Tuesday, April 05, 2005

Anjo caído do céu

Desde o dia que te vi
A luz da vida acendi
Completas a minha solidão
Desde o dia em que te conheci
A realidade está aqui
Quando o meu ego sorri
Da ilusão eu fugi
Mas foi paixão que senti.

Espero um dia saber
Se sou aquilo que desejas
Aquilo que tanto adoras
E não aquilo que odeias

Procuro acreditar
Pensar sempre positivo
Porque vontade não me falta,
O que falta é incentivo

Não é nada de fingimento
Penso em ti em todo o momento
Porque tu para mim és tudo
Não apenas divertimento
Com tua companhia me sustento
Por ti eu invento
Contigo tudo o que comento
São poemas escritos ao vento

Tento resistir à saudade
Pensa na tua bondade
Tudo o que digo é verdade
Beleza da vida!
És para mim a mais humilde simplicidade
E sentimentos é o que eu tenho
Gostas de mim... pela pessoa que sou

És minha Deusa vinda do Céu
És fogo sem chama no meu caminho
És o juiz, eu sou o réu
És a mais linda rosa sem espinhos
És quem anima o meu coração
És quem me dá uma nova ideia
Procuro-te na minha circulação
No sangue que corre nas minhas veias

És minha vida
És minha musa
Que me dá a volta à mente
És minha, eu sou teu
Se tu és o juiz, eu sou o réu
Para mim és como o fogo que me deixa a alma quente
És o meu anjo caído do céu...

Sunday, April 03, 2005

Fenómeno U2

Só hoje tive oportunidade de ouvir a gravação do especial U2 da Antena 3, e não consegui deixar de ficar surpreendida com o alcance do fenómeno desta banda. Ao longo da Vertigo Tour, os U2 vão dar no total 116 concertos, para os quais os bilhetes esgotam sempre em poucas horas. São filas intermináveis, noites ao relento, corridas para os multibancos... E o mais curioso é o facto de abranger gente de todo o lado, de todas as idades... É inexplicável.

Beautiful Day
The heart is a bloom, shoots up through stony ground
But there's no room, no space to rent in this town
You're out of luck and the reason that you had to care,
The traffic is stuck and you're not moving anywhere.
You thought you’d found a friend to take you out of this place
Someone you could lend a hand in return for grace

It's a beautiful day, the sky falls
And you feel like it's a beautiful day
It’s a beautiful day
Don’t let it get away

You’re on the road but you’ve got no destination
You’re in the mud, in the maze of her imagination
You love this town even if it doesn’t ring true
You’ve been all over and it’s been all over you

It's a beautiful day
Don’t let it get away
It's a beautiful day

Touch me, take me to that other place
Teach me, I know I’m not a hopeless case

See the world in green and blue
See China right in front of you
See the canyons broken by cloud
See the tuna fleets clearing the sea out
See the bedouin fires at night
See the oil fields at first light
See the bird with a leaf in her mouth
After the flood all the colours came out
It was a beautiful day
Don´t let it get away
A beautiful day

Touch me, take me to that other place
Reach me, I know Iím not a hopeless case

What you don’t have you don’t need it now
What you don’t know you can feel it somehow
What you don’t have you don’t need it now
You don’t need it now, you don’t need it now
Beautiful day

«É uma cliente especial»

Para que acabem de uma vez as queixas de que já só quero saber de notícias, aqui fica transcrito (já que a partir de amanhã o nosso caro Público deixa de estar acessível gratuitamente) um texto interessante para desanuviar um pouco.
«A conversa começou com um "Olá, meu amor". Felizmente, não era comigo, sentado no banco de trás, na qualidade de passageiro. O interesse do motorista estava do outro lado da linha. E desde aquela saudação inicial até ao termo da conversa ao telemóvel, o diálogo foi subindo de tom - um tom que eu classificaria, numa perspectiva conservadora, de progressivamente afectivo.
Dentro de um táxi, tanto o motorista como o passageiro podem ser vítimas involuntárias da exiguidade da viatura. Se um fala, o outro ouve. Se um cheira mal, o outro sente. Se um é chato, o outro sofre. Não há escapatória, a não ser que o incomodado fuja, uma alternativa que, por razões operacionais, está mais ao alcance do passageiro. Ao condutor resta sempre a possibilidade de eliminar o cliente. É radical, funciona, mas pode dar problemas.
Neste contexto de partilha territorial, fui compelido a tomar conhecimento de detalhes íntimos da vida do motorista, que não se incomodou em os revelar. Logo o formato da saudação denunciou o que viria. O estereótipo mais radical do taxista de Lisboa toma-o como um sujeito que fala grosso - matéria em que são doutores os da paragem das chegadas no aeroporto, quando vêem que a corrida não é para Cascais, Setúbal, Faro ou Mirandela.
Mas o condutor em questão amoleceu a voz assim que notou, no visor do telemóvel, quem é que o chamava. "Olá, meu amor", disse, em tom cândido. E daí em diante a história do "meu amor" nunca mais parou. "Sim, meu amor", "Estou em Xabregas, meu amor", "Vou terminar nas Olaias, meu amor", "Hoje está a correr mal, meu amor", "E tu, onde é que estás, meu amor?"
Com tanto "meu amor" para cá e "meu amor" para lá, eu já estava a ficar enjoado. Mais do que isso, preocupava-me o excessivo interesse do motorista na conversação e os efeitos que isso poderia ter na trajectória do táxi, em especial em relação aos outros carros. Mas a capacidade de falar ao telemóvel sem perder a atenção ao trânsito deve ser equivalente àquela que os motoristas de táxi têm de, em caso de acidente, não bater com a cabeça no volante - daí estarem isentos do uso do cinto de segurança. Os legisladores são mesmo uns génios, eu jamais teria pensado nisso.
A conversa começou a ficar mais intimista a partir do momento em que ela, julgo eu, quis combinar algo para logo mais à noite. "O que é que faço, hoje, meu amor?", repetiu ele. E, acto contínuo, enunciou uma das mais belas homenagens conjugais desde a última era glacial: "Não posso, meu amor. Tu sabes que eu tenho cão de guarda".
Com o quadro geral traçado, o diálogo foi rapidamente descendo os degraus da intimidade, de modo que eu comecei a reflectir sobre a melhor maneira de me pisgar daquele táxi. A comunicação fazia-se já por mensagens cifradas. Mas numa delas, a chave do código era fácil. "O que é que eu quero?", indagou ele. "Tu sabes bem o que é que eu quero".
A essa altura, eu já estava quase a dizer ao homem: "Ó meu amigo, se você quer tanto, vá lá ter com ela de uma vez; não se incomode comigo, eu saio já aqui e apanho o metro". Pensei também em pular pela janela, atitude que o motorista, absorto no seu tentativo romance, provavelmente não notaria.
Mas a chamada estava chegando ao fim, quiçá frustrada pela difícil conjugação dos desejos do senhor com o cão de guarda que ele tinha em casa. Afinal, ele desligou o telemóvel, olhou para mim através do retrovisor - que é o ângulo social dos taxistas - e rematou, com sorriso maroto: "É uma cliente especial". Imagino.
»
Ricardo Garcia

Religião católica preocupada com o ambiente

«Sem tabaco, a segurança social entra em colapso»

Tiago acaba em 10º!!!

Tiago Monteiro acabou em 10º lugar, no complexo circuito do Bahrain, no entanto este lugar foi conseguido com alguma "ajuda" das desistências entre as quais a de Michael Schumacher, campeão em título. Tiago Monteiro começou desde as primeiras voltas a debater-se com problemas no controlo de tracção do seu monolugar, mas mesmo assim, com a ajuda dos controlos electrónicos conseguiu levar o seu carro até ao fim e acabar num excelente 10º lugar. Tiago declarou «Estou tou mesmo contente pela equipa e por mim mesmo porque acabei no top dez na minha terceira corrida. Foi uma corrida muito difícil por causa do calor e não é fácil controlar o carro com temperaturas altas. Todos na equipa fizeram um bom trabalho ao longo do fim de semana».
Este Grande Prémio do Bahrain, foi um dos mais quentes de sempre da história da Formula 1, com as temperaturas do ar sempre a rondar os 40 graus e a pista a rondar os 50 (!!). Convém no entanto lembrar, que com as novas regras os pneus tem que aguentar a corrida toda (sensívelmente 305km) e com o calor, nas últimas voltas os pilotos sofreram para batalhar contra uns pneus já gastos e sem aderência, chegando mesmo a cometer alguns erros. Com o calor sentido quem sofreram muito foram os travões chegando mesmo a BAR-Honda a verificar isso mesmo tendo que retirar Takuma Sato de prova, devido ao excessivo desgaste do travão da roda anterior esquerda tornando o carro impossível de guiar.
Agora o campeonato tem uma pausa de 3 semanas para regressar à Europa com o Grande Prémio de San Marino. Durante essas 3 semanas, as equipas irão aproveitar para fazer melhorias nos seus monolugares, e Tiago Monteiro terá a opurtunidade de fazer mais voltas atrás do volante, de modo a adquirir mais experiência e de testar novas peças para o seu carro. Veremos como corre....
Alexandre MM Caetano

Saturday, April 02, 2005

Morte de João Paulo II

Jorge Sampaio: «Foi uma das figuras mais importantes da história contemporânea»

E já partiu...

... às 20.37

Courrier Internacional

Mais uma vez, esta semana, tenho o prazer de aqui anunciar a existência de uma nova publicação. Desta vez, trata-se de um jornal, o Courrier Internacional (versão portuguesa do conhecido jornal com mesmo nome).
Já tive oportunidade de dar uma olhadela à versão experimental (que saiu hoje com o Expresso) e, sinceramente, parece-me bastante interessante. Acima de tudo, parece-me que é algo que faltava no nosso País, um jornal internacional, que nos dá uma perspectiva bem mais alargada do mundo, do que aquela que estamos habituados a ver nos meios de comunicação portugueses.
É de salientar que é produzido a partir de uma base de artigos disponibilizadas por mais de 400 jornais de todos os continentes e que contará com artigos de personalidades como José Gil, Ana Gomes, Martins da Cruz, Cavaco Silva, António Guterres e Mia Couto.
O nº1 sairá na próxima sexta-feira, dia 8 de Abril. Estejam atentos.

Cabala

Pensem lá um pouco nisto.

Será que o Tiago tem futuro?

Sinceramente já não percebo nada. Prometeram muito quando ele foi para lá, disseram que certamente era melhor que o seu companheiro de equipa, mas até hoje, não se vê nada. Quer dizer, vê-se mas ao contrário, o seu companheiro de equipa a ser melhor que ele. Já estão concluidas duas corridas, mas digamos que em 58 voltas perder 50 segundos e em 53 perder outros 50, dá em média quase 1 segundo por volta (!!!) perdidos para o seu companheiro de equipa. Será que tem futuro? Ele deu provas em categorias inferiores, mas agora que está na principal, conseguirá mostrar o seu talento?
Este fim de semana corre o 3º grande prémio, e ele, em termos de voltas, tem estado bem melhor, no entanto sem sair da cauda do outro Jordan. Agora será que é o Narain que está mais lento, ou o Tiago evoluiu? Esperemos para ver...

Alexandre MM Caetano

Friday, April 01, 2005

Quantas vezes já mataram o Papa hoje?

Quando é que o "diz-se que" ou o "pensa-se que" é notícia?

Uma boa notícia II:

«Recolha de papel poupou 95 mil árvores

O papa

Estranho... Será que os papas n têm medo da morte? Todos os papas que eu tenha conhecimento, que souberam que iriam morrer devido a problemas de saúde, encaram-no com total naturalidade. É verdade que a morte é natural, mas ponho-me a pensar como é que eles conseguem manter-se calmos, mesmo sabendo que amanhã podem não acordar. Mas pronto, apenas espero que (espero que não seja mal entendido) se for para o papa sofrer, que morra depressa, pois está ele a sofrer e a fazer sofrer os crentes, que ainda acreditam na sua recuperação.

Toranja

Não sei se já tiveram oportunidade de ouvir a nova música dos Toranja, "Laços"... Se ainda não tiveram, procurem-na. Ela anda por aí... Entretanto, aqui fica a letra.

Andamos em voltas rectas na mesma esfera
Onde ao menos nos vemos porque o fumo passou
A chuva no chão revela as olhos por trás
É para limpar o que restou do que o tempo queimou

Tens frios demais a prender-te as cordas
Mas podes vir amanhã a acreditar no mesmo deus
Tens riscos demais a estragar-te o quadro
Se queres vir amanhã a acreditar no mesmo deus

Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços

Andamos em voltas rectas na mesma esfera
Mas podes vir amanhã, se queres vir amanhã, se podes vir amanhã
Tens riscos demais a estragar-me a pedra
Mas se vieres sem cor para a procura de luz

Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços

Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Meu amor
Meu amor

(nota: esta letra foi tirada de ouvido, por isso não sei se é mesmo assim)