Thursday, April 28, 2005

Conversas de estação de comboio

Mariana* - Eu às sextas tenho uma hora de almoço maior, das 13h20 às 14h50, por isso vou logo, logo a correr para o Dolce Vita. Quem me dera estudar no Dona Maria. Assim, podia ir todos os intervalos para o Dolce Vita.
Sofia* - Mas porquê?
Mariana - Porquê??
Sofia - Sim: porquê?
Mariana - Atão... porque é fixe...

*Nomes fictícios.
«A democracia é a mais suave das formas de ditadura.»
Arnaldo Matos, Público, 28-04-2005

É este o espírito...

Wednesday, April 27, 2005

Insucesso Escolar

Hoje, um dos principais temas debatidos no jornal Publico foi o porquê da elevada taxa de insucesso escolar em Portugal. Há pouco, estava a ver na 2 uma entrevista no Por Outro Lado com o artista plástico Xana (Alexandre Barata), em que este afirmava que, depois de tirar o curso de Belas Artes, não teve outra solução a não ser ir dar aulas, mas que isso tinha sido um frete, que nem sequer tinha jeito, nem vocação.
Hoje em dia, dada a dificuldade de se arranjar emprego, este é um fenómeno muito evidente no mundo dos recém licenciados. Com professores não satisfeitos, como é que se exige motivação e empenho dos alunos?

«eu quero. e tu?»

hoje tive o meu primeiro encontro com o profeta de gibran. pressinto que será o primeiro de muitos. até ao fim.

The Incredible Mr. Bush


Hoje descobri que as fantásticas palavras do Sr. Bush já foram suficientes para escrever um livro*.






*Nota: um livro cómico.

Monday, April 25, 2005

Finalmente a Anacom revolta-se...

Apartir de 19 de Maio podemos finalmente ter uma velocidade decente (512 kbps é a actual, mas não é decente) graças às regras da Anacom, que finalmente decide puxar as mangas da camisola e por o pessoal da Telepac e da Tvcabo a trabalhar, obrigando-os a quadriplicar a velocidade dos seus serviços. Espero agora, que quadripliquem - isto obviamente é um exagero, mas pelo menos duplicar - também o limite mensal para downloads, se não pode vir-se a tornar complicado controlar o nosso consumo.

Zeca Afonso - Grândola, vila morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Sorria!Um carneiro pode estar a olhar para si

«Atormentado por um cacarejar exasperante e um andar grotesco, o frango, com ou sem cabeça, é considerado um dos seres mais estúpidos do mundo. Erradamente: este animal é bastante esperto, revelam estudos recentes. A humilde galinha pode fazer habilidades que deixariam orgulhoso qualquer dono de um cão. É a conclusão de um dos muitos estudos apresentados em finais de Março, em Londres, no maior congresso jamais organizado sobre inteligência animal. Os resultados são formais. Alguns animais, que se pensavam serem completamente estúpidos, sentem emoções geralmente associadas ao homem, como ciúme, humor e dor. Alguns até são capazes de urdir projectos maquiavélicos.
Po exemplo, os carneiros, cujo instinto gregário é frequentemente ridicularizado, são muito bons fisionomistas. Podem lembrar-se de pelo menos dez pessoas e de outros 50 carneiros durante nada menos do que dois anos. Os investigadores do Babraham Institute, em Cambridge, também descobriram que os carneiros são sensíveis às expressões faciais e que, como os seres humanos, preferem sorrisos às carantonhas.
Outros estudos vêm confirmar a ideia de que os carneiros se parecem mais connosco do que pensávamos. Certos testes demonstraram nomeadamente que suspiram pelos seus parceiros ausentes. Para os especialistas, estas conclusões abalam seriamente a ideia de que estes animais não têm «consciência de si próprios», e podem ter consequências importantes nas práticas de produção animal.
Os porcos, por sua vez, parecem ter um quociente intelectual muito superior à inteligência que normalmente se atribui a um animal de cativeiro. Investigadores da Universidade de Bristol descobriram que estes animais são bons fingidores e não hesitam em enganar os seus congéneres para poderem comer mais.
Em matéria de alimentanção, os frangos, por sua vez, são modelos de auto-controlo: podem renunciar a uma gratificação imediata, se pensarem poder obter mais tarde uma porção maior. Estas aves têm, além disso, uma maior consciência do espaço do que as crianças de tenra idade. Os testes demonstraram, nomeadamente, que conseguem aprender a abrir portas e a orientar-se num labirinto, com uma rapidez que se pensava reservada aos cães e aos cavalos. Ginger, a galinha que em Chicken Run abre as portas da liberdade às suas parceiras, talvez não esteja tão longe da realidade como os seus criadores imaginavam.
Os resultados que podem comover mais as associações de protecção dos animais são os que demonstram que os frangos são sensíveis à dor. Em experiências realizadas, os frangos que sofriam de um mal-estar ou de um ferimento qualquer optavam sempre pelos alimentos aos quais tinha sido adicionada morfina. Os frangos de boa saúde escolhiam os alimentos sem analgésico.
Os cientistas e delegados dos governos de 43 países, que vieram discutir a forma como a sociedade deve tratar os animais, aprenderam, entre outras coisas, que os ratos selvagens fabricam os seus próprios painéis indicadores, utilizando pequenos ramos e pedras para assinalar os locais onde a comida abunda e utilizam atalhos para voltar ao seu buraco. O papagaio mostrou-se à altura da sua reputação: um papagaio cinzento assimilou mil palavras e aprendeu a comunicar com uma facilidade que envergonharia certos adultos. Os papagaios parecem ter uma inteligência comparável à de uma criança com cinco anos.
»

Por: Mark Townsend, The Observer, Londres
Fonte: Courrier Internacional - versão portuguesa, nº3

Foi há 30 anos...

... que 91,7% dos eleitores inscritos se mobilizaram para ir votar nas eleições para a Assembleia Constituinte.

«Nunca se tinha visto nada assim. Às primeiras horas da manhã, incontáveis multidões aglomeravam-se em ordeira fila indiana junto às assembleias de voto. Portugal despertava literalmente para a democracia naquele dia 25 de Abril de 1975 - cumprem-se hoje 30 anos. Foi uma jornada de euforia e esperança, culminando a promessa libertadora da Revolução dos Cravos, celebrada um ano antes.»

Foi há 31 anos...


Fonte: Fundação Mário Soares

Sunday, April 24, 2005

«Não estou de acordo com as suas ideias, mas estou disposto a dar a minha vida pelo seu direito a expressá-las.»

Voltaire

E estamos sempre a aprender...

Quem diria que a objectividade jornalística, em Portugal, surgiu a par com o sensacionalismo?

«Prevenção da obesidade»

«Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"»

- Dignificar as instituições

- Eleições livres