Tuesday, December 21, 2004

Nirvana - Dumb

I'm not them
but I can pretend
The sun is gone
but I have a light
The day is done
but I'm having fun
I think I'm dumb
or maybe just happy...
Think I'm just happy
Think I'm just happy
Think I'm just happy
My heart is broke
but I have some glue
Help me inhale
and mend it with you
We'll float around
and hang out on clouds
Then we'll come down
and have a hangover...
Have a hangover
Have a hangover
Have a hangover
Skin the sun
Fall asleep
Wish away
The soul is cheap
Lesson learned
Wish me luck
Soothe the burn
Wake me up...
I'm not like them
but I can pretend
The sun is gone
but I have a light
The day is done
but I'm having fun
I think I'm dumb
or maybe just happy
Think I'm just happy...
Think I'm just happy
Think I'm just happy
I think I'm dumb(12x)

Hino de Alvares - A Nossa freguesia

Alvares antiga vila,
Entre montes e pinhais,
Faz-nos lembrar doce ninho
No meio de roseirais.

Aqui Alvares,
A nossa terra,
Aqui Alvares
Nosso torrão,
Somos serranos,
Viemos lá da Serra
Olaré!
Onde temos o coração.

A ribeira do Sinhel
Passa-nos mesmo à beirinha
É S. Mateus que nos guarda,
Nos guarda e nos encaminha.

Aqui Alvares,
A nossa terra,
Aqui Alvares
Nosso torrão,
Somos serranos,
Viemos lá da Serra
Olaré!
Onde temos o coração.

Já foi sede de concelho
Já cá houve pelourinho,
Mas agora, abandonada,
Bem precisa de carinho.

Aqui Alvares,
A nossa terra,
Aqui Alvares
Nosso torrão,
Somos serranos,
Viemos lá da Serra
Olaré!
Onde temos o coração.

Icon & Black Roses - Black Rose

Some black roses on the floor
And gliding petals on the river
Your tears are so cold
They‘re twisting streams on your pale skin

But once you had a red rose on your hands
And spread its seeds away while hoping they'd blossom red
Sound and safe from that tainted soul of yours

Because your soul is black you fear the sun, wind and rain
And would never let them to shine, blow or fall on your grave
So the red roses are black for you today

Some black roses on the floor
And drips of blood on your fingers
With every thorn you hurt so deep
While harvesting on your death field

With honesty justice and dignity you can't turn your roses red

Roses are black roses for you today

«O verbo no infinito»

Ser criado, gerar-se, tranformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e depertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Vinicius de Moraes

«A rosa de Hiroxima»




Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.


Vinicius de Moraes

Monday, December 20, 2004

Pedro Abrunhosa - Será

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda.
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.

Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.

Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será,
Será,
Será!


Linda? Claro...

Tuesday, December 14, 2004

Alma de quem procura...

Ai caramba...
Queria tanto saber,
Se tu me amas assim
Ou sou eu a sofrer...

Os dias passam por mim
Mas tu não me ligas,
Adoro-te... Mais que tudo!
Sento-me, espero por ti...

Os dias passam por mim
E tu nunca mais chegas...
Demorarás tanto assim
Ou sou eu que sonho?
Adoro-te como ao céu
Num dia de Sol...

O tempo... Tenho todo...
Espero e sento-me,
Não sei se virás ou não
Mas eu espero...

Doi-me a alma, porque não sei...
Não sei se sou só eu,
Ou se tu existes.
Vivo na incerteza,
Da noite e da escuridão.
Não sei como viver
Sem sentir a tua mão.

Agora corre-me uma lágrima,
Em direcção ao chão...
Consigo apanhá-la,
Olho e vejo-te a ti.
És a minha alma
Eu quero-te aqui!

Alexandre MM Caetano

Sunday, December 12, 2004

Massive Attack - Hymn Of The Big Wheel

The big wheel keeps on turning
On a simple line day by day
The earth spins on its axis
One man struggle while another relaxes

There's a hole in my soul like a cavity
Seems the world is out to gather just by gravity
The wheel keeps turning the sky's rearranging
Look my son the weather is changing

I'd like to feel that you could be free
Look up at the blue skies beneath a new tree
Sometime again
You'll turn green and the sea turns red
My son I said the power of reflections over my head
The big wheel keeps on turning
On a simple line day by day
The earth spins on its axis
One man struggle while another relaxes


We sang about the sun and danced among the trees
And we listened to the whisper of the city on the breeze
Will you cry in the most in a lead-free zone
Down within the shadows where the factories drone
On the surface of the wheel they build another town
And so the green come tumbling down
Yes close your eyes and hold me tight
And i'll show you sunset sometime again

The big wheel keeps on turning
On a simple line day by day
The earth spins on its axis
One man struggle while another relaxes
As a child solemn pray my hope hides in disguise
While satellites and cameras watch from the skies
An acid drop of rain recycled from the sea
It washed away my shadow burnt a hole in me
And all the king's men cannot put it back again
But the ghetto sun will nurture life
And mend my soul sometime again

The big wheel keeps on turning
On a simple line day by day
The earth spins on its axis
One man struggle while another relaxes
(x2)

Distante, ou n...

Deito-me nas lágrimas
Que demarrei por ti.
Chorei não sei porquê
Chorei noites sem fim
Até um dia acordar,
E sair do mundo para andar.

Sou um caminhante,
Nas veias do teu corpo,
Vou estar sempre presente
Até um dia morreres
E eu desaparecer,
Porque morrerei também.

Somos inseparáveis,
Neste infinito espaço.
Quero isto tanto como tu
Não me quero separar,
É verdade que existes
Mas não quero acreditar,
A realidade é cruel
E tu és um sonho sem fel.

Queria tanto acordar
E ter-te ao meu lado,
Estamos cansados
Porque nem isto fazemos.

Queriamos estar juntos
Mas estamos tão distantes,
Não passo de um amante
Que não deixas de amar
Pois existe o amor no meio de nós.

Agora vou sonhar contigo
Até acordar.
Deito-me no ninho
Onde guardo o teu cheiro,
Recordo o teu amor,
Vou dormir no ninho,
No ninho do amor.

Alexandre MM Caetano

Saturday, December 11, 2004

Aquilo...

Lembro-me daquilo,
Lembras-te?
Odeio-te com todas as minhas forças.
Fazes-me lembrar um verme.
Tiraste-me a alegria
Deste-me a tristeza.
Odeio-te...

Vivo agora só,
Num mundo indeterminado.
Apetece-me morrer só,
Sem nada ao meu lado.

A faca em que vou pegar
Leva-me ao fim do mundo,
À espera dessa morte.

Querias que eu morresse
Num dia escuro e sombrio,
Mas vou morrer, sim
Num dia de sol, com a luz em cima de mim.

Impossível dizes tu.
Eu digo que não.
A alma é minha,
Está me no corpo,
O sangue das tuas mãos.

Sangue que escorre
Para cima de mim,
Bebo-o enquanto estou vivo
Para morrer contigo,
Porque não desejo a solidão.
Quero um pedaço de ti
Para poder sorrir.

Tu lá longe,
Pedes-me coisas,
Uma das quais a alma
Mas isso não posso dar
Porque sem ela fico vazio.

Lembras-te do meu olhar?
Lembras-te daquilo?
Aquilo que senti
Sem pensar no depois.
Amámos, ficámos juntos
Num dia de chuva.
Chovia lá fora, e havia relâmpagos.
Eramos nós a suar e a chocar um no outro.

Mas esqueci-me de tudo
Até um dia me lembrar
Que tu foste o meu mundo
Que eu queria amar...

Alexandre MM Caetano

Kath Bloom - Come here

There's wind that blows in from the north.
And it says that loving takes this course.
Come here. Come here.
No I'm not impossible to touch I have never wanted you so much.
Come here. Come here.
Have I never laid down by your side.
Baby, let's forget about this pride.
Come here. Come here.
Well I'm in no hurry. Don't have to run away this time.
I know you're timid.
But it's gonna be all right this time.

Tuesday, December 07, 2004

«O Amor Protege de Tudo... Ou Talvez Não.»

«Era Verão e as férias tinham começado há uma semana. Como sempre, estava na Nazaré, na casa da minha avó. Este ano ia ser diferente. Tinha feito 17 anos há poucos dias e, finalmente, ia poder sair à noite com as minhas primas e amigos.
Na praia fazíamos aas parvoíces do costume: jogar raquetes, piscar os olhos aos rapazes, contar anedotas, comer gelados.
O Paulo era mesmo muito giro. Tinha 19 anos e olhos verdes. Sei lá porquê, foi a mim que escolheu e ia morrendo derretida quando ele me perguntou ao ouvido: "Queres namorar comigo?", como nos filmes antigos e nas novelas...
Não era só uma paixão de Verão. O Paulo dizia isso todos os dias e, quando as férias acabaram e cada um voltou para sua casa, escrevíamos, telefonávamos, e, fim-de-semana sim, fim-de-semana não, viajávamos 60 quilómetros para nos encontrarmos.
Eu era virgem. Ao fim de quatro meses de namoro já tinhamos "avançado" tanto que resolvi tomar a pílula. Claro que sabíamos que não podíamos ter um bébé!
Fizemos amor três vezes. Começaram os exames, o Paulo tinha muito que estudar, cada vez tinhamos menos contacto.
Comecei a sentir-me estranha: tinha náuseas, um pouco de febre, estava sempre indisposta. Fui ao médico, fiz um teste para saber se estava grávida. Não, não estava. O Paulo telefonou. Tínhamos de falar, ele tinha feito as pazes com a ex-namorada, era uma história complicada, tinham namorado dois anos, terminaram, andaram com outras pessoas, blá, blá, blá... O Verão acabou, definitivamente. E não houve Outono. A transição foi de 40 graus à sombra aí para uns 10 negativos.
Pensava que todo este desconforto físico que sentia tinha a ver com a devastação emocional provocada pela perda. As minhas amigas diziam-me que já não se morre de amor.
Não é verdade. Tenho 32 anos e estou a morrer. De SIDA ou de amor, agora já tanto faz...»

Marta


Agenda 2001, «Amar Amar Perdidamente, Amar Amar Seguramente; SOCTIP - Sociedade Tipográfica, S.A.

Este é para AQUELES que ainda não perceberam o a importância de determinados contraceptivos.

Wednesday, December 01, 2004

Continuação da discussão - Pêlos Pubicos

Pois é, outro tema discutível. Afinal como usar? Rapadinhos, aparados, ao natural ou com desenhos? lol Pois é, com desenhos, há muita gente que os usa assim. Quanto aos homens, deve-se usar como? Ao natural? Digamos que há fetishes quanto ao uso desses pelos. Conheço pessoas que adorariam ser surpreendidos por um desenho mais estravagante. Um amigo meu diz que quanto a isso é muito bom encontrar uma seta a indicar a "entrada". Eu cá prefiro sempre ver uma "arranjadinha", chamo a isto com pelos, mas não em excesso, devidamente aparados. Sem nada fica muito despida, para além de fazer lembrar pele de uma criança, quando ainda não tem pelos. Enfim... Há gostos e gostos. Além disso, como é que depila essa área? Com que meios? lol
Turma M01 - Finanças (de novo)

Tuesday, November 30, 2004

O Sexo

Mas afinal o que é isso? Será que existe amor no sexo, ou é sexo no amor? Será necessário ter sexo? Minha nossa... É que se não, sou um desgraçado. Depois, é óbvio que a masturbação não substitui o sexo, mas complementará? Agora outra cena. Haverá alguém que não tenha tido um orgasmo às custas da masturbação? Este foi o tema de conversa lá da faculdade. Sinceramente, acho-me capaz de viver feliz sem sexo, sem nada. É verdade que pode sempre alegrar os dias, mas mesmo assim, acho que não é daquelas coisas essenciais na vida. No entanto, porque haverão tantos "amigos coloridos"? Admito que me masturbo, e acho que mesmo pessoas com namorado/a também o fazem, e conheço casos em que isso acontece, quer da parte feminina, quer masculina. Agora, sexo anal, oral ou vaginal? Acredito que anal seja doloroso. Oral, pronto, há gostos e gostos, mas às vezes é o que se usa, para substituir o vaginal. Vaginal, é daquelas coisas, que é quase sempre, a primeira coisa que se usa, e o mais normal. E assim acabo este meu diálogo, sobre uma conversa que se teve na faculdade. Amanhã outra cena sobre hoje, mas já é outro tema.
Finanças - T01
(é a minha turma, fomos nós que discutimos)

«Não há amor como o primeiro»

Há relativamente pouco tempo, numa das raras conversas minimamente interessantes que tenho tido no comboio, “descobri” o porquê do mito do “primeiro amor”. Até esta altura, não entendia muito bem por que é que este tinha tanta importância para tanta gente, nem o sentido daquelas “expressões-tipo” que no fundo, no fundo, não dizem nada a ninguém. Até que se fez luz. E percebi finalmente. O que há de tão importante, e que faz dele diferente de qualquer outro, é a “pureza”, na verdade a inexperiência, com que se vive esse tal “primeiro amor”. Porque, antes dele, não vivemos nada de semelhante, nunca experenciámos nada que nos possa servir de base, de conhecimento prévio. Então, vivemo-lo na sua essência, sem “esqueletos no armário” para nos assombrarem. Todos os amores e paixões seguintes já vão ser vividos de acordo com o que vivemos anteriormente, já temos “pré-conceitos” do que é bom e do que é mau, do que devemos ou não fazer, do que gostamos e do que não gostamos… E isso faz toda a diferença. É claro que todas as relações afectivas são diferentes, e em todas fazemos novas aprendizagens, mas é na primeira que adquirimos as “bases”, que fazemos as grandes descobertas.
Continuo a achar que a importância do “primeiro amor” é muito relativa, pode não ser assim tão significativo como nos tentam fazer pensar, mas parece-me que realmente se pode dizer que é, não único, mas mais único do que os outros.

Susana Nunes