Wednesday, December 22, 2004

Black Sabbath feat Tony - No Stranger To Love

Cold is the night
Lonely 'till dawn
Cry for the light
For the love that won't come
You said that you'ld never
Leave me alone

I gave you my heart
You cried for my soul
An angel won't come
This devil won't go
Something is wrong
I just can't get away

Living on the street, I'm no stranger to love
Why can't you see I'm no stranger to love
Living on the street, I'm no stranger to love
I'm a stranger in your arms
Yes, I'm a stranger in your arms

Maybe it's right
But I just can't understand
The hurt that I feel
For my love second hand
I know I should leave
But I just can't walk away

Living on the street, I'm no stranger to love
Why can't you see I'm no stranger to love
Living on the street, I'm no stranger to love
I'm a stranger in your arms
Oh yes I'm a stranger in your arms

Living on the street, I'm no stranger to love
Why can't you see I'm no stranger to love
Living on the street, I'm no stranger to love
I'm a stranger in your arms

Living on the street, I'm no stranger to love
Why can't you see I'm no stranger to love
Living on the street, I'm no stranger to love
Why can't you see I'm no stranger to love
Living on the street, I'm no...

Minha namorada de Vinicius de Moraes

Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exactamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser

Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê

Porém, se mas do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada p'ra valer
Aquela amada
Pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer

Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste p'ra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho
No silêncio do depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois

O orgasmo

O orgasmo. O povo chama-o muitos nomes, mas o que é ao certo? Eu gosto de lhe chamar a libertação de energias extra, apesar de aquilo gastar muita energia. É verdade que depende do metodo de como se alcança, mas de qualquer maneira o stress passa quando o temos, nem que seja momentaneamente.
Mas atão o que é na verdade? O estímulo, a falta de palavras com que ficamos na altura, talvez dificulte a sua explicação. Mas não é verdade também que o podemos adjectivar de diversas formas?
Depois, podemos dividí-lo em partes. O antes, o momento imediatamente antes, o durante e o depois. Qual a parte favorita? O antes, que não passa de uma parte em que sente-se claro, mas não há muito a explicar. O imediatamente antes, aqui as coisas aquecem pois começa-se a não conseguir controlar aquele ímpeto de não querer mais, e é aqui em que o real prazer começa. Para mim é aquela parte que queria que durasse mais tempo, mas é uma questão de segundos. Depois o durante. Ninguém sabe explicar esta parte, acho que principalmente as raparigas, talvez por ser mais complexo que os rapazes, porque é algo que se espalha muito mais pelo corpo todo. Nos rapazes julgo ser muito mais localizado, apesar de se notar no corpo todo. O depois. Aquela fase em que o estimulo cai, e nos homens talvez seja o mais complicado, porque se a mulher continua excitada e o homem tem o período de retracção. Há que esperar segundos ou mínutos para se voltar a excitar. Mas esta é aquela fase em que acho que não se quer saber de mais nada, a menos que o preservativo tenha rebentado, aí pensa-se em tudo e mais alguma coisa e não é nada de bom. (ihih)
Agora claro que peço-vos a vossa opnião sobre isto. UAHUAHUAH!!

Alexandre MM Caetano

Tuesday, December 21, 2004

Nirvana - Dumb

I'm not them
but I can pretend
The sun is gone
but I have a light
The day is done
but I'm having fun
I think I'm dumb
or maybe just happy...
Think I'm just happy
Think I'm just happy
Think I'm just happy
My heart is broke
but I have some glue
Help me inhale
and mend it with you
We'll float around
and hang out on clouds
Then we'll come down
and have a hangover...
Have a hangover
Have a hangover
Have a hangover
Skin the sun
Fall asleep
Wish away
The soul is cheap
Lesson learned
Wish me luck
Soothe the burn
Wake me up...
I'm not like them
but I can pretend
The sun is gone
but I have a light
The day is done
but I'm having fun
I think I'm dumb
or maybe just happy
Think I'm just happy...
Think I'm just happy
Think I'm just happy
I think I'm dumb(12x)

Hino de Alvares - A Nossa freguesia

Alvares antiga vila,
Entre montes e pinhais,
Faz-nos lembrar doce ninho
No meio de roseirais.

Aqui Alvares,
A nossa terra,
Aqui Alvares
Nosso torrão,
Somos serranos,
Viemos lá da Serra
Olaré!
Onde temos o coração.

A ribeira do Sinhel
Passa-nos mesmo à beirinha
É S. Mateus que nos guarda,
Nos guarda e nos encaminha.

Aqui Alvares,
A nossa terra,
Aqui Alvares
Nosso torrão,
Somos serranos,
Viemos lá da Serra
Olaré!
Onde temos o coração.

Já foi sede de concelho
Já cá houve pelourinho,
Mas agora, abandonada,
Bem precisa de carinho.

Aqui Alvares,
A nossa terra,
Aqui Alvares
Nosso torrão,
Somos serranos,
Viemos lá da Serra
Olaré!
Onde temos o coração.

Icon & Black Roses - Black Rose

Some black roses on the floor
And gliding petals on the river
Your tears are so cold
They‘re twisting streams on your pale skin

But once you had a red rose on your hands
And spread its seeds away while hoping they'd blossom red
Sound and safe from that tainted soul of yours

Because your soul is black you fear the sun, wind and rain
And would never let them to shine, blow or fall on your grave
So the red roses are black for you today

Some black roses on the floor
And drips of blood on your fingers
With every thorn you hurt so deep
While harvesting on your death field

With honesty justice and dignity you can't turn your roses red

Roses are black roses for you today

«O verbo no infinito»

Ser criado, gerar-se, tranformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e depertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Vinicius de Moraes

«A rosa de Hiroxima»




Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.


Vinicius de Moraes

Monday, December 20, 2004

Pedro Abrunhosa - Será

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda.
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.

Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.

Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será,
Será,
Será!


Linda? Claro...

Tuesday, December 14, 2004

Alma de quem procura...

Ai caramba...
Queria tanto saber,
Se tu me amas assim
Ou sou eu a sofrer...

Os dias passam por mim
Mas tu não me ligas,
Adoro-te... Mais que tudo!
Sento-me, espero por ti...

Os dias passam por mim
E tu nunca mais chegas...
Demorarás tanto assim
Ou sou eu que sonho?
Adoro-te como ao céu
Num dia de Sol...

O tempo... Tenho todo...
Espero e sento-me,
Não sei se virás ou não
Mas eu espero...

Doi-me a alma, porque não sei...
Não sei se sou só eu,
Ou se tu existes.
Vivo na incerteza,
Da noite e da escuridão.
Não sei como viver
Sem sentir a tua mão.

Agora corre-me uma lágrima,
Em direcção ao chão...
Consigo apanhá-la,
Olho e vejo-te a ti.
És a minha alma
Eu quero-te aqui!

Alexandre MM Caetano

Sunday, December 12, 2004

Massive Attack - Hymn Of The Big Wheel

The big wheel keeps on turning
On a simple line day by day
The earth spins on its axis
One man struggle while another relaxes

There's a hole in my soul like a cavity
Seems the world is out to gather just by gravity
The wheel keeps turning the sky's rearranging
Look my son the weather is changing

I'd like to feel that you could be free
Look up at the blue skies beneath a new tree
Sometime again
You'll turn green and the sea turns red
My son I said the power of reflections over my head
The big wheel keeps on turning
On a simple line day by day
The earth spins on its axis
One man struggle while another relaxes


We sang about the sun and danced among the trees
And we listened to the whisper of the city on the breeze
Will you cry in the most in a lead-free zone
Down within the shadows where the factories drone
On the surface of the wheel they build another town
And so the green come tumbling down
Yes close your eyes and hold me tight
And i'll show you sunset sometime again

The big wheel keeps on turning
On a simple line day by day
The earth spins on its axis
One man struggle while another relaxes
As a child solemn pray my hope hides in disguise
While satellites and cameras watch from the skies
An acid drop of rain recycled from the sea
It washed away my shadow burnt a hole in me
And all the king's men cannot put it back again
But the ghetto sun will nurture life
And mend my soul sometime again

The big wheel keeps on turning
On a simple line day by day
The earth spins on its axis
One man struggle while another relaxes
(x2)

Distante, ou n...

Deito-me nas lágrimas
Que demarrei por ti.
Chorei não sei porquê
Chorei noites sem fim
Até um dia acordar,
E sair do mundo para andar.

Sou um caminhante,
Nas veias do teu corpo,
Vou estar sempre presente
Até um dia morreres
E eu desaparecer,
Porque morrerei também.

Somos inseparáveis,
Neste infinito espaço.
Quero isto tanto como tu
Não me quero separar,
É verdade que existes
Mas não quero acreditar,
A realidade é cruel
E tu és um sonho sem fel.

Queria tanto acordar
E ter-te ao meu lado,
Estamos cansados
Porque nem isto fazemos.

Queriamos estar juntos
Mas estamos tão distantes,
Não passo de um amante
Que não deixas de amar
Pois existe o amor no meio de nós.

Agora vou sonhar contigo
Até acordar.
Deito-me no ninho
Onde guardo o teu cheiro,
Recordo o teu amor,
Vou dormir no ninho,
No ninho do amor.

Alexandre MM Caetano

Saturday, December 11, 2004

Aquilo...

Lembro-me daquilo,
Lembras-te?
Odeio-te com todas as minhas forças.
Fazes-me lembrar um verme.
Tiraste-me a alegria
Deste-me a tristeza.
Odeio-te...

Vivo agora só,
Num mundo indeterminado.
Apetece-me morrer só,
Sem nada ao meu lado.

A faca em que vou pegar
Leva-me ao fim do mundo,
À espera dessa morte.

Querias que eu morresse
Num dia escuro e sombrio,
Mas vou morrer, sim
Num dia de sol, com a luz em cima de mim.

Impossível dizes tu.
Eu digo que não.
A alma é minha,
Está me no corpo,
O sangue das tuas mãos.

Sangue que escorre
Para cima de mim,
Bebo-o enquanto estou vivo
Para morrer contigo,
Porque não desejo a solidão.
Quero um pedaço de ti
Para poder sorrir.

Tu lá longe,
Pedes-me coisas,
Uma das quais a alma
Mas isso não posso dar
Porque sem ela fico vazio.

Lembras-te do meu olhar?
Lembras-te daquilo?
Aquilo que senti
Sem pensar no depois.
Amámos, ficámos juntos
Num dia de chuva.
Chovia lá fora, e havia relâmpagos.
Eramos nós a suar e a chocar um no outro.

Mas esqueci-me de tudo
Até um dia me lembrar
Que tu foste o meu mundo
Que eu queria amar...

Alexandre MM Caetano

Kath Bloom - Come here

There's wind that blows in from the north.
And it says that loving takes this course.
Come here. Come here.
No I'm not impossible to touch I have never wanted you so much.
Come here. Come here.
Have I never laid down by your side.
Baby, let's forget about this pride.
Come here. Come here.
Well I'm in no hurry. Don't have to run away this time.
I know you're timid.
But it's gonna be all right this time.

Tuesday, December 07, 2004

«O Amor Protege de Tudo... Ou Talvez Não.»

«Era Verão e as férias tinham começado há uma semana. Como sempre, estava na Nazaré, na casa da minha avó. Este ano ia ser diferente. Tinha feito 17 anos há poucos dias e, finalmente, ia poder sair à noite com as minhas primas e amigos.
Na praia fazíamos aas parvoíces do costume: jogar raquetes, piscar os olhos aos rapazes, contar anedotas, comer gelados.
O Paulo era mesmo muito giro. Tinha 19 anos e olhos verdes. Sei lá porquê, foi a mim que escolheu e ia morrendo derretida quando ele me perguntou ao ouvido: "Queres namorar comigo?", como nos filmes antigos e nas novelas...
Não era só uma paixão de Verão. O Paulo dizia isso todos os dias e, quando as férias acabaram e cada um voltou para sua casa, escrevíamos, telefonávamos, e, fim-de-semana sim, fim-de-semana não, viajávamos 60 quilómetros para nos encontrarmos.
Eu era virgem. Ao fim de quatro meses de namoro já tinhamos "avançado" tanto que resolvi tomar a pílula. Claro que sabíamos que não podíamos ter um bébé!
Fizemos amor três vezes. Começaram os exames, o Paulo tinha muito que estudar, cada vez tinhamos menos contacto.
Comecei a sentir-me estranha: tinha náuseas, um pouco de febre, estava sempre indisposta. Fui ao médico, fiz um teste para saber se estava grávida. Não, não estava. O Paulo telefonou. Tínhamos de falar, ele tinha feito as pazes com a ex-namorada, era uma história complicada, tinham namorado dois anos, terminaram, andaram com outras pessoas, blá, blá, blá... O Verão acabou, definitivamente. E não houve Outono. A transição foi de 40 graus à sombra aí para uns 10 negativos.
Pensava que todo este desconforto físico que sentia tinha a ver com a devastação emocional provocada pela perda. As minhas amigas diziam-me que já não se morre de amor.
Não é verdade. Tenho 32 anos e estou a morrer. De SIDA ou de amor, agora já tanto faz...»

Marta


Agenda 2001, «Amar Amar Perdidamente, Amar Amar Seguramente; SOCTIP - Sociedade Tipográfica, S.A.

Este é para AQUELES que ainda não perceberam o a importância de determinados contraceptivos.