Friday, November 12, 2004

Boss AC - Anda cá ao pápá

Oieeeeeeeee
Anda cá vem ao papa (anda ca ao papa)
I want you to be my baby
Tu sabes quem és
Anda cá (ha) vem ao papa (eu ainda me lembro)
I want you to be my lady

Era sabado a noite
Nem vontade tinha pa comer
Fechei-me no meu quarto
Pus um filme para me entreter
Não tinha sono(Toc Toc Toc) (Quem é) Bateram a porta
Os meus dread's surguiram para irmos dar uma quicorta
Tanto insestiram que acabei por ir
Vou-me vestir
Pensando bem para tar assim mais vale sair
Pegamos um tarifa era quase uma hora
Pensei que a disco ia estar vazia
mas estava a deitar por fora
Entrei com o meu povo
Palito na boca akela base
Abanquei-me num coro
sem dizer uma única frase
Bué-da damas e mais damas por todo o lado
Vestido apertado mas não tou interesado
No meu de tanta gente estava tão sozinho
Levantei-me num coro (elá) vite no meu caminho
Corpo perfeito alta mulata de caracois
Pernas de sonho yesss baby gandas faróis
Olhei-te bem nos olhos mas estava acompanhada
Sorris-te sem dar estrilho para não seres apanhada
mas apanhei-te comé desmarca lá o teu namoro (iii hãa)
deixa-me ser o pirata para tu seres o meu tesouro
mas ele pegou-te no braço levou-te pa longe de mim
quando te vi bati mal e sei que tambem ficas-te assim
beijei-te nas calmas mas puseste-me a toa (a toa haa)
quem te mandou ser tão boa agora não sei o que vou fazer (qué que vou fazer)
tenho que arranjar maneira de te conhecer (haaa)

Anda cá (humm) vem ao papa (o nosso segredo baby)
I want you to be my baby (anda cá ao papá)
Anda cá (já viste) vem ao papa (ninguém precisa saber)
I want you to be (anda cá) my lady (hahaãa)

Estavas no bar enconstada a beber pisaganbom
Aproximei-me e disse 'baza dançar este som' (este som)
o teu dread tava no WC, bora po cantinho que ele lá não nos vê
hesitas-te por instantes pensei que não me querias
mas quando me deste a mão vi que estava nos meus dias
apertei-te, senti o teu coração a bater (a bater)
o beijo quase a acontecer
os nossos lábios tão perto mas não podia ser ali
embora pensasse nisso desde o momento em que te vi(hhu)
bora lá fora aqui dentro está calor
'e pelo caminho imaginava o teu sabor'
sais-te primeiro pa não dar estrilho fui atrás
se o teu dread surguir dás-lhe a dica que estás mal disposta
vais apanhar um ar (hahahaa) e se ele desconfiar
diz-lhe que te espere no bar (yeee)

Anda cá (hum)vem ao papá (eu e tu)
I want you to be my baby (anda cá ao papá)
Anda cá (hum)vem ao papá (mua e trua)
I want you (baby) to be my Lady (tu sabes quem és..... baby)

Não demos estrilho saimos eu e tu mua e trua
Quero que sejas mamã anda cá ao papá
Olha essa escada escura comé bora até lá
Deitei-te no chão mas imaginei-te no sofá
Á o esse teu corpinho
mordi-te a orelha enchi-te de carinho (ha)
ouvi-te gemer como uma porta entre-aberta
a penda de seres descoberta deixou-te os sentidos alerta
esplorei o teu corpo como um patrão explora o empregado
descobri pontos fracos em ti (AC) por todo o lado
quieto não pude ficar quando me tocas-te daquela maneira
tomas-te o controlo passas-te a fronteira
tu foste a lenha da minha fogueira a terceira
disses-te que o teu namorado
devia tar a tua procura preocupado
arranjas-te a saia pintas-te os lábios retrovisor
mas não quis que te fosses embora sem dizer que adorei o teu sabor
abraçaste-me o teu olhar disse tudo (disse tudo)
contigo senti-me veludo
foste andando em direcção a discoteca
uns minutos depois vim também a pensar em ti boneca
não vou contar a ninguém o nosso bocado (a é?)
derrepente vi-te a sorrir abraçada com o teu namorado
eu sabia o porque te tanta alegria
mandei-te um beijo descreto e despedi-me até um dia (até um dia)

Anda cá (hum) vem ao papá (qué que queres que eu diga)
I want you to be (tu sabes comé) my baby (anda cá ao papá)
Anda cá vem ao (hum) papá (i want..haaa)
I want you (baby) to be my Lady (mua e trua)

Anda cá (tu sabe quem és baby) vem ao papá (sou eu)
Anda cá (Ac)vem ao papá (pra ti)
Anda cá (humm)vem ao papá
I wanto you to be my baby

Monday, November 08, 2004

Lembranças...

Há dias em que olhamos para trás e não nos reconhecemos a nós mesmos no passado. Parece que quem o viveu não fomos realmente nós, mas outra pessoa, como se nos sentissemos estranhos à nossa própria existência. Muitos acontecimentos já por lá ficaram perdidos e não nos lembramos. Outros permanecem muito vagos na nossa memória. Mas são aqueles que não se esquecem que mais nos afectam, como se não tivessem nunca um verdadeiro fim. Às vezes, temos vontade de recomeçar do zero. De apagar todas essas lembranças que nos perseguem como assombrações, tanto para o mal como para o bem, e começar de novo. Mas são essas que fizeram e fazem de nós o que somos hoje, que moldaram a nossa essência como indivíduos. Há quem diga que se pudesse voltar atrás na vida não faria as coisas da mesma maneira. Será? Se pudessemos mesmo voltar atrás na vida mudaríamos alguma coisa? O quê? Acho que é um bom tema de discussão.

As SCUTS e os impostos que pagamos

"Como já foi noticiado na Comunicação Social, o governo tem a intenção de introduzir portagens nas SCUTS, ou seja, nas estradas ou variantes de ligação que foram construídas com perfil de auto-estrada, mas que foram feitas porque o trânsito era caótico derivado ao número exorbitante de veículos que encurralavam todo o país, sobretudo as cidades e povoações derivado ao estado miserável no qual se encontram as estradas nacionais e municipais, onde é quase impossível circular, sendo as deslocações quase impossíveis, com grandes transtornos e prejuízos incalculáveis para as empresas e utentes.

Mas essas vias foram construídas como alternativas para descongestionar o trânsito, facultar a circulação e facilitar umas ligações mais rápidas porque senão o país corre o risco de ficar parado, pois nunca como agora houve tanto tráfego e circulação de veículos, mesmo transportes rodoviários que no fundo contribuem para o desenvolvimento do país.Ora o governo anterior e as autarquias tornaram decisões acertadas em construir essas vias rápidas alternativas com o apoio financeiro da Comissão Europeia para bem de todos e sobretudo para que haja mais desenvolvimento no país, e agora este governo alega ter custos de milhões de euros para as conservar, querendo por em prática o sistema do utilizador pagador com portagens, quando essas infra-estruturas já estão pagas e continuam a ser pagas com os nossos impostos e taxas que nos são cobradas, alegando agora ter razões quando as taxas e impostos cobrados ultrapassam centenas de vezes o custo dessas infra-estruturas todas juntas, mesmo aquelas que se venham a construir. Seria uma questão de bom senso o Estado dizer quantos biliões de euros tem de benefícios com a venda e circulação de todos os veículos, incluindo os transportes rodoviários, mesmo que sejam estrangeiros, e com o turismo.Basta dizer que cada veículo vendido, incluindo camiões e autocarros, o Estado cobra as taxas mais caras da Europa como o I.A., taxa de importação, IVA e registos dos veículos, mais as taxas que cobram nas peças e reparações, Imposto de Selo, Seguro, taxas exorbitantes dos combustíveis e derivados, não esquecendo que as gasolineiras, as companhias de seguros e agentes ligados ao ramos pagam impostos e taxas e são contribuintes; para além disso as empresas e utentes pagam o IRS, IRC, IVA, etc., não esquecendo as multas e infracções, como os bancos que financiam as vendas ou compras e os custos dos créditos, sem esquecer os milhares de pessoas que trabalham nessas empresas ligadas ao ramo automóvel, e até as próprias fábricas e escritórios. Não é sério dizer que o Estado tem milhões de prejuízos quando o sector automóvel é um negócio incontestável para o governo e que são as vias rápidas ou SCUTS que esvaziam os cofres do Estado, mas ao que parece este novo ministro não analisou quanto é que o Estado tem de benefícios, pois só encontrou prejuízos e teve a leviandade de dizer que o utilizador tem de ser o pagador se tudo está pago, e continua a ser, sem esquecer os fundos comunitários. Parece que os interesses comerciais e financeiros é que se estão a sobrepor aos direitos de cidadania, uma vez que nos outros países da Europa existem milhares de quilómetros em cada país de SCUTS ou vias rápidas sem portagens e só as auto-estradas é que são pagas, mas as auto-estradas são uma alternativa suplementar e só as apanha quem quer, porque alternativas não faltam e boas. Por isso as variantes ou SCUTS são vias de circulação normais e nada têm a ver com as auto-estradas, mesmo que tenham um certo perfil, nem tampouco são o desastre da economia portuguesa, ou então os ministros só andam de avião, e não conhecem a realidade dos outros países da Europa. Não se pode confundir vias de acesso rápidas, que são uma mais valia para o desenvolvimento do país com outra coisa qualquer, porque se não existissem o país estaria parado e seria um país ainda mais pobre do que é actualmente, em todos os sentidos.Os veículos, quer sejam de transporte quer de turismo, são os maiores geradores de riqueza para o país e enchem os cofres do Estado, porque o trabalho e o turismo são os maiores contribuintes que enriquecem e desenvolvem o país. Acho que deve haver um problema de matemática nos estudos que foram feitos porque os benefícios se sobrepõem aos prejuízos e a argumentação apresentada não é mais que uma retórica conhecida pelos contribuintes."

in http://www.jornaldeespinho.pt/index.asp?idedicao=66&idSeccao=569&Action=seccao


Agora é assim. Será que o que nós pagamos não chega? Aidna vamos ter nós que pagar? O pior até nem é isso, mas sim aquilo que o povo se queixa. Onde estão as alternativas? Eu uso uma, ainda, SCUT para ir para a minha terriola, é verdade que tenho alternativas, recorrendo a outras estradas. Mas se formos ver, por exemplo o caso dos Albicastrenses, não tem outro remédio se não de pagar e não reclamar. Como é evidente, estes podem sempre usar aquelas estradas antigas que sem a manutenção devida, estão num estado de total degradação.

Friday, November 05, 2004

Nova...

Sei quem tu és
E tu também.
És linda da cabeça aos pés,
Vieste do além...

Não te conheço,
Mas queria conhecer.
Se calhar é o que mereço,
Até eu morrer...

Uma nova vida começa
Com uma nova paixão...
Eu adoro esta peça
Do fundo do meu coração.

Mas quero-te conhecer
E ficar contigo para sempre
Nem que seja num amanhecer,
Mas eu sou um crente...

Alexandre MM Caetano

Thursday, November 04, 2004

Jorge Palma - Junto à Ponte

Ela contou-me
Que foi sempre só
Quando eu lhe falei de amizade
Que muitos homens gozaram o corpo
Desde não sei já que idade
Como gostava de os acariciar
De cada vez que eles vinham
Pela noite
Estremecendo devagarinho
Pela noite
Estremecendo devagarinho
Quando eles partiam já de manhã
Bebia a solidão de um trago
Comprava o dia
Com pouco dinheiro
O seu amor não é pago
Tu que duvidas da sua verdade
Assenta o lugar e a hora
Porque amanhã
Ela vai estar à tua espera
Amanhã ela vai estar à tua espera
Tu que foste traído
Tu que atraiçoaste
Tu que deixaste cair
Aquilo em que acreditaste
Tu desesperado que andas a monte
Não faltes ao teu encontro
Amanhã, ao fim da tarde,
Junto à ponte
Amanhã, ao fim da tarde,
Junto à ponte
Leva o corpo e leva a dor
Não esqueças os teus desejos
Sê violento se acaso te amedrontarem os seus beijos
Mas não te faças rogado
É por ti que ela espera
Vai tu ao seu encontro
Amanhã, ao fim da tarde
Junto à ponte
Amanhã, ao fim da tarde
Junto à ponte

Sonata Arctica - Tallulah

Remember when we used to look how sun sets far away?
And how you said: "this is never over"
I believed your every word and I guess you did too
But now you're saying : "hey, let's think this over"

You take my hand and pull me next to you, so close to you
I have a feeling you don't have the words
I found one for you, kiss your cheek, say bye, and walk away
Don't look back 'cause I am crying

I remember little things, you hardly ever do
Tell me why
I don't know why it's over
I remember shooting stars, the walk we took that night
I hope your wish came true, mine betrayed me

You let my hand go, and you fake a smile for me
I have a feeling you don't know what to do
I look deep in your eyes, hesitate a while...
Why are you crying?

Tallulah, It's easier to live alone than fear the time it's over
Tallulah, find the words and talk to me ,oh, Tallulah, [chorus]
This could be... heaven

I see you walking hand in hand with long-haired drummer of the band
In love with her or so it seems, he's dancing with my beauty queen
Don't even dare to say you hi, still swallowing the goodbye
But I know the feelings still alive- still alive

I lost my patience once, so do you punish me now
I'll always love you, no matter what you do
I'll win you back for me if you give me a chance
But there is one thing you must understand

[Chorus]

Wednesday, November 03, 2004

Ela sabe quem é...

Chamaste-me para o teu lado
Para ficar perto de ti.
Sei que não sou amado,
Mas ficarei sempre aqui.

Ao teu lado estou
E tu dentro de mim.
O tempo para trás ficou
Mas o meu amor não tem fim.

A minha alma guarda-te
Numa noite fria,
O Inverno espera-te
O Inverno que eu tanto queria.

Com o frio a chegar
Podes precisar de algum calor.
Calor tenho eu para dar,
E tu muita dor.

Para as mulheres...

Mulheres, quando um homem vos quer impressionar, o que fazer? O que fazer para mudar a opinião de uma pessoa assim como da noite para o dia? O que fazer para esquecer alguém que nos marcou tanto que pensamos que nunca sairá de dentro de nós?
Adoro uma miuda que sei que não me liga muito. Damo-nos muito bem, mas não há aquela ligação que eu queria. O que fazer para que isso mude? Ou serei apenas eu que terei que mudar? Gostava tanto, mas tanto que me esclarecesse. Existe um fantasma antigo. Estou com ele todos os dias, incomoda-me ainda quando o vejo com alguém que sei que existe um minimo interesse. Converso na net, diz que me adora, mas depois... Mais um desabafo nesta minha vida, que tanto luto para a manter. Sofro sem razão aparente, mas o meu coração chora todas as noites, quando me deito numa cama gélida e sem convicção daquilo que sou e serei capaz de fazer.

Alexandre MM Caetano

Tuesday, November 02, 2004

Sugestão

Serve este post para relembrar aos frequentadores deste blog que existem alguns posts anteriores que ficaram, de certo modo, pendentes, que poderão ainda ser motivo de alguma discussão. Se, por acaso, estiverem um dia destes sem muito que fazer, não hesitem em dar uma olhadela. Eu pessoalmente, tenho perdido imenso tempo com este blog, mas acho que tem sido muito proveitoso.

- Novas Regras para o Superior (25 Setembro)

- Nova Censura (05 Outubro)

- Novidades (ou então até não) (14 Outubro)

- Quem são os Bárbaros? (18 Outubro)

- Contestações em Coimbra (21 Outubro)

- Quim Barreiros (27 Outubro)

- Sonho... 31/10/2004 (31 Outubro)

- Relação Meios/Fins (31 Outubro)

Nota: isto é para ser levado só como uma sugestão... A inspiração às vezes falha, mas isso não quer dizer que a agitação por aqui tenha de acabar... ;)

Álvaro Campos - Trapo

O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.

Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.

Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.

Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.

Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.

Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer...
Quando foi isso?
Não sei...
No azul da manhã...

O dia deu em chuvoso.

O Aborto

Absolvida
Juíza alegou que crime da prática de aborto não ficou provado


A jovem de 21 anos acusada da prática de aborto foi hoje absolvida no Tribunal Criminal de Lisboa. A juíza Conceição Oliveira alegou que o crime não ficou provado.
A jovem era acusada de interromper uma gravidez em Janeiro de 2000 e foi denunciada à PSP por um enfermeiro de serviço do Hospital Amadora-Sintra.
Na leitura da sentença, a juíza Conceição Oliveira sustentou a absolvição da arguida alegando que não ficou provada a ingestão dos comprimidos com o objectivo de interromper voluntariamente a gravidez nem que a jovem tivesse conhecimento dos efeitos abortivos do Misoprostol.
A juíza considerou também insuficientes as provas apresentadas em tribunal pela Polícia para concluir que se verificou uma interrupção voluntária da gravidez.
Por sua vez, o procurador-adjunto do Ministério Público, Pinto dos Santos, defendeu que a arguida deveria ser absolvida por não ter sido provada a prática de crime de aborto.
Num comentário à decisão da juíza, a deputada Odete Santos, que assistiu à leitura da sentença, disse aos jornalistas que este tipo de "crimes" normalmente "não tem prova, a não ser em casos excepcionalíssimos". "Porque é difícil provar que havia uma gravidez e que houve um aborto feito intencionalmente", justificou.


Parece-me que este é outro assunto de grande polémica... Em relação a este caso em particular, tenho duas perguntas fundamentais: 1ª - Se só a partir dos 18 anos é que se pode condenar judicialmente alguém (julgo eu), como é que esta rapariga é julgada por um "crime" que supostamente cometeu quando ainda só tinha 17? 2ª - Onde está, neste caso, a confidencialidade médica? Não é suposto, tal como acontece com os advogados e os jornalistas, haver um sigilo profissional? É claro que não estou completamente informada sobre os pormenores que antecederam este julgamento, mas será só impressão minha ou isto não faz muito sentido?
Agora, passando para a questão do aborto no geral, há outros tópicos que não devem ser esquecidos. Lembro-me particularmente de um debate que tive numa aula de Teoria da Comunicação, o ano passado. Saí de lá um pouco (muito) estupefacta com a opinião geral sobre o assunto. Sabia que existia uma grande oposição à legalização do aborto, mas sempre achei que fosse uma posição minimamente fundamentada. O principal fundamento da "personagem" que dirigia a oposição (por iniciativa própria) era o facto de a Igreja Católica ser contra a prática abortiva. Até aí, ainda dá para compreender (ou, pelo menos, faz-se uma tentativa)... Cada um é livre de escolher e seguir a religião que bem entende, não tenho nada contra, muito pelo contrário. O cúmulo foi mesmo quando a "pobre rapariga" ficou "desarmada" por desconhecer por completo certas "verdades indiscutíveis" da sua própria religião, ao ser confrontada com o facto de a Igreja Católica proibir qualquer meio contraceptivo e de considerar que o sexo, para além de só poder ser praticado após o casamento, ser apenas por motivos de "procriação". Agora pergunto: como é que alguém que justifica o "não ao aborto" por motivos religiosos, não conhece sequer os princípios fundamentais da Igreja Católica? Como é que se podem fazer referendos ou debates, se as pessoas não estão minimamente informadas?
Acho que é importante tentar-se fazer entender, de uma vez por todas, que ser a favor da legalização do aborto não é a afirmação de uma pre-disposição para o fazer. Mas sim dar liberdade às mulheres para tomarem as suas próprias decisões, para terem poder sobre o seu próprio corpo e sobre a sua vida, sem medos e sem culpas. Para além disso, é diminuir as "discrepâncias" que existem entre os mais pobres e os mais ricos. Porque ir a Espanha ou a outro sítio qualquer é muito fácil para quem pode, para quem tem poder monetário para isso. E esses fazem-no sem recriminações, sem "dedos apontados". Os que não podem, arriscam: ou deixam a pobre criança nascer para viver numa vida muitas vezes miserável, ou arriscam as suas próprias vidas em abortos caseiros ou nas mãos de pessoas pouco confiáveis. Não é por o aborto ser ilegal, que ele não é feito. Quem o quer realmente fazer, não deixa de o fazer. Então porquê tanta oposição? Porquê tanto preconceito? Será só mesmo por motivos religiosos? E será que quem tem esses motivos só fará sexo para "procriar"? Se sim, tenho pena dessas pessoas... Devem ser realmente muito infelizes.

Monday, November 01, 2004

Distância

Querem saber como é que deve ser uma relação? A liberdade a dar a essa pessoa, à tal que nós amamos? Peguem num bocado de areia e apertem com força com a vossa mão. O que é que acontece? A areia foge. Agora abram a mão? A areia continua a fugir assim que venha uma rajada de vento, certo? Agora ponham a vossa mão em forma de concha, de maneira à areia ficar segura nas vossas mãos. A areia deixou de cair, certo? Devia ser sempre assim, um meio termo.
Mas não. As pessoas quando se trata de um amor, ou mesmo às vezes de uma amizade, esquecem-se que liberdade é um direito, não um dever. Este exemplo da areia é um bom exemplo. Quanto mais queremos uma coisa, quanto mais a desejamos, mais a vemos longe de nós. É fisico, é psicológico? Talvez um bocado de cada, fisicamente porque quanto mais a temos perto de nós, mas longe ela quer estar. Psicologicamente porque parece que tudo o que fazemos para ter a coisa, é errado e que nada bate certo, atão não pensamos noutra coisa a não ser aquilo. A vida foi feita para levarmos com uma tranquilidade correcta, isto é, termos segurança daquilo que temos, daquilo que queremos, e não estarmos arrependidos daquilo que somos, fizemos, queriamos e até mesmo tinhamos. Mas a vida continua, mesmo sem aquilo que mais desejamos...
Alexandre MM Caetano

Sunday, October 31, 2004

Bjork - I've Seen It All (Dancer In The Dark)

Björk
I've seen it all
I have seen the trees
I have seen the willow leaves
Dancing in the breeze

Yorke
I've seen a man killed
By his best friend,
And lives that were over
Before they were spent.

Björk & Yorke
I've seen what I was
And I know what I'll be
I've seen it all
There is no more to see

Björk
You haven't seen elephants
Kings or Peru

Yorke
I'm happy to say
I had better to do

Björk
What about China?
Have you seen the Great Wall?

Yorke
All walls are great
If the roof doesn't fall
And the man you will marry
The home you will share

Björk
To be honest
I really don't care

[gibberish]

Yorke
You've never been
To Niagara Falls

Björk
I have seen water
It's water, that's all

Yorke
The Eiffel Tower
The Empire State

Björk
My pulse was as high
On my very first date

Yorke
And your grandson's hand
As he plays with your hair

Björk
To be honest
I really don't care

[gibberish]

Björk & Yorke
I've seen it all
I've seen the dark
I've seen the brightness
In one little spark
I've seen what I chose
And I've seen what I need
And that is enough
To want more would be greed
I've seen what I was
And I know what I'll be
I've seen it all
There is no more to see

Yorke
You've seen it all
And all you have seen
You can always review on
Your own little screen
The light and the dark
The big and the small
Just keep in mind
You need no more at all

Björk & Yorke
You've seen what you were
And know what you'll be
You've seen it all
There is no more to see


Eu sei que esta letra tem uma visão um pouco (muito) pessimista das coisas. Mas, sobretudo para quem viu o filme, é simplesmente genial.

Relação Meios / Fins

No Sábado passado originou-se uma pequena discussão sobre um tema que me parece merecer alguma reflexão: será que dizer "os fins justificam os meios" ou "os meios justificam os fins" vai dar ao mesmo?
É uma questão, para a qual, assim à primeira vista, também não tenho resposta. Talvez simplifique um pouco o problema se o adaptarmos à prática. Quanto à primeira expressão ("os fins justificam os meios"), podemos, por exemplo, imaginar que um país qualquer está a passar por um período de crise financeira extrema. O Governo desse país, para a superar (o fim), pode tentar vários caminhos (os tais meios). Pode, por exemplo, implantar uma série de novas reformas a nível económico, pouco drásticas e aparentemente de pouco impacto, que possivelmente resolverão o problema, mas apenas a longo prazo. Ou então, pode enveredar por uma solução mais drástica, diminuindo os salários, aumentando consideravelmente os impostos, entre outras reformas, que serão de um impacto muito maior, mas que trarão resultados a curto prazo, e visivelmente mais satisfatórios a nível governamental (mas não a nível populacional, obviamente). Se questionassem o Governo sobre as suas decisões, muito provavelmente, este responderia que "os fins justificam os meios", isto é, que a superação da crise justifica as decisões tomadas.(Este exemplo parece-me um pouco familiar, não sei porquê.)
Quanto à segunda expressão ("os meios justificam os fins"), se aplicarmos o mesmo exemplo, poder-se-ia dizer que as decisões tomadas justificam a superação da crise? Perde o sentido, não? Mas, por exemplo, um estudante tem de fazer um determinado trabalho, mas os recursos de que dispõe não são muitos, o que o limita um pouco, e acaba por ser avaliado com uma nota pouco satisfatória. Ele poderia afirmar que os recursos de que dispunha justificam a nota que teve, isto é, que "os meios justificam os fins". Do mesmo modo que no exemplo anterior, ele não poderia dizer que a nota que teve justifica os recursos de que dispunha ("os fins justificam os meios"), pois não teria sentido algum.
Em conclusão, as duas expressões podem ser consideradas correctas, mas não no mesmo contexto, pois se substituirmos uma pela outra, o que é dito deixa de fazer sentido. Com esta reflexão, espero ter contribuído para o esclarecimento e para a "iluminação intelectual" dos frequentadores do nosso blog, pelo menos para mim serviu... =P

Sonho... 31/10/2004...

Dizias que me amavas, apesar de ser pela internet... Saí de casa muito apressadamente, e fui ter à tua. Toquei para o teu andar, e passado um bocado desceste. Olhei-te nos olhos, peguei-te nas mãos. Passado uns segundos dávamos um beijo que chegava para queimar toda a serra de Sintra. Passado o beijo conversámos sobre tudo... o que se tinha passado? Estariamos loucos, cegos pela paixão? Ou era só eu? A minha casa instantaneamente, tornava-se tão distante da tua, apesar dos 30 minutos que nos separam parecia ser preciso um dia para lá chegar.
Agora acordado bem sei que foi só um sonho, infelizmente... Acontece a qualquer um poder-te amar de livre vontade. Acordei, desesperado, à tua procura, para te poder tocar só mais uma vez, atão aí poderia morrer feliz... Mas não, o sonho era só um sonho, e tinha acabado. Será errado amar-te? Se é errado, nunca mais quero estar certo. Adoro a tua pele, os teus olhos que transmitem segurança, e sobretudo aquele toque que me acalma quando penso em ti... Aqueces-me no frio Inverno que se aproxima. Aquele sonho que eu queria a sua eternidade, não até morrer, mas sim para sempre. Nos proximos séculos, milénios até... Para que depois de mortos, pudessemos continuar juntos, e saber que amar-nos-iamos até um dia acordarmos. Continuarei este meu sonho, e lutarei para que se torne real. Nunca me esquecerei de ti, nem no sonho, nem na realidade, pois continuarás sempre na realidade a ser a tal, a que eu mais desejo...
Alexandre MM Caetano