Tuesday, November 30, 2004

O Sexo

Mas afinal o que é isso? Será que existe amor no sexo, ou é sexo no amor? Será necessário ter sexo? Minha nossa... É que se não, sou um desgraçado. Depois, é óbvio que a masturbação não substitui o sexo, mas complementará? Agora outra cena. Haverá alguém que não tenha tido um orgasmo às custas da masturbação? Este foi o tema de conversa lá da faculdade. Sinceramente, acho-me capaz de viver feliz sem sexo, sem nada. É verdade que pode sempre alegrar os dias, mas mesmo assim, acho que não é daquelas coisas essenciais na vida. No entanto, porque haverão tantos "amigos coloridos"? Admito que me masturbo, e acho que mesmo pessoas com namorado/a também o fazem, e conheço casos em que isso acontece, quer da parte feminina, quer masculina. Agora, sexo anal, oral ou vaginal? Acredito que anal seja doloroso. Oral, pronto, há gostos e gostos, mas às vezes é o que se usa, para substituir o vaginal. Vaginal, é daquelas coisas, que é quase sempre, a primeira coisa que se usa, e o mais normal. E assim acabo este meu diálogo, sobre uma conversa que se teve na faculdade. Amanhã outra cena sobre hoje, mas já é outro tema.
Finanças - T01
(é a minha turma, fomos nós que discutimos)

«Não há amor como o primeiro»

Há relativamente pouco tempo, numa das raras conversas minimamente interessantes que tenho tido no comboio, “descobri” o porquê do mito do “primeiro amor”. Até esta altura, não entendia muito bem por que é que este tinha tanta importância para tanta gente, nem o sentido daquelas “expressões-tipo” que no fundo, no fundo, não dizem nada a ninguém. Até que se fez luz. E percebi finalmente. O que há de tão importante, e que faz dele diferente de qualquer outro, é a “pureza”, na verdade a inexperiência, com que se vive esse tal “primeiro amor”. Porque, antes dele, não vivemos nada de semelhante, nunca experenciámos nada que nos possa servir de base, de conhecimento prévio. Então, vivemo-lo na sua essência, sem “esqueletos no armário” para nos assombrarem. Todos os amores e paixões seguintes já vão ser vividos de acordo com o que vivemos anteriormente, já temos “pré-conceitos” do que é bom e do que é mau, do que devemos ou não fazer, do que gostamos e do que não gostamos… E isso faz toda a diferença. É claro que todas as relações afectivas são diferentes, e em todas fazemos novas aprendizagens, mas é na primeira que adquirimos as “bases”, que fazemos as grandes descobertas.
Continuo a achar que a importância do “primeiro amor” é muito relativa, pode não ser assim tão significativo como nos tentam fazer pensar, mas parece-me que realmente se pode dizer que é, não único, mas mais único do que os outros.

Susana Nunes

Monday, November 29, 2004


O meu novo visual! ihih  Posted by Hello

Aquarela

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
e se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela niguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolorirá)


A minha faceta infantil =P

Sunday, November 28, 2004

Perguntas...

Um post para uma algumas perguntas que, para mim, insistem em não ter resposta:
1- Existe o chamado amor eterno?
2- Como é que algumas relações, a que nós chamamos de longas (qualquer coisa superior a 2 anos) acabam de um momento para o outro?
3- Porquê ter sexo sem amor?
4- É possível manter uma relação à distância, mesmo sabendo das dificuldades?
5- Como é que se mantém um amor numa pessoa, mesmo quando nos damos tão bem, ou melhor, com outra que não é aquela pessoa que amamos?
6- Diz-se que o amor é repentino, será?
Algumas perguntas, a quais vou responder, dentro do meu ponto de vista:
1- Não, não existe. Eu não acredito nisso. Acho que chegada uma altura, o amor, transforma-se numa amizade duradoura, que às vezes já não sabemos distinguir de amor. Se existisse, porque é que haveriam tantos divórcios, ou casais separados, por esse mundo fora? Simplesmente não acredito nisso.
2- Como já disse na resposta anterior, para mim o amor fica saturado, e quando uma das partes começa a perceber isso, o melhor de tudo a fazer, ainda é dar tudo por acabado. Pode também ser devido a problemas repentinos, mas julgo que os problemas, conversando sobre eles, resolvem-se.
3- Acho que quanto a isto há várias respostas, mas eu dou uma simples: É o mais simples. Apesar que pode-se complicar. Já estive para estar dentro de uma relação dessas, ainda nos juntámos umas tantas vezes, mas sempre sem haver o chamado sexo. Não gosto daquela situação "pós coito", é embaraçoso, porque não existe aquele prazer que se tem, quando existe amor, para além que depois, no dia-a-dia nota-se uma certa cumplicidade, e as pessoas que nos rodeam também notam isso. Básicamente acabei com essa situação porque não havia, pelo menos para mim, condições para tal relação.
4- Depende da vontade de cada um. Já gostei de uma rapariga que mora longe (até relativamente perto de quem também contribui para este blog) e ainda gostei dela durante algum tempo. Depois, hoje em dia com as novas tecnologias, com construções de meios de acesso, tudo se torna mais fácil, pois agora existem os telémoveis, e podemos telefonarmos uns para os outros, quase sempre que queremos. Depois também acho importante, quando se vive quer dentro, quer fora de uma relação destas, a sinceridade. Não se deve ocultar a verdade, mesmo sabendo que podemos magoar os sentimentos da outra parte.
5- Às vezes tenho dificuldades em distinguir, ainda por cima nos dias que correm, quando nos atiram bocas acerca de outras pessoas, fico a pensar. Acho que só mesmo depois de um momento de solidão, de pensar naquilo que queremos é que podemos ficar a saber de quem gostamos. Mas mesmo assim, hoje em dia já prefiro dizer que não sinto nada de especial por ninguém, dadas as circunstâncias em que estou.
6- Para mim não, mas conheço pessoas para quem o é. Acho que só depois de conviver com uma pessoa depois de algum tempo é que nos podemos aperceber se gostamos dela ou não. Também acho que quando entramos numa relação de um momento para o outro, quase sem se ter nada planeado, a coisa tem mais probabilidades de dar para o torto. A mim, pelo menos, nunca me aconteceu gostar assim de uma pessoa repentinamente, ou se aconteceu, foi devido a circunstâncias muito especiais, quer por alguns gestos meus, ou dela.
Alexandre MM Caetano

Saturday, November 27, 2004


O melhor grupo de sempre, HIM!  Posted by Hello

Sunday, November 21, 2004

«Diário de uma celebridade: a missa e o estacionamento»

Não podia deixar de comentar o que acabei de ver. Tinha acabado de ver os Simpsons na 2 quando decidi fazer um pouco de «zapping» pelos outros canais para ver o que estava a dar. Dois títulos de notícias na TVI deixaram-me paralizada. O primeiro, e o que me fez parar nesse canal, era: «Missa de Artistas em Fátima», cuja notícia era sobre o facto de ter havido uma missa em Fátima com a participação de "famosos", tipo Marco Paulo, Roberto Leal, entre outros. Isto não soa um pouco a «Quinta das Celebridades»? Como é possível que catolicamente nos eduquem com a ideia de que «perante Deus somos todos iguais» e, depois, uma instituição tão importante para os católicos, como é Fátima, nos seus actos, vem demonstrar exactamente o contrário? Que nem na religão existe igualdade? É incompreensível. Bem... Se calhar nos dias que correm até não... Mas, continuando, pensava eu que esta notícia hoje não poderia ser superada por mais nenhuma, mesmo num telejornal como o da TVI, quando a seguinte é tão absurda como a anterior. Esta era sobre um carro mal no estacionado no recinto, na hora da dita missa, e o título era algo do género: «Peregrina abençoada com o carro de Marco Paulo». Ou seja, o carro mal estacionado era deste «artista». Agora pergunto-me eu? Se fosse de uma pessoa normal, também teria sido uma benção para a "peregrina"? Será que se fosse de uma pessoa normal, a mulher não se teria passado, como qualquer pessoa normal que encontre o seu carro bloqueado no estacionamento, e partido para a agressão verbal ou física, esquecendo o facto de ser uma "peregrina"? Sim, porque os "peregrinos" também se "passam"... E porque é que o facto de um "artista" ter deixado o carro mal estacionado é digno de ser noticiado numa televisão nacional? Será que hoje não aconteceu nada de mais importante? Será que não havia mais nada que pudessem pôr no ar?

Susana Nunes

Estrábico

Agora, minha visão é dupla, e deturpa as luzes,
mas fica a impressão inconsciente de outros tempos,
e da tua imagem, no meu olho vesgo.

Vejo tudo em dobro, e assim a televisão
conta-me sempre coisas em demasia...
Vivo parado, vivo em correria
dentro da casa, fora, na rua,
longe de ti, perto da gente
transeunte e fria aos meus olhos desviados...

Minha visão é dupla, e meus gritos são silenciados
pela carne crua da TV, todos os dias.
E tudo se borra, de repente,
e me acomodo e agradeço a quase cegueira,
ao anoitecer, na sala vazia.

(Se tenho medo, disfarço e olho as plantas na janela, testemunhas verdes da perene indecisão.)

Sempre ponho os óculos, e os tiro logo, comovido.
Eles atrapalham-me e consomem o pouco de magia que ainda me sobra,
fazem-me ver com nitidez tudo o que não quero.

E se às vezes penso um pouco, a alma arrefece
e estarreço com o meu papel,
e o juízo falha, por ter desaparecido
a nitidez dos primeiros dias.

Sabes, querida? Anseio por perder a razão
pouco a pouco, ou de uma só vez.
Temo ter pra sempre a visão exacta e estreita
da realidade dessa minha vida,
da programação direccionada dos meus dias,

... a menos que, na minha tela antiga,
voltes a estrelar nosso show diário de variedades...

E te mostres em corpo inteiro, menos descabida,
mais singela, plena de luzes
e cores,
como nos vídeos, lembras-te?
Os nossos piqueniques nos fins-de-semana ensolarados,
quando éramos apenas apreciadores românticos
das nossas paisagens e cenários,
feitos com a tinta dos gestos,
e os meios-tons dos nossos corpos entrelaçados...

Alexandre MM Caetano

Friday, November 19, 2004

O jantar...

Ontem houve um jantar de anos surpresa. Epah... Fartinho que eu ando de andar a pagar para a riqueza dos outros. Pagar onze euros por um bife de peru, meia duzia de batatas fritas e uma colher de arroz. Tudo em pratos individuais, nada de travessas para o pessoal não comer muito, podiamos engordar. Agora, como disse foi surpresa, andaram com a aniversariante pelas ruas de Lisboa até ser uma hora aceitável para nos deslocarmos ao restaurante, comer a deliciosa refeição. Entretanto ficámos na sala de estar da nossa agradável faculdade a fazer tempo. Engraçado é notar algo estranho... Havia um rapaz a meter-se com uma rapariga, reagi mal, e tava a ver que haveria uma boa pancada ali. O mais engraçado, é que quanto a amores não sou de insistir, mas mesmo depois do que se passou entre nós, julgo que ainda há qualquer coisa, com o tempo veremos. O jantar... Estava previsto para as oito da noite, começou às nove e meia. Comemos e tal, as coisas do costume de um jantar de amigos. Depois veio a chamada treta... Começaram-se a fazer grupos. Quem conhecia melhor as pessoas, juntavam-se a essas mais conhecidas. Saímos do restaurante que por sinal tocava belas kizombas, e pusemo-nos à porta a decidir onde íamos. Começou a piorar aí. A Patrícia desesperava porque queria fazer alguma coisa e ninguém se decidia, a Vânia dizia que "à meia noite e meia se não tiver dentro de algum bar, bazo..." o Marcelo a mesma coisa... Depois de várias tentativas frustradas, acabámos por entrar num bar, e por lá ficámos. A música era boa, a bebida também, assim como o ambiente. E por lá ficámos a dançar umas belas 2 horitas de diversão e loucura.
Entretanto após o jantar penso em coisas que se passaram... Essa rapariga de quem eu andei atrás e acabei por andar a bater com a cabeça nas paredes, chamou-me de amor. Pergunto-me o porquê, já perguntei a tanta gente, e ninguém me sabe responder. Depois porque raio quando olho para uma rapariga ela cora? E não me consegue olhar nos olhos, isso irrita.
Enfim, assim foi um jantar de amigos, que acabou numa forma menos boa, porque os namorados quando são maus, reagem de formas más...

Alexandre MM Caetano

Portishead - Glory Box

I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For I've been a tempteress too long,

Oh yeah,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be a woman,
I just want to be a woman

From this time unchained,
We're all looking at a different picture,
Through this new frame of mind,
A thousand flowers could bloom,
Move over and give us some room

Give me a reason to love you,
Give me a reason to be a woman,
I just want to be a woman

So don't you stop being a man,
Just take a little look from outside when you can,
Sow a little tenderness,
No matter if you cry

Give me a reason to love you,
Give me a reason to be a woman,
I just want to be a woman

(Its all I want to be, a woman),
So I just want to be a woman,
For this is the beginning of forever and ever,
Its time to move over now,
(So I want to be)

I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For I've been a tempteress too long,

Oh yeah,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be a woman.

Natal

Não há como não falar no Natal, apesar de ainda faltar mais de um mês para o dia 25 de Dezembro. As ruas estão iluminadas e decoradas, as televisões e as rádios inundadas de publicidade, os centros comerciais e as lojas cheios de novidades e recheados de “fenómenos da última geração”, que tentam atrair e seduzir os possíveis compradores. Ainda me lembro de quando só se começava a preparar esta época em Dezembro. Este ano, m Outubro já se ouvia a “música da Leopoldina”. Estranho, não é? Parece que estes últimos meses do ano são vividos em função de uma única noite. Mas, afinal, o que é o Natal? Eu acredito naquela história do “é quando o Homem quiser”, no sentido de que o “espírito natalício”, aquele sentimento de paz e de amor, que (supostamente) nos invade nesta época, pode der sentido em qualquer altura do ano. Basta querer. Se bem que talvez seja algo muito utópico.
Mas, é do conhecimento de todos que o Natal não é só isto (infelizmente). Existe ainda a sua dimensão religiosa e a sua dimensão comercial.
Quanto à religiosa, o verdadeiro significado de Natal prende-se com o nascimento de Cristo, que veio ao Mundo com um único propósito: «o de justificar os nossos pecados através da sua própria morte. Nesses tempos, sempre que alguém pecava e desejava obter o perdão divino, oferecia um cordeiro em forma de sacrifício. Então, Deus enviou Jesus Cristo que, como um cordeiro sem pecados, veio ao mundo para limpar os pecados de toda a Humanidade através da Sua morte, para que um dia possamos alcançar a vida eterna, por intermédio Dele, Cristo, Filho de Deus». Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento.
Quanto à sua dimensão comercial, parece-me que é bem visível, mais do que outra qualquer. As lojas passam a estar abertas 24h por dia, as pessoas abrem os cordões às suas bolsas e gastam tudo o que têm (e, por vezes, o que não têm), só porque “parece mal” não se oferecer algo que tenha um valor comercial razoável. Mas e o valor sentimental? E a história do que “o que conta é a intenção” onde fica? Será que deixou de ter importância?
Pessoalmente, eu sou muito afectada pelo espírito natalício, talvez por ser aquela época do ano que melhores recordações me traz. Haver uma noite no ano em que se consegue fazer que uma família, demasiado grande e extremamente complicada, mantenha uma relação minimamente “simpática”, é bastante reconfortante (independentemente das razões pelas quais isso acontece). O simples facto de nos conseguirmos reunir por umas breves horas e todos fazerem um esforço (que poderia muito bem ser feito todos os dias do ano, mas isso é outro assunto) para serem “cordiais” uns com os outros, é um bom motivo para se gostar do Natal. Aqueles rituais de se “fazer a árvore”, de se estar reunidos em volta da lareira, de abrir as prendas à meia-noite, de se ficar acordado até às tantas da manhã, a falar-se dos “bons velhos tempos” e a ouvir-se os avós a contar as histórias da juventude deles, são algo de raro e de “único”, pelo menos ao longo de um ano inteiro. Pena que aconteça apenas como justificação de ser dia 25 de Dezembro.
É exactamente o mesmo quando se fala do “cessar-fogo” nas guerras, apenas por causa de “ser Natal”. É claro que é algo de positivo, mas é um pouco estranho fazê-lo apenas por algo que a maioria das pessoas nem sequer sabe muito bem o que significa. Não se cessa fogo quando morrem milhões de pessoas, não se cessa fogo quando se destroem milhões de lares, não se cessa fogo quando há milhões de desalojados, não se cessa fogo quando os soldados já não aguentam mais e já nem sabem qual é o motivo da sua luta, não se cessa fogo quando apenas duas pessoas (ou até mesmo uma) querem realmente que a guerra continue. Mas: “É Natal, TEMOS de cessar fogo.”. Porquê? Não me parece que seja algo muito coerente. Supostamente o Natal é uma celebração católica, logo, se se toma uma decisão de acordo com os princípios e valores desta religião, estes teriam de ser aplicados todos os dias, e não apenas num dia por ano.

Susana Nunes

Thursday, November 18, 2004


A melhor série de sempre... ;)

Tabaco

É estranho como, de repente, o assunto «tabaco» ficou na ordem do dia, por duas notícias distintas:


SG Ventil e SG Filtro
Cigarros têm pesticida proibido


Que eles podem matar já todos estamos fartos de saber, estaríamos era longe de imaginar que os cigarros SG Ventil e SG Filtro contêm um pesticida, proibido na Europa desde 2001. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, divulgado pela RDP.
Em declarações à rádio pública, a investigadora Maria Teresa Vasconcelos revelou que resquícios de Dialdrin, um pesticida potencialmente cancerígeno, foram encontrados nas folhas de tabaco e nas partículas aspiradas resultantes da queima destes dois tipos de cigarros, produzidos pela Tabaqueira Nacional.
O estudo incidiu sobre quatro tipos de tabaco aleatoriamente escolhidos.
Maria Teresa Vasconcelos recorda que o Dialdrin foi proibido na Europa pela Convenção de Estocolmo, em 2001, e que o seu uso está também proibido na América desde 1983.
A Tabaqueira SA já recusou responsabilidades na eventual presença do pesticida proibido no tabaco, alegando que não cultiva a planta.


Dia Nacional do Não Fumador
Governo limita locais de fumo


No Dia Nacional do Não Fumador, o Executivo anuncia que será proibido fumar nos restaurantes, bares, locais de dança, unidades de saúde, farmácias, meios de transporte, instituições para idosos, escolas e locais de trabalho fechados. A nova legislação visa melhorar a «protecção da saúde dos não fumadores da exposição involuntária ao fumo passivo».
As novas regras são apresentadas hoje pelo ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, não se sabendo ainda a data exacta para entrarem em vigor. A par dos locais onde o fumo do cigarro passará a ser interdito, o Governo pretende também introduzir limites na actividade publicitária neste campo.
Será, assim, proibida «a promoção ou o patrocínio de campanhas de prevenção do tabagismo por empresas que comercializem produtos do tabaco, uma vez que os interesses destas empresas são inconciliáveis com o objectivo de proteger a saúde dos cidadãos», justifica o ministro da Saúde no documento que hoje apresenta aos demais elementos do Governo.
Também a assinalar o dia, o Hospital de São João, no Porto, revela que um em cada cinco médicos (23%) é fumador. A conclusão consta de um estudo feito pelo Serviço de Otorrinolaringologia, que apurou ainda existir uma maior incidência de clínicos fumadores nas áreas de clínica geral e familiar e de saúde pública.
As mulheres são as que mais fumam, sobretudo se vivem no Alentejo. A média de idades da maioria dos médicos fumadores ronda os 55 e os 64 anos. Os números revelados pelo estudo preocupam os responsáveis: «Os médicos deviam ser modelos comportamentais e esta não é uma atitude correcta e adequada», alerta o presidente do Conselho de Prevenção do Tabagismo, Pais Clemente.


Expresso, 17 Novembro 2004


Eu, como não fumadora, não dei uma importância muito grande quando li isto, talvez porque, pessoalmente, não me faz grande diferença (se bem que é claro que concordo com a «protecção da saúde dos não fumadores da exposição involuntária ao fumo passivo»). Mas pareceu-me que hoje não se falou noutra coisa, por isso, talvez seja realmente algo que mereça alguma atenção.

Tuesday, November 16, 2004


Lindo... ;)

Saturday, November 13, 2004

Há tanto tempo...

Pois é. A vida é mesmo incerta. Depois da tempestade, a bonança. Andei eu preocupado, sem nada para fazer... Pois é, passados 9 meses, voltamos a falar, e fala-se de um regresso ao passado. Não sei se é isto o que eu desejo, mas por agora sinto-me tão bem. Verdade seja dita que cada vez mais se verifica isso no meu grupo de amigos, dois ex-casais, deixaram de ser "ex" para passarem de novo, a serem só casais. Repito-me ao dizer que não sei o que se passa. No entanto sei aquilo que sinto por outra pessoa, com a qual sinto que devo ganhar outro nível de confiança, mas tenho medo da minha reacção. Sou egoísta, é verdade... Há coisas que odeio partilhar, e uma das quais é partilhar a mesma amizade com um amigo, que sei que também sente o mesmo que eu por essa pessoa. Confuso? Talvez... Gostava tanto que a vida fosse feita de "mas" para poder anular alguma coisa que fiz de errado, como palavras, gestos e/ou sinais. Agora sei que não posso anular aquilo que fiz há algum tempo, mas posso apagar das nossas memórias e ficarmos para todo o sempre juntos, sem haver coisas inuteis nas nossas vidas.
Alexandre MM Caetano