Monday, May 02, 2005

Quem diria que afinal são ambos comediantes?

«George W. Bush mal havia iniciado o discurso quando a sua esposa o interrompeu, afirmando "Oh, não! Essa velha piada de novo?"
Para surpresa das três mil pessoas que se encontravam na Casa Branca, entre as quais os governantes Dick Cheney, Donald Rumsfeld e Condoleezza Rice, mas também os actores Richard Gere e Jane Fonda, Laura assumiu então o controlo pleno da situação "Há anos que assisto a estes jantares e me limito a estar sentada a um canto. Mas, desta vez, há algumas coisas que quero dizer".
Nos dez minutos seguintes, Laura conversou, com um à-vontade impressionante, sobre os hábitos familiares e os seus próprios gostos, numa intervenção pautada pelo humor e pela ironia que provocou a hilaridade geral na assistência.
"Costumo dizer ao meu marido que, se quiser acabar com a tirania no Mundo, tem que se deitar mais tarde. Às 10 horas da noite já costuma estar deitado na cama", afirmou.
A honestidade de Laura Bush foi tal que não se coibiu de satirizar em público as reconhecidas limitações do marido. Exemplo disso mesmo foi quando recordou a sua experiência de 12 anos a trabalhar numa biblioteca - um local que, como é sabido, não figura no topo das preferências do esposo - para dizer que a sua relação com George estava mesmo destinada a acontecer.
Outro momento de gargalhada geral aconteceu quando revelou aos presentes as duas faces de Condoleezza Rice a da poderosa secretária de Estado, firme e com uma determinação invulgar para atingir os seus objectivos, e a 'Condo' da intimidade, um ser afável capaz de passar horas ao telefone com as amigas e a ver programas de entretenimento.
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Quem é que é grosseiro afinal?

Constituição Europeia II

«Se a Constituição Europeia for aprovada, Portugal passará a ser uma província em vez de um país - não apenas no contexto ibérico, mas no contexto europeu. (...) O projecto de Constituição consagra um super-Estado europeu, reforçando os poderes políticos dos órgãos da União Europeia. Os governos dos Estados funcionarão como meras autarquias.
(...) Os recursos biológicos do mar passarão a ser geridos pela União Europeia. Só os órgãos da Comunidade decidirão se os portugueses pescam mais ou pescam menos.
(...) Quase todos os partidos portugueses estão colonizados e enfeudados à lógica de Bruxelas, que lhes paga para dizerem "sim". Esta Europa dominada pelo Partido Popular Europeu e pelo Partido Socialista Europeu é antidemocrática, totalitária. E tem rostos em Portugal CDS, PSD e PS.
(...) deve zelar para que os defensores do "sim" e do "não" tenham iguais oportunidades. Gostaria, aliás, que Jorge Sampaio aceitasse um debate televisivo em defesa do "sim" com alguém que defendesse o "não", como fez Mitterrand em França, durante o debate do Tratado de Maastricht.
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O outro lado da II Guerra...

Aquele que não é ensinado nas escolas.

«The Planet Of The Apes»

Demora um pouco a carregar, mas vale cada minutinho de espera.

E tu, tens referências?

Já alguém viu a nova publicidade televisiva da Coca-Cola? Mais uma vez, simplesmente genial.
(E eu até sou anti-Coca-Cola...)

Veet lança linha de depilatórios exclusiva para homem

Sunday, May 01, 2005

Constituição Europeia

Esta é a primeira vez que leio um texto simples (no sentido de não complexo) e minimamente esclarecedor sobre a problemática da Constituição Europeia. Por isso mesmo, aconselho a darem uma espreitadela. Penso que valerá a pena. Fico à espera do resto.

Mais uma vez, a questão do aborto...

«Um juiz da Flórida, nos Estados Unidos, proibiu uma adolescente grávida de 13 semanas de abortar, considerando-a muito imatura (...)»

Imatura para decidir abortar, mas madura para ser mãe?

«É bom distinguir entre eleições e democracia. Eleições são o método democrático de escolher e afastar dirigentes. Democracia é a separação dos poderes, o primado da lei, o pluralismo, as liberdades. Mas democratizar passa por eleições e estas podem ter um efeito indesejado: colocar os fundamentalistas no poder.»

Jorge Almeida Fernandes
in
Público, 1 de Maio de 2005

Contradições

Por um lado, defendem os valores católicos com "unhas e dentes", protestando contra o fim da educação religiosa do ensino das escolas públicas, por outro dão um belíssimo exemplo desses valores através do recurso à violência.

Metallica - Until it Sleeps

Where do I take this pain of mine
I run but it stays right by my side

So tear me open, pour me out
These things inside they scream and shout
And the pain still hates me
So hold me until it sleeps

Just like a curse, just like a stray
You feed it once and now it stays
Now it stays

So tear me open, but beware
There's things inside without a care
And the dirt still stains me
So wash me until I'm clean

It grips you so hold me
It stains you so hold me
It hates you so hold me
It holds you so hold me
Until it sleeps...

So tell me why you've chosen me
Don't want your grip
Don't want your greed
Don't want it

I'll tear me open, make you gone
No more can you hurt anyone
And the fear still shakes me
So hold me until it sleeps

I don't want it..... NO

It grips you so hold me
It stains you so hold me
It hates you so hold me
It holds you, holds you, holds you
Until it sleeps...

So tear me open, but beware
The pain's inside without a care
And the dirt still stains me
So wash me til I'm clean

I'll Tear me open, make you gone
No longer will you hurt anyone
And the hate still shakes me
So hold me until it sleeps
Until it sleeps
Until it sleeps
Until it sleeps

«Deixo o mundo em paz; sou um monge a dormir a sesta.»

Natsume Soseki

«O velho Oeste está de volta»

Nos EUA existem cerca de 280 milhões de pessoas e 192 milhões de armas de fogo. Todos os anos cerca de 130 mil pessoas são feridas a tiro e cerca de 30 mil morrem. No entanto, em vez de se reprimir o uso de armas, implementam-se leis que só o incentivam:
«O governador da Florida, Jeb Bush, concedeu autorização aos cidadãos do estado para disparar nas ruas, se se sentirem ameaçados. Os críticos da nova lei já afirmaram que está instalada a lei do velho Oeste: dispara primeiro, pergunta depois.»*
Será isto fruto da natural burrice americana ou, uma vez mais, haverá interesses envolvidos?

*Público, 30 de Abril de 2005
pág 28 e 29 de No dia em que fugimos tu não estavas em casa, de Fernando Alvim

"Escondo-me debaixo da tua cama para te sentir ao deitar. Vejo os teus pezinhos de lã a chegarem-se muito a mim e sinto a vontade de os trincar, mas nesse preciso instante eles elevam-see desaparecem do chão. Aqui a descansar as tuas pantufas, com dois coelhinhos nas pontas de orelhas pontiagudas, como que à espera que eu lhes segredasse algo que nunca tivesse revelado. Rio-me sozinho enquanto apagas a luz e sinto-te a beijar a almofada como se estivesses a cumprir uma promessa. Sorrio. Estou debaixo de ti como que debaixo do mundo e agora só ouço a tua respiração que lentamente me convence que entraste no reino dos sonhos, onde aí sim, tu sabes poder ser o que quiseres, sem que nada te possa impedir de fazer o que quer que seja, nem muito menos privar-te dos pequenos prazeres que encontraste no cimo das nuvens. O sonho. Entro no teu sonho por uma janelinha que abriste só para mim, como no «Tom Sawyer», em que se fugia a meio da noite para partir à aventura. E assim, fugimos os dois por um campo imenso, com caminhso muitos estreitos e sinuosos que se iluminam à medida que passamos e desaparecem quando olhamos para trás, como que a quererem dizer que devemos ir em frente. Paramos. Respiramos ou suspiramos, não sei. Olhamos definitivamente um para o outro como se nunca nos tivéssemos visto e procuramos encontrar defeitos físicos que sabemos de nada interessarem."