública" e na luta contra "a corrupção e o abuso de poder".
No capítulo da segurança, o director-geral da UNESCO sublinha "De acordo com organizações profissionais, 2004 e o início de 2005 é o pior período da última década no que diz respeito ao número de jornalistas mortos, mais de 70 repórteres e outros profissionais dos media perderam a vida."
A China e Cuba lideram o grupo de países com mais jornalistas presos 27 chineses e 22 cubanos, segundo dados da associação Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Na Colômbia, na Rússia, no Zimbabwe, no Médio Oriente e no Magrebe aumentaram as violações ao direito à livre expressão dos jornalistas (ver gráfico ao lado).
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) afirma que em Portugal existem problemas que "continuam a condicionar o exercício livre da nossa profissão". Por isso, o SJ refere que "só com jornalistas usando plenamente os seus direitos e garantias existe jornalismo verdadeiramente livre e responsável".
Robert Ménard, secretário-geral da RSF, escreve no prefácio do relatório deste ano que a "liberdade de imprensa é um assunto demasiado sério que não deve ser apenas confiado aos jornalistas".
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Monday, May 02, 2005