Tuesday, September 14, 2004

Amazónia

Afinal ainda existem pessoas decentes...
Durante debate numa universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DFe actual ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris,Veneza,Roma,Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram,como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"

Continuação da minha triste vida... Naquela altura...

Para quê viver?
Se tenho assim de sofrer
Mais vale morrer
Não me responsabilizo pelo que acontecer

Esta minha vida é inutil
Só tenho esta minha música
Que eu vivo assim, senil...Com esta minha genica

Que será isto meu Deus?
Tirai me isto da alma
Deixai me viver nos teus céus
Com tudo o que eu desejo, calma...

E com este poema me iludo
Não, por favor não me tires tudo
Apenas o que eu não quero,
Porque o resto, eu venero...

Monday, September 13, 2004

Poema by me...

Andava eu numa altura à busca do impossivel, tentar-me aproximar de uma estrela, mas a minha vida foi curta para lá chegar.

Que força é esta?
Esta que nos separa
Vê, observa, repara!
Temos de vencê la nesta...

Nesta vida! Não noutra!
Isto come me aos bocados
Não quero viver mais isto! outra!
Tou farto de sermos maltratados.

Por favor vem para cá,
Para ao meu lado viver.
Não digas para sempre, pa...
Um dia temos de morrer.

Mas este processo já comecei
Morro lentamente...
Isto sim... para sempre!
E é por esta distância que morrerei...

That's me!! Posted by Hello

The Crow

"As pessoas acreditavam que quando alguém morria, um
corvo carregava a alma para a terra dos mortos. Mas, às vezes, algo tão mau
acontece, que uma tristeza enorme é levada junto, e a alma não consegue
descanso. E às vezes, só às vezes, o corvo pode trazer a alma de volta para
consertar as coisas erradas."

http://orbita.starmedia.com/asfloresdomal/corvo-filme.htm


Just me...

Sunday, September 12, 2004

Essas mulheres...

Apesar de ja todos sabermos que este blog vai acabar, um dia, por tornar-se num blog de baixo nível, achei que ficaria bem começar com alguma coisa séria. Só para não parecer mal, claro...

Recebi este texto por mail há uns tempos e, realmente, dá que pensar... Para ler e reflectir:
A Mãe e o Pai estavam a ver televisão, quando a Mãe disse: "Estou cansada e está a fazer-se tarde. Vou deitar-me". Foi à cozinha fazer umas sandwiches para os almoços do dia seguinte na escola, passou por água as taças das pipocas, tirou carne do congelador para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais não estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta a ligar no dia seguinte. Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro e pregou um botão que estava a cair. Guardou umas peças do jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs a agenda do telefone no sítio dela. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto. Parou, ainda, na secretária e escreveu uma nota para o professor, pôs num envelope o dinheiro para uma visita de estudo e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de parabéns para uma amiga, selou o envelope e fez uma pequena lista para a mercearia. Colocou ambos perto da carteira. Nessa altura o Pai disse lá da sala: "Pensei que tinhas ido deitar-te". "Vou a caminho"- respondeu ela. Pôs água na tigela do cão, e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz de um candeeiro, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto da roupa suja, e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava a estudar. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou a cara, pôs creme, lavou os dentes e acertou uma unha partida. Por essa altura, o Pai apagou a televisão e disse: "Vou deitar-me". E foi... sem mais nada.