Sunday, January 16, 2005

Requiem For A Dream


Realizador
Argumento
Actores principais
Produtores
EUA, 2000, Cores, 102 min.

Adaptado do livro de Hubert Selby Jr., Darren Aronofsky fez um filme que é um verdadeiro pesadelo sobre o mundo das drogas, uma fábula sobre a dependência que envolve duas formas distintas, tanto o aspecto mais evidente das drogas ilegais quanto o lado dos medicamentos e da própria televisão, onde cada um se consome à sua maneira.
Ellen Burstyn (nomeada para os Óscares) vive o papel de Sara Goldfarb, uma senhora cujo filho é viciado em heroína e que regularmente rouba a televisão da casa para se conseguir sustentar. Um dia, Sara recebe um convite para participar da gravação de seu programa de TV favorito e, convencida de que para isso precisa emagrecer, passa a consumir uma grande quantidade de anfetaminas.
Aronofsky mostra a degeneração progressiva de Sara através de uma câmara subjectiva e cheia de justaposições, incluindo variações no ritmo do filme, conforme o efeito de cada droga (seja pelas alucinações de Sara ou pelas reacções hipnóticas dos amigos do seu filho).
À maneira de «Transpoiting», ainda que com um estilo mais bizarro e soturno (lembra um pouco David Lynch), o filme não coloca a dependência como algo glorioso, mas, como disse o próprio director, como uma característica essencial no ser humano. Algumas sequências reúnem as personagens em telas múltiplas, indicando que, apesar de terem causas diferentes, eles estão unidos por um destino comum.


Saturday, January 15, 2005

«QUERO SABOREAR O INFINITO...»

Thursday, January 13, 2005

Chullage - Dedicatória

(Pa tudo nha people na xon
Pa tudo nha people na prison
Pa tudo people que ta sofren, obi li quel som)

Dedicatória para aqueles que só fazem parte da nossa história
Mas que estão sempre presentes nas ruas da nossa memória
Brothers para quem a sobrevivência foi uma guerra obrigatória
Mas acabaram por perdê-la, rimo pela vossa glória
G's atrás das grades são considerados escória
Mas pra mim são soldados para quem a vida é a única vitória
Capturados por polícias racistas e atrozes
Devorados por juizes falsos, moralistas e ferozes
Que não compreenderam que pra pitar tiveram mesmo que catar
aqueles tugas com bué da posses ou payar aquelas doses
são tantas as vozes que nunca mais eu vou ouvir
abraços vou ter que esperar até voltar a sentir
Mães talvez nunca mais venham a sorrir
porque a perda de um filho é algo que pra sempre dói
a polícia, a droga, a fome, a obra nos destrói
desunião nos auto-destrói e é isso que mais me rói
ninguém é herói nesta guerra cheia de armadilhas
que já vestiu de preto inúmeras famílias
na tuga ou lá nas ilhas e continua a derramar
sangue, lágrimas, suor neste inferno
a força exterior esconde o sofrimento interno
por aqueles que já só vivem no coração,
na mente e nas páginas deste caderno
nas dezenas de memórias que escrevo no meu caderno
até ao dia do reencontro no descanso eterno

(Pa tudo nha peoples na chon, pa tudo nha peoples na prison,
pa tudo nha people que ta lutan por se pon, obi li quel som
pa tudo nha peoples que ta sofren obli li quel som niggas, obi li quel som)

[Refrão]
One love pra todos os prisioneiros desta guerra
pra todos aqueles que já se encontram debaixo da terra
todo o brother preso quando a necessidade suprimia
pra todo o nigga que ao lado de Deus nos guia (2x)

Yo, tanto peepz acabou morto
por (?) da miséria, do frio e do desconforto
brothers teriam futuro na arte, na escola ou desporto,
mas a vida deu pró torto
tantos aqueles que construiram lesões, ou morreram em construções
onde trabalhavam para aldrabões
tantos vitimados em perseguições de polícia
que fodem o nosso povo com perícia e bué malícia
tantos que no ghetto por falta de condições contraíram doenças
em mais de mil e uma formas o Diabo vai lendo as sentenças
enganando os nossos jovens com desavenças e crime
cash rules everything around e por isso o nigga prime
o vitimado e outro fechado a pagar pelo crime
e quando o tuga nos suprime, nos oprime
e o seu contentamento exprime
Ess coisas ta ferim nigga
tantos aqueles que eu vi partir no banco de trás de um carro de patrulha
tantos aqueles que perderam tudo na ponta de uma agulha
niggas baleados, esfaqueados à porta da disco
tantas fezadas que não valeram a pena o risco
brothers apanhados em emboscadas onde a miséria foi o isco
enquanto há FDPs livres que roubaram o estado ou o fisco
quantos brothers já passaram pelo banco dos réus
quantos encontraram a paz e o descanso nos céus
quantos a polícia filou como se eles fossem troféus
e escondeu a verdade como falsas virgens escondem a cara atrás dos véus
quantos foram atirados para fora das naus
quantos foram castigados com chicotes, pedras e paus
se querem que eu diga, foram tantos que eu já esqueci
por isso dedico isto a todos aqueles que nunca foi feito um minuto de silêncio por si

(Pa todos os outros yo, cresce o nigga no ghetto
viram a saída, (?) os que nos querem tirar a vida)

[Refrão]
One love para todos os prisioneiros destas guerra
pra todos aqueles que já se encontram debaixo da terra
todo o brother preso quando a necessidade suprimia
pra todo o nigga que ao lado de Deus nos guia (2x)

São rimas feridas que choram as vidas
nas ruas perdidas e as sentenças lidas
as (?) temidas, unidas, na (?) pelo sangue ou pela cor
é enorme a dor, de perder alguém
é terrível saber que ele foi e que ele não vem
people fiquem bem, estejam na terra ou no além

Toninho fica bem,
Sónia fica bem,
Hey mano fica bem,
Joceline fica bem,
(?) fica bem,
Dona Avelina fique bem,
(?) porta-te bem,
bro, pró meu peoples (?) aguentem-se bem
tudo nha people (?), tudo nha peoples na chon (?)
Nos ta oia um dia, nu ta odja um dia
Todo o brother preso quando a necessidade suprimia
(Nhos niggas que) que ao lado de Deus nos guia
Nus ta oia um dia

HARDCORE, ESCREVENDO CERTO POR RIMAS TORTAS
MENSAGEIRO DO GHETTO YO A FAMA NÃO NOS ILUDE
HARDCORE, ESCREVENDO CERTO POR RIMAS TORTAS
MENSAGEIRO DO GHETTO YO A FAMA NÃO NOS ILUDE
STREET FIGHTERS, E GHETTO SUPASTARS
MÚSICA DO GHETTO, SANGUE LÁGRIMAS SUOR
ONE LOVE PRA TODOS AQUELES (NOSSO POVO VIVE NA PRISÃO)
ONE LOVE PRA TODOS AQUELES (NOSSO POVO VIVE NA PRISÃO)

RED EYES!

Wednesday, January 12, 2005

Pink Floyd - Hey You

Hey you,
Out there in the cold,
Getting lonely, getting old,
Can you feel me?

Hey you,
Standing in the aisle,
With itchy feet and fading smile,
Can you feel me?

Hey you,
Don't help them to bury the light.
Don't give in, without a fight.

Hey you,
Out there on your own,
Sitting naked by the phone,
Would you touch me?

Hey you,
With your ear against the wall,
Waiting for someone to call out,
Would you touch me?

Hey you,
Would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home.

But it was only, fantasy.
The wall was too high, as you can see.
No matter how he tried, he could not break free.
And the worms ate into his brain.

Hey you,
Out there on the road,
Always doing what you're told,
Can you help me?

Hey you,
Out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall,
Can you help me?

Hey you,
Don't tell me there's no hope at all.
Together we stand, divided we fall.

Conclusão...

O que disse há dias pode vir bem a acontecer. As chatices continuam, as coisas não se endireitam. Em quem julgava poder confiar, com quem pensava poder vir a ter uma conversa decente, não dá. Pensei que fosse uma época apenas temporária, mas afinal não é. Pensei que os problemas, com esta idade, com uma simples conversa se resolviam, mas afinal não é bem assim. Sonhos demoronoram-se, objectivos falham... Sinto-me incapaz de continuar a fazer uma vida totalmente descontraida e normal nesta cidade. Ou pelo menos com estes amigos. Preciso de uma mudança, e das grandes. Já disse isto e voltarei a repeti-lo. Para o ano, se o Estado sempre encurtar os cursos para 3 anos, vou para a Universidade da Beira Interior tirar Engenharia Aeronautica. Talvez seja a única forma de arranjar novos amigos, de crescer a nível de ser humano. Se realmente fizer isto, irei matar-me de estudar, para conseguir uma bolsa para ir para os Estados Unidos mais propriamente para o MIT tirar um mestrado. Depois a longo prazo, entrar numa equipa de Formula 1, apesar de me satisfazer com uma marca, fazer os desenhos dos carros, que iriam circular.
Neste momento só tenho de pedir desculpas a uma pessoa, que sei que irei abandonar, e que isso me irá custar muito. Falo da Patrícia, rapariga que muitas das vezes me fez rir quando estava mais em baixo. Nunca poderei fazer aquilo que ela fez por mim, houve/há/haverão (espero eu) muitas chatices, mas conseguiram-se resolver a maioria. Belos momentos que passei com ela. Mas pronto, para terem a noção, é a unica pessoa que tenho aquele medo de perder a sua amizade. O resto de "amigos/as" que tenho, vivo com eles uma sensação de hipócrisia. Olhamo-nos de lado, desconfiamos de todos. E há lá uma pessoa então que me irrita profundamente. Não direi nomes, mas caso ela venha ler, fácilmente verá quem é. Digamos que me pregou duas partidas que nunca aceitarei as suas desculpas. Duas raparigas de quem gostei, que ela praticamente arruinou a minha amizade com elas. Ela como tem namorado, e até fez o favor de regressar para ele ao fim de algum tempo, não percebe a dor que me seguiu durante tanto tempo. O pior de tudo é que nem os vejo como namorados, mas sim como amigos coloridos tendo em vista a falta de amor que ambos demonstram ter um pelo outro. Agora prepara-se para fazer uma terceira vez, mas como se afastou de mim, não irá perceber o que se irá passar.
Mas resumindo, estou no fundo de um poço em que entra uma luz muito diminuta e não sei se amanhã poderei aparecer ao cimo da terra para contar o que se passou ou se irá passar.
Alexandre Caetano

Tuesday, January 11, 2005

«5 Sentidos»

A arte do nu. Simplesmente lindo...

Monday, January 10, 2005

Mind da Gap - Falsos Amigos

Falsos amigos não preciso, dispenso a vossa inveja
Nunca hei-de vos ligar puto, seja pelo que seja
Quem fala nas minhas costas, respeita-me a cara
Para serem porcos a sério juntem-se logo a uma vara
Quem é meu amigo, eu reconheço e respeito
Agradeço por tudo, guardo sempre no meu peito
Não tem jeito nenhum já me conheceres agora
Porque viste uma foto nossa no jornal à uma hora
Interesseiros não me interessam, estão condenados
Ao desprezo, não passam de inimigos disfarçados
Falsos, invejosos, até aos ossos, hipócritas
Dás-me uma mão, com a outra espetas-me nas costas
Respostas pás minhas perguntas eu procuro
De futuro já sabes, desiste porque eu estou seguro
Falas do que não sabes, só causas entraves
O respeito por ti caiu como na Amazónia aves
Todos os tivemos a não ser eles próprios
Falsos como notas de 5000 nojentos como mictórios
Penetram-se como supositórios eles chegam a ser tão impessoais como cartórios
Falsos amigos verdadeiros inimigos é igual
Era normal, agora queres-nos juntos como pimenta e sal
Na mesa mas debaixo divides como um cacho de bananas
Comido por macacos nas Bahamas
A aura que emanas não convence
És baixo como o Prince, confiei em ti e tiras o que me pertence

Falsos amigos são fingidos, estamos protegidos contra inimigos
Eles baralham-te os sentidos, trazem-te sentimentos distorcidos,falsos amigos
x2

Um amigo não te apresenta facturas pelo que faz por ti
Tem respeito, não se esconde quando se ri de ti
Caguei pra ti, sou real e verdadeiro
Hoje sou herói, mas ainda ontem era azeiteiro
És foleiro, estranho como um estrangeiro
Sou dono do meu mundo no qual tu és forasteiro
Não tem significado, o que dizes está errado
Devias saber que não vales um tostão furado
Por outro lado estou contente, agora está assente
Não vou em conversas
Não precisam de ter pressas
Tanta graxa que dás, tornarias as nuvens pretas
Dantes não era assim, tu só tens tretas
Outros são o contrário, dantes tudo bem agora tudo mal
São tão vulgares como água num arrozal
Querem a tua ajuda mas não te dão hipótese
Dão uma mão mas não passa de uma prótese
Um amigo não te defende e elogia com a mentira
Ofende com a verdade por muito que esta te fira
Um amigo não finje que não te conhece num dia
Para noutro pedir um favor, sabe que precisa
Falso, quando te vejo, um escorpião vem-me à ideia
Assemelhaste a uma aranha que espera na sua teia
És falso, com 2 caras, 2 poses, 2 atitudes
Mind da Gap não te grama mesmo que nos chamem rudes
Mind da Gap não te grama mesmo que nos chamem rudes...
x4
Falsos amigos são fingidos, estamos protegidos contra inimigos
Eles baralham-te os sentidos, trazem-te sentimentos distorcidos,falsos amigos
x2
Mind da Gap não te grama mesmo que nos chamem rudes...[bué- vezes!]

Reclamação na Administraçao Pública

Sua Excelência Primeiro-ministro de Portugal
C/c Sua Excelência Ministra da Educação de Portugal

Como certamente é do Vosso conhecimento, às 3H30 ( três horas e trinta minutos ) da madrugada do dia 21 ( vinte e um ) de Setembro deste ano de 2004 ( dois mil e quatro ), saiu uma lista de colocação de professores. Dessa lista constava o meu nome e a colocação que me foi atribuída, sendo eu colocado na escola de código 344862, código esse referente à escola EB 2,3 de Castro Marim. Vossas Excelências decerto compreenderão a extrema alegria que para mim significou essa colocação, pelo que foi com grande pesar que tomei conhecimento que, às 4H15 ( quatro horas e quinze minutos ) da mesma madrugada, a referida lista havia sido retirada e substituída por uma curta declaração que dava como inválido todo o processo que conduziu à sua publicação.
Dado que, ao contrário do que é continuamente afirmado pelos membros do Vosso Governo, a vida está verdadeiramente difícil, dado que não pertenço às centenas de pessoas que foram por Vós nomeadas para cargos na função pública e dado o facto de não acreditar que venha a beneficiar de uma reforma milionária como o Vosso companheiro do PSD Mira Amaral ( apesar de ter sete anos de serviço ao contrário dos dois anos que ele prestou na CGD ), venho por este meio solicitar que me seja pago o salário correspondente aos 45 ( quarenta e cinco ) minutos em que estive colocado na escola EB 2,3 de Castro Marim pois esse dinheiro bem falta me faz.
Mais acrescento que, se houver algum problema com o programa informático responsável pelo processamento dos vencimentos, manifesto a minha disponibilidade para me deslocar ao Ministério das Finanças para que possa receber manualmente o que me é devido.

Muito Respeitosamente

Um Professor do 11º Grupo B

PS - Dado o facto de ter usado nesta missiva palavras ou expressões cujo significado vos possa ser estranho, elaborei um glossário que segue em anexo a esta carta.

Glossário

11º Grupo B - Grupo disciplinar constituído pelos professores que leccionam Biologia e Geologia ao 3º ciclo do Ensino Básico e ao Ensino Secundário.
Biologia - Ciência que estuda os seres vivos, os seus processos e as suas características.
Geologia - Ciência que estuda a matéria mineral, os seus processos e as suas características.
Matéria Mineral - Matéria que não apresenta as características dos seres vivos. A matéria mineral caracteriza-se, entre outras coisas, pela completa ausência de inteligência ou de sentimentos, mesmo nas suas formas mais primárias. Um pequeno esclarecimento, apesar de todas as evidências nesse sentido, nem o actual nem a antiga Ministra das Finanças se enquadram nesta definição.
Ensino Básico - Por muito estranho que Vos possa parecer, não está relacionado com o ensino das bases que neutralizam os ácidos. O ensino básico corresponde aos nove anos de escolaridade obrigatória em que são ministrados os saberes e desenvolvidas as competências consideradas como essenciais para o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos.
Ensino Secundário - Ensino de cariz mais técnico e específico que tem como função preparar os jovens para o seguimento dos estudos a nível universitário, ou para a sua inclusão numa via profissionalizante.
Professor - Pessoa que ensina algo a alguém. Profissão bastante considerada e respeitada nas sociedades desenvolvidas. Não confundir com a realidade Portuguesa em que o professor é um nómada sem direito a estabilidade profissional, reconhecimento social nem salário condizente com o seu estatuto.
Escola - Local onde é ministrado o saber e as competências essenciais ao correcto desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que as escolas são armazéns de miúdos onde professores e auxiliares de acção educativa têm que cuidar dos filhos dos papás, quando estes pensam que se educa uma criança enchendo-a de consolas, playstations, telemóveis de último modelo e roupas de marca.
Auxiliares de Acção Educativa - Profissionais que, nas escolas, auxiliam os professores na sua tarefa de formar pessoal, social e humanamente os alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que os auxiliares de acção educativa são pessoas sem formação específica que, com contratos precários, salários miseráveis e diminutas hipóteses de progressão na carreira, lavam escadas, limpam casas de banho e cortam a relva das escolas.
EB 2,3 - Escolas que ministram os segundo e terceiro ciclos do ensino básico.
Reforma - Aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses recebe depois de 35 anos de serviço ou 60 anos de idade. Excepção feita à Vossa gloriosa casta.
PSD - Também referido por alguns como PPD/PSD. Agência de empregos especializada em colocar as pessoas certas nos lugares errados e nos momentos mais inoportunos, como aliás se pode notar no Vosso caso.
Programa Informático - Software criado por técnicos especializados que, normalmente, é testado antes de adquirido. Quando manuseado por pessoas devidamente formadas para o efeito é bastante prático e poupa muito trabalho.
Manualmente - Com recurso à mão.
PS - Post Scriptum. É uma expressão latina que significa " depois do que está escrito ". Não confundir com P.S. ( Partido Socialista ) .
(recebido por mail)

Saturday, January 08, 2005

O-Zone - Dragostea Din Tei

Dragostea din tei
Halo, salut
Sint eu, un haiduc
Si te rog, iubirea mea
Primeste fericirea

Halo,
Sint eu Picasso
Ti-am dat chip
Si sint voinic
Dar sa sti, nu-ti cer nimic

Refr.: Vrei sa pleci, dar nu ma nu ma iei
Nu ma nu ma iei...
Chipul tau si dragostea din tei
Mi-amintesc de ochii tai

Te sun,
Sa-ti spun
Ce simt acum
Alo, iubirea mea,
Sint eu, fericirea

Alo alo
Sint iarasi eu picasso,
Ti-am dat chip si sint voinic,
Dar sa sti, nu-ti cer nimic

Refr....
Mmmmmm


Digam lá que não pensavam que esta música era só ruido. Afinal também tem uma letra, e digam lá que não é bonita. LOL

Friday, January 07, 2005

A Ida do Homem à Lua

Recebi hoje um mail sobre a ida do Homem à Lua, numa versão um pouco diferente da que estamos habituados. Sei que parece uma história tirada de um episódio dos X-Files, de tão intrigante e conspirativa que é, mas é realmente estranhíssimo e não resisti a deixá-la aqui. Nem vou comentar (acho que estou demasiado estupefacta e incrédula para o conseguir fazer para já), mas espero pelas vossas opiniões... =P

Wednesday, January 05, 2005

Mão Morta - Tu Disseste

Tu disseste "quero saborear o infinito"
Eu disse "a frescura das maçãs matinais revela-nos segredos insondáveis"
Tu disseste "sentir a aragem que balança os dependurados"
Eu disse "é o medo o que nos vem acariciar"
Tu disseste "eu também já tive medo. muito medo. recusava-me a abrir a janela, a transpôr o limiar da porta"
Eu disse "acabamos a gostar do medo, do arrepio que nos suspende a fala"
Tu disseste "um dia fiquei sem nada. um mundo inteiro por descobrir"
Eu disse "..."

Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"

Tu disseste "agora procuro o desígnio da vida. às vezes penso
encontrá-lo num bater de asas, num murmúrio trazido pelo vento, no piscar de um néon. escrevo páginas e páginas a tentar formalizá-lo. depois queimo tudo e prossigo a minha busca"
Eu disse "eu não faço nada. fico horas a olhar para uma mancha na parede"
Tu disseste "e nunca sentiste a mancha a alastrar, as suas formas num palpitar quase imperceptível?"
Eu disse "não. a mancha continua no mesmo sítio, eu continuo a olhar para ela e não se passa nada"
Tu disseste "e no entanto a mancha alastra e toma conta de ti. liberta-te do corpo. tu é que não vês"
Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"

Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"

Tuesday, January 04, 2005

Queen - Innuendo

One two three four

Ooh ooh

While the sun hangs in the sky and the desert has sand
While the waves crash in the sea and meet the land
While there's a wind and the stars and the rainbow
Till the mountains crumble into the plain

Oh yes, we'll keep on trying
Tread that fine line
Oh, we'll keep on trying
Yeah
Just passing our time

Ooh ooh

While we live according to race, colour or creed
While we rule by blind madness and pure greed
Our lives dictated by tradition, superstition, false religion
Through the eons and on and on

Oh, yes, we'll keep on trying, yeah
We'll tread that fine line
Oh oh we'll keep on trying
Till the end of time
Till the end of time

Through the sorrow all through our splendour
Don't take offence at my innuendo

Duh duh duh duh duh duh duh
Duh duh duh duh duh duh duh duh duh duh duh

You can be anything you want to be
Just turn yourself into anything you think that you could ever be
Be free with your tempo, be free, be free
Surrender your ego - be free, be free to yourself

Ooh ooh, yeah

If there's a God or any kind of justice under the sky
If there's a point, if there's a reason to live or die
Ha, if there's an answer to the questions we feel bound to ask
Show yourself - destroy our fears - release your mask
Oh yes, we'll keep on trying
Hey, tread that fine line
(yeah) yeah
We'll keep on smiling, yeah
(yeah) (yeah) (yeah)
And whatever will be - will be
We'll just keep on trying
We'll just keep on trying
Till the end of time
Till the end of time
Till the end of time

Monday, January 03, 2005

Sérgio Godinho e Caetano Veloso - Lisboa Que Amanhece


Cansados vão os corpos para casa
dos ritmos imitados de outra dança
a noite finge ser
ainda uma criança
de olhos na lua
com a sua
cegueira da razão e do desejo

A noite é cega e as sombras de Lisboa
são da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
amou como se fosse
a mais indefesa
princesa
que as trevas algum dia coroaram

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

O Tejo que reflecte o dia à solta
à noite é prisioneiro dos olhares
ao cais dos miradouros
vão chegando dos bares
os navegantes
amantes
das teias que o amor e o fumo tecem

E o Necas que julgou que era cantora
que as dádivas da noite são eternas
mal chega a madrugada
tem que rapar as pernas
para que o dia não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

Em sonhos, é sabido, não se morre
aliás essa é a única vantagem
de, após o vão trabalho
o povo ir de viagem
ao sono fundo
fecundo
em glórias e terrores e venturas

E ai de quem acorda estremunhado
espreitando pela fresta a ver se é dia
a esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido
ruído
que a noite, a seu costume, transfigura

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

Sunday, January 02, 2005

Pluto - Só mais um começo

Estamos de volta de bom humor
Sempre essa ideia na mente
É para lembrar o motivo
É que hoje sinto-me vivo
E seja porque motivo for
Porque motivo for
Porque motivo for...

É so mais um começo
Com teus dentes no chão...

Sempre na mira de um bom amor
Guarda essa ideia na mente
E esquece qualquer aviso
Um dia quando preciso
Voltas para que desejo for,
Para que desejo for...

É so mais um começo
Com teus dentes no chão...


É so mais um começo

Com teus dentes no chão...

Vamos levando até quando for desejo do desejo
Vai dizendo hoje eu vejo que amanhã é a maior mentira
Eu não sei o que eu quero e é por isso que eu procuro


Depois da passagem de ano, esta música foi aquela que consigo adaptar-me melhor... Enfim...

A passagem de ano...

Ainda estou mais ou menos sem palavras. Algo aconteceu, mas não sei ainda bem o quê. Preciso de tempo, então aí talvez possa referir aquilo que se passou. Não sei se é bom, não sei se é mau, mas noto que algo aconteceu. Agora é verdade que contra aquilo nada posso fazer, e nada nem ninguém me há de impedir de fazer aquilo que agora me ocorre. Talvez deixe a faculdade e vá trabalhar até para o próximo ano lectivo. Sei que talvez não seja a melhor hipótese, mas desilusões já são muitas, e a continuar aqui, ainda irei ver mais umas quantas. Odeio viver aqui, odeio amar aqui. Preciso de ar, preciso de vida, preciso de obter algo que me consiga governar. Não sei viver aqui, preciso de uma vida nova. Agora perdoai-me mas tenho de ir almoçar.
Não sei que faça, só o tempo dirá, só o tempo me fará ficar aqui...